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Os 10 melhores jogadores ainda à procura de equipa

Gustavo Carvalho · 6 min

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Com a NBA em tempo de Free Agency, ainda restam jogadores bastante apetecíveis, quer para quem está a lutar pelo título, quer para quem quer desenvolver jovens promissores.

Os grandes nomes do mercado já têm destino definido, só que o fator diferenciador de uma equipa nem sempre reside nas superestrelas – há veteranos dispostos a vir do banco ou simplesmente a aquecê-lo; há jogadores que estão desvalorizados por lesões recentes; há jovens que precisam de encontrar uma casa mais acolhedora. Há de tudo. 

As equipas que se despacham enquanto ainda há talento disponível.

10. Montrezl Harrell

Montrezl Harrell não consegue parar de afundar
Fonte: Los Angeles Clippers

Sim, foi necessário verificar se estava a escrever corretamente o nome deste jovem. Com apenas 24 anos, nunca foi das primeiras apostas tanto nos Houston Rockets como nos Los Angeles Clippers. No entanto, sempre que jogou, mostrou que tinha a capacidade para substituir os grandes jogadores que lhe roubavam a titularidade. Durante certa parte da época chegou a ser o jogador mais eficiente da liga no ataque. Encaixa bem como sixth man em todo lado. Uma equipa mais paciente poderá apostar nele a longo prazo.

9. Richard Jefferson

Richard Jefferson já jogou em 8 equipas na NBA, ganhando o título apenas com os Cleveland Cavaliers
Fonte: NBA

Este senhor jogou nas finais de 2016. Aliás, nos minutos decisivos estava dentro de campo. Assistiu de perto à conquista do primeiro título dos Cleveland Cavaliers. No final desse mesmo ano desistiu da ideia da reforma e regressou aos Cavs. Desde então tudo desmoronou: os Cavs acabaram de perder LeBron James, mas Jefferson nem esteve ao lado do novo rei de Los Angeles até ao final… no início do que seria a metamorfose do plantel dos Cavs, foi trocado para os Atlanta Hawks, que o dispensaram. Acabaria por assinar com os Denver Nuggets antes do início da época.

Os tempos áureos já lá vão, mas é um jogador sólido, veterano, bastante competente tanto no ataque como na defesa, e pode perfeitamente ajudar qualquer equipa: servindo de role model para os mais novos, ou oferecendo experiência a equipas que lutam pelo título. Espero que a sua carreira não acabe já. 

8. Jamal Crawford

Jamal Crawford tem diversas equipas interessadas nos seus serviços
Fonte: NBA

No início do ano optou pelos Minnesota Timberwolves, uma escolha que, na minha opinião, não foi a mais acertada. Este senhor ganhou por três vezes o prémio de melhor sixth man da NBA – é o único na história a conquistar o troféu por mais de duas vezes. Ainda consegue cumprir ofensivamente. Já merecia um título para completar o seu palmarés. Warriors, tomem nota.

7. Wayne Ellington

Wayne Ellington foi um dos participantes do concurso de três pontos no All Star da época que agora terminou
Fonte: NBA

Depois de anos a saltitar de equipa em equipa, estabilizou nos Miami Heat durante duas épocas… e correu bem. Vem da sua melhor época de sempre. Lançou quase 40% da linha de três pontos. Tornou-se um alvo apetecível para várias equipas que precisam de atiradores. Não é o jogador mais completo de sempre, mas a NBA também se faz deste estilo de jogadores – especializados num certo aspeto do jogo. Se for bem utilizado, tal como aconteceu este ano, pode dar continuação ao bom momento que atravessa.

6. Rodney Hood

Foi nos Utah Jazz, comandado por Quin Snyder, que começou a sua carreira
Fonte: NBA

De valioso em Utah, ao garbage time em Cleveland. Mais um jogador envolvido na metamorfose dos Cleveland Cavaliers, que agora culminou na saída (mais do que antecipada de LeBron James). Foi um tudo por tudo dos Cavs, mas Hood não se chegou a adaptar à nova equipa. No entanto, basta-nos recuar ao início da época para perceber que no ambiente certo, com o treinador certo, com o sistema certo, tem muito para oferecer. Espero que não se perca em equipas disfuncionais. Falam nos Sacramento Kings: foge!

5. Dwyane Wade

Um futuro Hall of Famer com o final de carreira à porta, mas que ainda dá prazer de ver jogar
Fonte: NBA

Este senhor dispensa apresentações. Títulos – individuais e coletivos. É uma instituição. Já não tem gás para marcar vinte pontos por jogo, embora ainda o faça às vezes. Não há muito em que pensar: sabe jogar basquetebol, e muito bem. Sinceramente, é apetecível para qualquer equipa, nem que seja pelo nome. Mas que fique em Miami, por favor. É onde quer estar e onde deve estar. Custou vê-lo a divagar por Chicago e Cleveland. Fica quieto, Wade.

4. Jabari Parker

Resiliência em pessoa
Fonte: NBA

Interessante, no mínimo. Em quatro anos de NBA, conseguiu romper duas vezes o ligamento cruzado do joelho esquerdo. A mesma lesão no mesmo joelho. Mas quando jogou, impressionou. No ano da segunda lesão, terminou a temporada com 51 jogos realizados e com uma excelente média de vinte pontos por jogo. Em 2014, no ano do seu Draft, foi selecionado pelos Milwaukee Bucks com a segunda escolha. Uma carreira marcada por infortúnios, mas que foram sempre superados. Acredito no potencial dele. Ainda tem muito para crescer. O primeiro objetivo será concluir uma época sem lesões. A partir daí, no sistema certo pode desenvolver-se – principalmente a nível defensivo, onde ainda peca. O ataque já lhe é natural. Muito talento e vontade de singrar neste jovem!

3. Isaiah Thomas

Mede apenas 1.75 metros e foi escolhido com a 60º pick no draft de 2011, e não existe a 61º
Fonte: Isaiah Thomas

A vida deste jogador dava um filme. Aliás, o próprio Isaiah encarregou-se de fazer um documentário. Há cerca de um ano era a principal referência dos Boston Celtics, num ano em que foi All-Star pela segunda vez na carreira. Perdeu a irmã mais nova no início dos playoffs, mas continuou a jogar sem hesitar. Lesionou-se durante as finais de conferência e foi forçado a dar por terminada a época. Durante o verão é trocado para os Cavs, a equipa com quem tinha acabado de perder. A lesão prolonga-se até meio do ano. Os Cavs nunca conseguiram ser uma equipa consistente, e o regresso de Isaiah deu esperança a adeptos e jogadores. Contudo, não encontrou o seu espaço ao lado de LeBron James e foi trocado para os Los Angeles Lakers, onde apenas serviu como escolha de segunda linha. Final da história? Não. A lesão reapareceu e teve de ser operado. Agora é free agent, e já desde os seus tempos nos Celtics dizia querer um contrato chorudo. Não vai acontecer, Isaiah! Mas os Orlando Magic parecem estar interessados nos teus serviços. Será uma boa oportunidade para relançares a carreira.

2. Marcus Smart

Em jogos decisivos Marcus Smart faz jogadas decisivas, algo precioso numa equipa que luta pelo título
Fonte: Clutchpoints

Confesso, sou fã. É de jogadores com raça que gosto. Marcus Smart é o arquétipo desse estilo de jogador. Não sabe lançar, pois não. 

Mas defende com um empenho sobrenatural, e no ataque vai-se safando com algumas noites inspiradas, sorte, e um bom uso do corpo no ataque ao cesto. Brad Stevens, o treinador dos Boston Celtics, já disse que o quer de volta. Smart nunca será um jogador que encha as medidas a todos, mas tem o seu encanto. Uma âncora defensiva que luta por todas as bolas dá jeito a todas as equipas… pelo preço certo. Smart não foi lá muito inteligente nos comentários que fez antes do fim da época – disse que estaria à espera de um contrato de cerca de 12 milhões por ano. É legítimo, mas segundo o estado atual do mercado, onde os maiores contratos já estão quase todos atribuídos, Smart parece ser apenas apreciado por um nicho. O que não tem em talento, Smart compensa em atitude.

1. Clint Capela

Clint Capela nasceu na Suíça, sendo a maior referência do país no basquetebol
Fonte: NBA

Quatro épocas nos Rockets. Começou como suplente, hoje é titular indiscutível. Melhorou de época para época. Era um dos melhores defensores numa equipa que bem precisa deles. É o típico jogador interior possante que afunda sempre que pode, que faz blocos sempre que pode, e que não consegue acertar da linha de lance livre. Há quem diga que um jogador destes não pode jogar nas finais, mas deu uma boa réplica contra os Golden State Warriors. Os Houstin Rockets já perderam Trevor Ariza, não se podem dar ao luxo de deixar escapar mais um titular. Há várias equipas a precisar de jogadores como Capela, o que significa que os Rockets vão pagar caro para mantê-lo na equipa. Com apenas 24 anos ainda tem muito por onde evoluir. Uma mudança de ares não lhe fazia mal. Vamos lá ver quem ainda arrisca os milhões que tem para gastar.

Foto de Capa: NBA

Gustavo Carvalho

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