Publicidade

As melhores 10 corridas de Fórmula 1 dos últimos 31 anos

Mariana Fernandes · 6 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesFórmula 1 é sinónimo de velocidade, ultrapassagens, rivalidades e corridas alucinantes. Ao longo dos anos, a memória de enormes Grandes Prémios leva-nos a dizer coisas como “antigamente é que era” ou “isto agora já não vale nada”. Mas o denominador comum das grandes corridas é o mesmo: a vontade de vencer, grandes pilotos, grandes carros e grandes equipas. O Bola na Rede juntou as 10 melhores etapas de Fórmula 1 dos últimos 31 anos. Desde Senna e Piquet até Raikkonen e Hamilton, são alguns dos Grandes Prémios que fizeram os corações bater mais depressa e escreveram a tinta permanente o seu lugar na história da modalidade.

10. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/bLozqekEnGQ”]

Grande Prémio da Europa, Nürburgring, 1995 – A chuva é sempre um aditivo picante num Grande Prémio de Fórmula 1. E esta prova europeia de 1995, que teve lugar no circuito de Nürburgring, não foi exceção. Michael Schumacher, ainda com as cores da Benetton, estava 24 segundos atrás do Ferrari de Jean Alesi. As últimas voltas do alemão foram completamente desenfreadas, numa tentativa aparentemente louca de ainda ultrapassar o italiano. E conseguiu. Um pequeno erro de Alesi foi a chance de que Schumacher precisava para o passar numa das últimas curvas. “Shumi” venceu, tal como viria a vencer o Campeonato do Mundo daquele ano, o segundo título da carreira.

9. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/c3Nhzqqdyds”]

Grande Prémio da Europa, Donington Park, 1993 – Este foi o dia em que Ayrton Senna provou ao mundo que é possível ganhar um Grande Prémio com um carro inferior aos restantes e com chuva à mistura. A dupla da Williams – Alain Prost e Damon Hill – estava a dominar a temporada e dominava também esta pole-position, assegurando os dois lugares cimeiros. Senna arrancava na quinta posição da grelha. Na terceira curva ultrapassou Schumacher; pouco depois, foi Karl Wendlinger que viu a traseira do McLaren. Passou Damon Hill por dentro e segundos depois não deu hipótese a Alain Prost. Em dez curvas, Ayrton Senna tinha saltado de quinto para primeiro. Acabaria por vencer o GP mas não o Campeonato: esse foi de Prost.

8. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/t9zgL7iyNDs”]

Grande Prémio do Canadá, 2011 – Quantas vezes é que um piloto salta da última posição para ganhar a corrida? Poucas. Quase nenhumas. Mas foi isso que aconteceu em 2011, no Canadá, com Jenson Button. O britânico era último quando o Grande Prémio recomeçou, na volta 40, depois de ter sido interrompido devido à chuva. Na volta 65, o Mercedes já estava a agarrar a segunda posição, depois de uma incrível dupla ultrapassagem a Mark Webber e Michael Schumacher. Sem nada a perder, Button pressionou Vettel e provocou o erro do alemão na última volta, ao não segurar o Red Bull numa curva mais encharcada. Com a passadeira estendida, o britânico venceu o Grande Prémio do Canadá.

7. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/DhFCTMOd3Ks”]

Grande Prémio do Japão, 2005 – Aqui o herói chama-se Kimi Raikkonen. A duas voltas do final, o piloto da Mercedes estava a sair das boxes em segundo lugar, com cinco segundos de atraso para o líder, Giancarlo Fisichella. A Renault insistia com o italiano, a Mercedes não desistia do finlandês. Na última volta, Raikkonen colou-se à traseira de Fisichella durante uma reta. Ao chegar à curva, tombou para a esquerda e ultrapassou o Renault pelo lado de fora. Uma manobra fantástica, uma vitória fantástica. Raikkonen terminaria a época na segunda posição num ano em que Fernando Alonso, colega de Fisichella, foi o piloto mais forte.

6. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/dCmT9A7mCwM”]

Grande Prémio do Brasil, 2007 – No último Grande Prémio da temporada, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso e Lewis Hamilton podiam ser campeões. O circuito de Interlagos assistiu a uma batalha entre os três, em que só um podia ser vencedor. Hamilton começou melhor mas foi traído pelo motor: uma avaria empurrou-o para sétimo, quando só precisava de ser quinto para conquistar o primeiro título da carreira (que chegou no ano seguinte). Raikkonen, na altura já na Ferrari, foi mais forte do que os dois Mercedes e venceu. Classificação final do campeonato? Kimi Raikkonen 110 pontos, Lewis Hamilton 109 pontos, Fernando Alonso 109 pontos.

5. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/8pFyTh-tygk”]

Grande Prémio do Mónaco, 1992 – O Williams de Nigel Mansell era tremendamente superior a todos os outros veículos. O britânico controlava tranquilamente o Campeonato do Mundo e tinha na mão, aparentemente, a corrida mais mediática do mundo da Fórmula 1: tinha partido da pole e na volta 70 rodava com uma vantagem de 30 segundos. Mas a poucas voltas do final, um furo levou-o às boxes. A paragem demorada fez com que voltasse à corrida já atrás de Aytron Senna. Mansell fez as voltas mais rápidas do Grande Prémio, conquistou segundos atrás de segundos, estava a centímetros de Senna na reta da meta. Mas o brasileiro da McLaren venceu a melhor corrida defensiva da carreira. No final, Nigel Mansell, exausto, teve de ser retirado em braços do Williams.

4.

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/TZVtmhg6WlQ”]

Grande Prémio do Brasil, 2012 – Como sempre, como é hábito, como é normal, chovia no Brasil durante a última corrida da época. Sebastian Vettel entrava com 13 pontos de vantagem sobre Fernando Alonso na classificação geral: a Ferrari rezava para que os deuses fossem espanhóis e causassem uma conjuntura em que Alonso fosse campeão. E durante umas voltas, o Senhor falou castelhano. Vettel bateu no Williams de Bruno Senna e caiu para o fim do pelotão; Alonso estava em terceiro e nesta altura, com esta classificação, era campeão. Sebastian Vettel, de Red Bull, progrediu o que pôde até a chuva não dar tréguas. O Grande Prémio terminou atrás do safety-car, com Alonso em segundo e Vettel em sexto. O alemão tornou-se o tricampeão mais novo da história da Fórmula 1.

3. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/0lD1Hp9yXdo”]

Grande Prémio de Abu Dhabi, 2010 – Pela primeira vez na história da Fórmula 1, o último Grande Prémio da temporada começava com quatro candidatos ao título: Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Mark Webber e Lewis Hamilton. McLaren, Red Bull e Ferrari tentavam antecipar-se mutuamente, numa corrida completamente dominada pela estratégia. Ganhou a da Red Bull: Alonso recorreu às boxes para fugir às manobras de Webber e regressou preso atrás de um carro muito mais lento, o Renault de Vitaly Petrov. Aqueles segundos acabaram com a esperança do espanhol de ainda alcançar Vettel, que venceu a corrida e o campeonato.

2. 

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/mJ_jckX8O7w”]

Grande Prémio do Reino Unido, 1987 – Lewis Hamilton e Nico Rosberg eram colegas na Mercedes mas não se davam bem: eles sabiam, a equipa sabia, todos sabiam. E em 1987, a história era um bocadinho a mesma. Nelson Piquet e Nigel Mansell eram os pilotos da Williams mas nunca foram amigos. E neste GP, no circuito de Silverstone, a competitividade aumentou porque Mansell queria ganhar em casa. Mas foi difícil. Apesar de arrancar da pole, teve um problema no carro que o levou às boxes e quando regressou estava já a 29 segundos de Piquet. A remontada fê-lo quebrar o recorde de volta mais rápida onze (!) vezes. Na penúltima volta, foi ele que sambou e ultrapassou o brasileiro. Venceu em casa, mas não venceria o campeonato: esse foi mesmo de Nelson Piquet.

1.

[ot-video type=”youtube” url=”https://youtu.be/rvPfqBR_RiU”]

Grande Prémio do Brasil, 2008 – A história é a mesma: Brasil, última corrida, chuva. O início da corrida foi adiado e a ansiedade acumulava-se. Lewis Hamilton precisava de ser quinto para conquistar o primeiro título da carreira, Felipe Massa precisava de ganhar para completar a mesma façanha. Na última volta, o brasileiro estava a 30 segundos de realizar o sonho de uma vida: ser campeão do mundo de Fórmula 1 no Brasil, junto da família e dos amigos. Hamilton estava em sexto e Massa liderava. Mas na última curva, o britânico da McLaren ultrapassou o Toyota de Timo Glock e terminou em quinto. Foi o princípio do sonho de Lewis Hamilton e o fim do sonho de Felipe Massa.

Mariana Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos