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O 11 do século XXI que não ganhou a Liga dos Campeões

Frederico Seruya · 6 min

O 11 do século XXI que não ganhou a Liga dos Campeões
Foto: UEFA

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Para esta semana, apresento uma seleção diferente daquelas que tenho feito. Por sugestão de um amigo, decidi eleger o onze do século XXI com jogadores que não ganharam a Liga dos Campeões.

Em caso de dúvida entre dois jogadores para a mesma posição, tentei dar “prioridade” àqueles que já não jogam, por detrimento de jogadores que ainda estão no ativo e que, por isso, ainda poderão vencer a “orelhuda”. No caso do guarda-redes, isso não se aplicou, porque não tive dúvidas em relação a quem era a melhor escolha.

Em termos estatísticos, não incluí os jogos e golos nas pré-eliminatórias de qualificação para a Liga dos Campeões.

GUARDA-REDES


Buffon – Para muitos o melhor guarda-redes da sua geração, Gianluigi Buffon ainda não tem no seu extenso palmarés a medalha de vencedor da maior competição europeia de clubes. Com 42 anos e ainda no ativo, o italiano joga três finais da Liga dos Campeões, mas perde todas: vs. AC Milan (2002/03), vs. Barcelona (2014/15) e vs. Real Madrid (2016/17). Com 123 jogos na competição e 51 clean sheets, procura ainda trazer para Turim o tão desejado troféu. E merecido também.

DEFESA CENTRAL


Fabio Cannavaro – É até hoje o único defesa a ter conquistado a Bola de Ouro, no ano de 2006, ano em que conquista também o Mundial pela Itália. Fez 62 jogos na Liga dos Campeões, e o mais longe que conseguiu chegar foi até às meias-finais em 2002/03, nas quais o Inter de Milão perdeu com o AC Milan. Ainda assim, tem um troféu europeu no currículo: uma Taça UEFA em 1999, pelo Parma.

DEFESA CENTRAL


Lilian Thuram – Defesa consagrado do futebol europeu e mundial, Thuram soma 67 jogos na competição e faz parte da equipa da Juventus que perde a final da Liga dos Campeões, em 2002/03, com o AC Milan. Campeão do mundo e da europa pela seleção francesa, faz quase 700 jogos como sénior distribuídos por Monaco, Parma, Juventus e Barcelona. Tal como Cannavaro e Buffon, conquista a Taça UEFA com a famosa equipa do Parma, em 1999.

DEFESA CENTRAL


William Gallas – Defesa polivalente, Gallas tem os melhores anos da sua carreira em Londres, repartidos por Chelsea, Arsenal e Tottenham. Faz 71 jogos na Liga dos Campeões e está por três vezes à beira da final: no Chelsea, é eliminado nas meias-finais pelo Monaco (2003/04) e pelo Liverpool (2004/05), e, no Arsenal, cai aos pés do Manchester United (2008/09).

MÉDIO DEFENSIVO

Patrick Vieira – Um jogador que marcou uma geração no futebol, faz escola como médio agressivo, incansável trabalhador e recuperador de bolas, mas também pela técnica apurada e capacidade de construir jogo a partir de trás. É campeão mundial em 1998, e campeão europeu em 2000 pela seleção francesa, a que junta três títulos da Premier League pelo Arsenal, quatro Serie A pelo Inter e uma pela Juventus. Faz 76 jogos na Liga dos Campeões e tem azar nos timings: sai dos Gunners na época em que o clube atinge a final da competição, e depois sai do Inter de Mourinho no ano em que a equipa vence a competição.

MÉDIO/EXTREMO DIREITO


Robert Pires – O francês esteve na final da competição em 2006, naquele que é um momento duplamente amargo: não só o Arsenal perde frente ao Barcelona, como Pires é substituído precocemente no jogo. Arsène Wenger é obrigado a retirá-lo aos 18 minutos e a colocar Almunia, devido à expulsão do guarda-redes Jens Lehmann. No total, soma 82 jogos e 14 golos na Liga dos Campeões, distribuídos por Marselha, Arsenal e Villarreal. Está para sempre ligado ao melhor período dos Gunners neste século, no qual faz 284 jogos e marca 84 golos.

MÉDIO CENTRO


Michael Ballack – O médio alemão soma 93 jogos e 16 golos na competição, tendo acumulado duas finais perdidas, uma pelo Bayer Leverkusen frente ao Real Madrid (2001/02), e uma pelo Chelsea frente ao Manchester United (2007/08). É um dos melhores médios do seu tempo a nível mundial, destacando-se primeiro no Bayer Leverkusen, de onde dá o salto para o Bayern de Munique. 157 jogos e 62 golos depois, ruma à Premier League, onde faz quatro épocas de grande nível no Chelsea.

MÉDIO/EXTREMO ESQUERDO


Pavel Nedved – Bola de Ouro em 2003, o jogador checo está muito perto de vencer a Liga dos Campeões precisamente nesse ano, mas a Juventus acaba por perder a final frente ao AC Milan nas grandes penalidades. Contabiliza 71 jogos na competição e marca 15 golos, tendo ainda assim conseguido vencer duas competições europeias: a Taça das Taças em 1998/99, onde marca o golo da vitória, e a Supertaça Europeia em 1999, ambas pela Lazio curiosamente.

AVANÇADO


Ronaldo – Vencedor de 2 Bolas de Ouro, Ronaldo é um Fenómeno pela tremenda capacidade finalizadora, técnica apuradíssima e drible desconcertante. Enquanto está bem fisicamente, faz golos atrás de golos por todos os clubes por onde passa, e é considerado por muitos, até hoje, um dos melhores de sempre. A grande mágoa que leva de uma carreira recheada de troféus individuais e coletivos é mesmo nunca ter conquistado uma “orelhuda”.

AVANÇADO


Van Nistelrooy – Ainda que nunca tenha conquistado a Liga dos Campeões, o avançado holandês, que se destacou ao serviço do Manchester United, é por três vezes o melhor marcador da competição. Com 56 golos em 73 jogos, tem um rácio de 0,77 golos por jogo na Liga dos Campeões, apenas suplantado por Messi (0,81) neste século XXI. O mais perto que Nistelrooy está de vencer a competição é na época 2001/02, quando o Manchester United cai aos pés do Bayer Leverkusen nas meias-finais.

AVANÇADO


Zlatan Ibrahimovic – O avançado sueco é o caso paradigmático do jogador certo na altura errada. Ibrahimovic deixa o Inter na época em que o clube vence a última Liga dos Campeões (2009/10), com José Mourinho ao leme. Dois anos depois acontece-lhe o mesmo no Barcelona: no ano em que deixa o clube, os catalães conquistam a quarta Liga dos Campeões da sua história. O mais longe que chega na competição é as meias-finais, ao serviço do Barcelona, em 2009/10, em que perde precisamente com a equipa que acabara de deixar: o Inter de Milão. Com 119 jogos e 48 golos, Ibra é o segundo jogador com mais jogos a nunca ter vencido a Liga dos Campeões, apenas suplantado por Buffon.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Frederico Seruya

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