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Os 10 destaques da época da NBA até ao momento

João Dinis · 5 min

Rondo Estrello

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10 – Golden State Warriors, porque nem só as surpresas merecem destaque

Fonte: Golden State Warriors
Fonte: Golden State Warriors

Era certo e sabido que uma equipa com Stephen Curry, Kevin Durant, Klay Thompson e Draymond Green tinha todas as condições para o sucesso, para jogar bem e ganhar. Faltava ver isso dentro de campo, mas não tardou muito.

Apesar do escorregão inaugural frente aos San Antonio Spurs, seguem firmes na liderança da liga com apenas três derrotas. São o melhor ataque, a equipa que faz mais assistências por larga margem, e o entrosamento do recém chegado Durant com os restantes companheiros não podia ser melhor. O objetivo estabelecido não poderia ser mais elevado, nem outra coisa se exigiria, para já estão a começar muito bem, sem surpreender ninguém.

9 – Aumentos na D-League, numa aposta a sério no desenvolvimento de todos

Fonte: D-League
Fonte: D-League

Há muito que a NBA procurava uma liga que desenvolvesse os jogadores que não conseguissem entrar no Draft. Essa liga deveria ser a NBA Development League, mas desenvolvimento só no nome. Muitos desistem do basquetebol, outros procuram sucesso noutros países. Os aumentos dos salários nesta liga deverá segurar os jogadores e mantê-los motivados para as oportunidades que surjam na NBA. Uma ótima medida.

8 – Joel Embiid, trust the process

Fonte: Joel Embiid
Fonte: Instagram Oficial de Joel Embiid

O gigante chegou, finalmente, e parece que desta vez é para ficar. O rookie dos Sixers teve de fora duas épocas devido a lesões bastante graves e chegou a especular-se se teria capacidade de recuperação para voltar a uma liga onde a condição física é posta à prova todos os dias.

Embiid recuperou e está empenhado em recuperar o tempo perdido, mostrando a toda a gente o potencial que lhe foi identificado deste muito cedo.

Lidera a equipa em pontos e ressaltos e dificilmente lhe escapa o título de Rookie of the Year. Philadelphia tem finalmente o seu francise player.

7 – Lakers, e depois de Kobe?

Fonte: LA Lakers
Fonte: LA Lakers

A equipa californiana está renovada e é impossível não notar a ausência de Kobe Bryant, 20 anos depois. A anterior temporada foi um autentico desastre, o segundo pior registo levou os adeptos ao desespero.

Não se podia esperar que se apresentassem como candidatos ao título este ano, nem próximo disso. Mas com um treinador novo, Luke Walton, vão em 10 vitórias e 12 derrotas e uma evolução clara do seu jovem plantel. Estão entusiasmados e, embora pareça que mais cedo ou mais tarde vão acabar por cair na tabela, dá gosto ver jogar Jordan Clarkson, Julius Randle, D’Angelo Russel, Nick Young e o rookie Brandon Ingram.  A juventude reclama o seu lugar, e o futuro destes Lakers parece ser risonho.

6 – Anthony Davis

Fonte: New Orleans Pelicans
Fonte: New Orleans Pelicans

Aos 23 anos tem o potencial que muito poucos tinham. É comparado às maiores lendas deste desporto. Falta a afirmação. E pode ser esta época, começou muito bem com um par de exibições do outro mundo.

Lidera a liga em pontos marcados e tem mostrado que poucos conseguem ter tanto impacto no jogo. Falta aliar a tudo isto as vitórias para os seus Pelicans.

Que se mantenha saudável!

5 – Los Angeles Clippers, será desta?

Fonte: LA Clippers
Fonte: LA Clippers

A outra equipa de Los Angeles também tem estado em destaque. Um nível elevadíssimo que os colocam no pelotão da frente da conferência oeste. São a melhor defesa da liga e um dos melhores ataques. Diria que estão no melhor nível desde a chegada de Cris Paul. Veremos se conseguem manter a fasquia e alcançar a primeira final de conferência da sua história.

4 – A surpresa dos Chicago

Fonte: Chicago Bulls
Fonte: Chicago Bulls

No inicio da época toda a gente, eu inclusive, duvidou das alteração operadas no plantel dos Bulls. A saída de Noah parecia uma machadada na rim protection da equipa, e não parecia solucionada com a entrada de Robin Lopez. Rose não estava bem, é certo, mas Dwane Wade está longe dos seus dias de glória. E juntar Wade, Rondo e Butler não parecia nada boa ideia – três jogadores exteriores sem capacidade de tiro numa liga cada vez mais de lançadores.

A verdade é que está a correr bem. Wade adaptou-se muito bem, e até tem mostrado melhorias significativas no seu lançamento exterior, Rondo voltou a jogar a bom nível e Jimmy sente-se cada vez mais confortável com o papel de líder da equipa. Para já são quartos na conferência, muito acima do que espera há dois meses.

3 – O inevitável James Harden

Fonte: Houston Rockets
Fonte: Houston Rockets

O jogador com mais soluções ofensivas da liga. Um dos melhores marcadores e líder das assistências. Joga e faz jogar, é o corpo e alma da equipa de Houston que para já são quartos na conferência dos tubarões. Já deixou toda a gente a pensar no que poderá fazer nos PlayOffs. MVP?

 

2 – Westbrook

Fonte: Instagram Oficial de Russell Westbrook
Fonte: Instagram Oficial de Russell Westbrook

Já pouco há a acrescentar sobre Russel Westbrook, e nem sequer se pode dizer que a sua prestação neste inicio de época seja totalmente surpreendente. Média de triplo-duplo após 20 jogos é obra! Foram raras as lendas sagradas a fazer registos deste nível. Vamos desfrutar atentamente para que mais tarde possamos contar aos nossos netos que vimos uma das mais impressionantes épocas individuais de sempre. Coletivamente são apenas sétimo, mas parecem ter os PlayOffs controlados. MVP?

1 – Isaiah Austin, o reinício de uma história com final feliz

Fonte: Instagram Oficial de Isaiah Austin
Fonte: Instagram Oficial de Isaiah Austin

Isaiah Austin era apontado como top 20 no draft de 2014, onde acabaria por não entrar devido ao diagnóstico de síndrome de Marfan – uma anomalia no tecido conjuntivo, que pode afetar vários órgãos, e colocaria em risco a vida do atleta numa carreira de alto rendimento. Nesse ano foi escolhido simbolicamente pela liga, onde lhe foi assegurado um lugar diretivo assim que terminasse os seus estudos, mas isso não concretizava o sonho de jogar na NBA.

Felizmente para Austin, a doença estabilizou, o que permite ao antigo jogador de Baylor University sonhar com o regresso ao basquetebol de mais alto nível.

Com apenas 23 anos tem tudo para construir uma carreira de sucesso, e vários analistas já prevêem a sua entrada na NBA. O sonho está de pé e ainda bem.

 Foto de capa: NBA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

João Dinis

Redação Bola na Rede · ver artigos