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Atualmente, é comum associar a liga espanhola, sobretudo, à excelência dos médios que jogaram e jogam nesta competição. Isto não significa, porém, que nuestros hermanos não tenham sido brindados com atacantes de calibre mundial, e o facto de esta lista, não baseada apenas na quantidade de golos marcados, mas também na qualidade, influência e sucesso desportivo dos jogadores, ter de deixar de fora nomes como Antoine Griezmann, Gonzalo Higuaín ou Karim Benzema confirma-o.
Posto isto, aqui estão dez goleadores que marcaram este início de século de La Liga.
Nota: As estatísticas apresentadas referem-se ao período entre a época de 2000/2001 e a época atual.
10.

Raúl Tamudo – Talvez o jogador menos conhecido desta lista, poucos conhecerão o catalão com mais golos de sempre na liga espanhola – 123 golos em 333 jogos – . Iniciou a sua carreira em 1996, no Reial Club Deportiu Espanyol de Barcelona (RCD Espanyol), e foi lá que passou grande parte da carreira, tornando-se numa lenda do emblema da Catalunha. Na liga espanhola, contou ainda com passagens pelo Real Sociedad e Rayo Vallecano. Atualmente, trabalha no RCD Espanyol como responsável da coordenação desportivo-institucional.
9.

Diego Forlán – Atualmente mais lembrado pela sua fantástica prestação no Mundial de 2010, o avançado urugaio também brilhou na liga espanhola, entre 2004 e 2011, ao serviço do FC Villarreal e do Atlético de Madrid. Há que destacar a época de 2008/2009, na qual apontou 32 golos (apresenta um total de 128 na competição).
8.

Aritz Aduriz – Um daqueles “casos de Benjamin Button” do futebol: um jogador que parece melhorar à medida que envelhece, tendo um desempenho muito superior após passar a “casa dos 30”. Com 37 anos, o avançado basco está atualmente na sua terceira passagem pelo Athletic Bilbao, o clube que o formou. Pelo caminho, passou, na liga espanhola, pelo Valência CF e pelo RCD Maiorca. Porém, foi desde 2012, data em que completou 31 anos e também em que regressou a Bilbao pela terceira vez, que Aduriz ganhou “nova vida”. Desde então, marcou 92 golos em seis épocas, apresentando um total de 154 – quarto melhor marcador do século.
7.

Samuel Eto’o – O avançado camaronês que atualmente representa o Atiker Konyaspor, da Turquia, teve os seus anos de ouro na liga espanhola. Tendo chegado à Península Ibérica através do Real Madrid, não conseguiu marcar nenhum golo por los blancos e foi vendido ao RCD Maiorca em 1999. Após quatro boas épocas ao serviço do emblema das Ilhas Baleares, foi contratado pelo FC Barcelona, onde, até 2009, apontou 108 golos na liga (tem um total de 159, o quarto melhor do século), ajudando os catalães a ganhar três campeonatos, uma taça do Rei e duas Ligas dos Campeões nesse período.
6.

Luíz Suárez – Há duas coisas que perseguem o uruguaio: má fama e golos. Para seu bem, a segunda faz, muitas vezes, esquecer a primeira. Tendo chegado ao FC Barcelona em 2015, Suárez apresenta uma média incrível de um golo a cada 97 minutos. A sua época de 2015/2016 merece particular destaque, com 40 golos marcados na liga espanhola. Ao lado de Neymar e de outro jogador de que já falaremos mais adiante, formou o temível trio de ataque MSN e ajudou o clube catalão a ganhar uma Liga dos Campeões, três Taças do Rei e dois campeonatos (sendo que o FC Barcelona parece ter caminho livre para mais título de La Liga nesta época).
5.

David Villa – Nem todos terão a noção disto, mas David Villa é o terceiro melhor marcador de La Liga no século XXI. Começou o seu percurso profissional em 2003, no Real Zaragoza; em 2005, mudou-se para o Valência FC, onde esteve até 2010, quando se mudou para o FC Barcelona, de onde partiu para passar uma época no Atlético de Madrid, em 2015. Um percurso invejável, especialmente quando olhamos para os seus 185 golos em 352 jogos. Atualmente, representa o New York City FC, nos EUA.
4.

Raúl González – Poucos jogadores da liga espanhola neste século são tão respeitados como Raúl. No meio de todas as contratações milionárias, o menino da academia do Real Madrid manteve o seu lugar na equipa e tornou-se no campeão indiscutível dos blancos, que representou a nível sénior entre 1994 e 2010. Olhando apenas para este século, o avançado espanhol apontou 127 golos em 334 jogos – oitavo melhor do século.
3.

Ronaldo Nazário – Creio que já percebeu que esta lista não tem apenas em consideração as estatísticas de um jogador. Os números não mentem, é verdade; mas alguém que diga que Ronaldo Nazário de Lima é um dos futebolistas mais dotados que o futebol mundial e a liga espanhola já viram também não está, de todo, a dizer uma mentira. A primeira incursão d’ ”O Fenómeno” em La Liga foi pelo FC Barcelona, em 1996/1997. Já no século XXI, em 2002/2003, regressa, desta vez representando o Real Madrid. Sem dúvida um símbolo da era dos Galacticos, Ronaldo não tinha igual no que tocava a técnica, agilidade, poder e rapidez. Um avançado completo, que apenas ocupa a 19ª posição na lista de melhores marcadores do século, com 83 golos em 127 jogos. Assim, o facto de ser incontornável na conversa de grandes goleadores da liga espanhola faz jus ao jogador tremendo que ele era. Aquele seu joelho ainda lhe ficou a dever muito…
2.

Cristiano Ronaldo – Um animal. Uma besta. Uma máquina. Já se disse tudo sobre o míudo franzino que veio da Madeira com 13 anos para treinar nas academias no Sporting. 11 anos depois, lá estava ele, num Santiago Bernabéu cheio, pronto para a sua apresentação, após se tornar na transferência mais cara da história. Desde então, muitos superaram o valor de 94 milhões de euros que o Real Madrid pagou por “CR7”, mas muito poucos conseguiram superar os seus números na liga espanhola: 299 golos em 282 jogos. Uma média de um golo a cada 82 minutos. É preciso dizer mais?
1.

Lionel Messi – Daqui a uns anos, olharemos para estes dois primeiros classificados da lista como olhamos para… bem, para quem? Que outros dois jogadores, a atuar na mesma época e na mesma competição, alcançaram os números que estes “meninos” alcançaram? No caso do “menino” argentino, que representa o FC Barcelona desde os 12 anos, tendo-se estreado na equipa sénior em 2004, já são 371 golos em 407 jogos. É uma média de um golo a cada 88 minutos. Aqui, o fator de desempate relativamente ao “menino” português não pôde ser outro: teve mesmo de ser o número de golos. Isto porque, no toca à magia, influência e sucesso… bem, já tudo foi dito, escrito e visto.












