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Os 5 treinadores na luta pela competência não mediática em Portugal

António Sousa · 5 min

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O futebol português tem vários bons treinadores, que colocam as suas equipas a jogar bom futebol. E como poderão ver neste top, não precisam de estar todos no centro mediático. Venham daí conhecer os meus 5 treinadores desta época desportiva.

5.

Ricardo Silva – É um nome ainda desconhecido no panorama global do futebol português mas é já uma promessa confirmada no Campeonato de Portugal. Ricardo Silva e a sua equipa técnica fizeram com que a AD Fafe estivesse na luta pela subida à Segunda Liga até à interrupção dos campeonatos não profissionais decretada pela Federação Portuguesa de Futebol devido à pandemia do Covid-19. De facto, até essa decisão polémica, os fafenses ocupavam a segunda posição da Série A, algo que lhe confirmaria uma presença nos playoffs de acesso aos campeonatos profissionais. Apesar do desfecho, Ricardo Silva trouxe uma mentalidade vencedora ao clube minhoto, ajudando o clube a reaproximar-se da sua massa adepta com boas exibições e, fundamentalmente, resultados. Com apenas 37 anos, tem todo um futuro pela frente e é um nome para seguir com atenção.

4.

Filipe Rocha – É uma surpresa neste top. Surpresa porque começou a temporada na Primeira Liga, ao serviço do FC Paços de Ferreira, e as coisas não começaram bem, tendo sido afastado poucas jornadas depois de ter começado o campeonato. Não se avizinhava uma época fácil mas, após ter assumido o comando técnico do CD Feirense, Filipe Rocha voltou a deixar que o trabalho falasse por si. Os fogaceiros, após um início negativo, entraram numa fase muito positiva, com 11 jogos sem conhecer o sabor da derrota até o campeonato ter sido parado. O Feirense estava, com dez jogos por disputar, no terceiro lugar com todas as possibilidades de ainda lutar pelo regresso à Primeira Liga. Filipe Rocha, após uma grande época ao serviço do SC Covilhã, que lhe valeu o ingresso no Paços de Ferreira, soube-se reinventar após a saída dos pacenses, tornando o Feirense numa equipa coesa e devolvendo-lhe a consistência que lhe faltava. É merecedor de palcos de Primeira Liga. Precisa, tal como todos os treinadores, de uma estrutura que acredite no seu trabalho, com um projeto com cabeça, tronco e membros, que não vá à ruína por perder três ou quatro jogos.

3.

Luís Freire – Quem acompanha a Segunda Liga poderá dizer que o CD Nacional era a equipa mais consistente e regular até ao momento da paragem que determinou o fim do campeonato. Não só pelo primeiro lugar que ocupava mas porque quem via o Nacional em campo, via uma equipa madura, muito sólida e com uma capacidade muito forte em obter o resultado, algo que é absolutamente fundamental num campeonato tão competitivo e apertado como o da Segunda Liga. Luís Freire tem subido a pulso no futebol português. Após subir o CD Mafra à Segunda Liga em 2017/2018, orientou o GD Estoril Praia na época seguinte durante as últimas dez jornadas, que não foram suficientes para atingir o objetivo da subida mas que serviram para uma melhoria significativa do rendimento da equipa, conseguindo um terceiro lugar final. Esta temporada dominou a Segunda Liga ao serviço do Nacional e terá mesmo a sua oportunidade no escalão máximo do nosso futebol a partir da próxima época.

2.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

João Pedro Sousa – Quem fazia finca pé de que o FC Famalicão fosse lutar pela Europa no ano de regresso à Primeira Liga 25 anos após a sua última presença, está a mentir. João Pedro Sousa transformou o Famalicão num autêntico “Famashow” durante esta temporada, com um futebol atrativo, de grande ligação intersectorial e com uma valorização gigante da maioria dos seus jogadores, todos muito jovens. Num modelo de jogo com pernas para andar porque não é perfeito, o Famalicão tem feito um campeonato brilhante e teve uma participação quase perfeita na Taça de Portugal, onde podemos dizer que perdeu a presença na final por fatores que não consegui controlar. Com um discurso ponderado e ambicioso, João Pedro Sousa é um dos nomes fortes e um dos treinadores em destaque nesta época desportiva.

1.

Vítor Oliveira – O “Mestre” teria de vencer este top de treinadores. Vítor Oliveira, ao contrário dos seus colegas de profissão neste top, dispensa apresentações. Para além do “rei das subidas”, é também uma pessoa frontal, honesta e sempre preparada para debater e discutir o futebol sem qualquer tipo de receio. Recordo-me que no primeiro treino de pré temporada que o Gil Vicente FC fez esta época, uma das perguntas da Comunicação Social era de como se sentia Vítor Oliveira como treinador de uma equipa que seria o “bombo da festa” deste campeonato. O treinador Gilista nunca se iludiu, nunca se colocou em bicos de pés e deixou, como sempre, que o trabalho da sua equipa falasse por si. O Gil Vicente é a grande revelação do campeonato. Com um plantel com, no total, 26 caras novas, das quais apenas sete tinham jogado na Primeira Liga, ninguém pensava que o Gil fosse capaz de fazer uma temporada tão tranquila, com um futebol pragmático, batendo o pé às equipas mais fortes e tendo apenas uma derrota em casa. Com dez jornadas por disputar, os 30 pontos que o Gil Vicente amealhou ainda não serão matematicamente suficientes para garantir a manutenção mas esse é um dado que, mais jogo ou menos jogo, estará consumado. E muito disto tem o dedo do Mister Vítor Oliveira: um dos melhores treinadores em Portugal há vários anos.

António Sousa

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