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Suplentes de luxo: O XI combinado dos três grandes

Pedro Paupério · 7 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Numa semana de pausa natalícia no campeonato, a Taça da Liga foi o principal foco de atenção dos clubes portugueses.

Concluída a segunda jornada, o Grupo A é o único já resolvido, com o surpreendente apuramento do Vitória de Setúbal. Os sadinos ultrapassaram o Benfica e o Braga e garantiram já a presença na final four da competição.

Esta eliminação do Benfica, aliada às saídas da Taça de Portugal e das competições europeias, pode, contudo, ser peça importante do campeonato. Os encarnados vão realizar apenas mais 20 jogos esta temporada, número que pode tornar-se significativamente mais pequeno do que o dos rivais.

Porto e Sporting, ainda a disputar todas as competições, vão, na segunda metade da época, disputar eliminatórias europeias, jogos a meio da semana e, muito provavelmente, encontrar-se mais vezes, com prováveis duelos nas meias-finais das Taças.

Neste cenário exigente, e com o desenrolar da época, aumento do número de jogos e, eventualmente, o aparecimento de lesões, os suplentes poderão ter um papel muito importante na decisão de um campeonato que se prevê equilibrado e disputado a três.

Assim sendo, o Bola na Rede decidiu comparar os plantéis dos “três grandes” e, descontando da equação os jogadores atualmente titulares, elaborar aquele que é o onze combinado dos suplentes de Porto, Sporting e Benfica.

Guarda-redes

Fonte: Facebook Oficial Casillas
Fonte: Facebook Oficial Casillas

Iker Casillas – É talvez o setor de mais fácil decisão, uma vez que Casillas é, muito provavelmente, o segundo melhor guarda-redes a atuar em Portugal. Muito experiente e especialmente forte no 1×1, o espanhol até começou a época com um impressionante registo de cinco jogos sem sofrer golos, mas acabou por ser riscado do onze. A falta de empenho durante a pausa para as seleções terá sido o motivo e José Sá respondeu à altura, pelo que recuperar o lugar afigura-se difícil para o espanhol.

Ainda assim, parece claro que o lugar neste onze pertence a “San Iker”. Svilar tem potencial, mas não tem mostrado a segurança necessária quando chamado e não foi capaz de agarrar a oportunidade deixada por Bruno Varela. Já Salin, é um guarda-redes experiente e competente, mas não parece ter qualidade para mais do que precaver uma eventual lesão de Rui Patrício.

Defesa Direito

Fonte: fcporto.pt
Fonte: fcporto.pt

Maxi Pereira – Mais um veterano para dar experiência ao banco. Protagonista de uma das transferências mais polémicas dos últimos anos, ao trocar o Benfica pelo Porto após o término do seu contrato, o lateral está a cumprir o terceiro ano de dragão ao peito, mas já não tem o fulgor de outros tempos.

A cumprir 34 anos em junho, o lateral uruguaio perdeu espaço com o regresso de Ricardo Pereira, mas se já não apresenta a mesma capacidade física das últimas épocas, continua a ser uma boa alternativa.

Quanto aos rivais, Douglas revelou-se uma grande desilusão e não parece ter condições para discutir o “lugar”. Já Ristovski, deu boas indicações quando substituiu Piccini no onze do Sporting, mas ainda não se mostrou o suficiente para competir com Maxi. Palavra ainda para Layún que, apesar de ser o terceiro na hierarquia do seu clube, na ausência de Maxi poderia constar neste onze.

Defesa Central – Lado direito

Fonte: Facebook Oficial Felipe
Fonte: Facebook Oficial Felipe

Felipe – É um caso semelhante ao de Casillas na medida em que, no início da temporada, ninguém esperava ver Felipe como suplente no FC Porto. Contudo, o central portista baixou de rendimento nos últimos jogos e esgotou a paciência de Sérgio Conceição ao ser expulso frente ao Mónaco.

Ainda assim, e apesar de, por vezes, se revelar demasiado intempestivo, Felipe tem qualidade para ser titular no FC Porto e a sua presença neste onze é inquestionável.

Defesa Central – Lado esquerdo

Fonte: Facebook Oficial Rúben Dias
Fonte: Facebook Oficial Rúben Dias

Rúben Dias – Não fossem as lesões e provavelmente este lugar seria ocupado por Jardel, o que diz muito da qualidade do jovem defesa benfiquista. Depois de ganhar a titularidade no eixo da defesa encarnada, Rúben Dias fez bons jogos e mereceu destaque, mas uma operação acabou por afastá-lo. Agora, tenta recuperar o lugar e a lesão de Luisão pode ser uma oportunidade de ouro.

Relativamente aos adversários, além dos titulares e do já referido Felipe, o FC Porto não tem no seu plantel mais alternativas, o que restringe a concorrência aos centrais do Sporting. André Pinto é o terceiro da hierarquia leonina e, apesar de se ter exibido a bom nível no Braga e, quando chamado, na equipa de Jorge Jesus, não parece ter a preponderância do jovem das águias.

Defesa Esquerdo

Fonte: slbenfica.pt
Fonte: slbenfica.pt

Eliseu – Mais uma vez a experiência, o que ilustra o paradigma do banco no setor defensivo dos grandes. Muito regular, o internacional português tem acumulado vários jogos ao longo das últimas épocas, muito graças aos problemas físicos de Grimaldo. Com um remate muito forte, o lateral continua a dar garantias, apesar dos seus 34 anos, e apresenta uma consistência que o mantém, inclusive, nas escolhas de Fernando Santos.

Já no que toca a Porto e Sporting, mais uma vez os dragões não apresentam uma verdadeira alternativa a Alex Telles, sendo que Layún acaba por ser o suplente do brasileiro, ainda que jogue preferencialmente do lado direito. Já Jonathan Silva vai sendo chamado por Jorge Jesus, devido a condição física debilitada de Fábio Coentrão, mas parece claro que não tem nível para vir a ser titular em Alvalade.

Médio Defensivo

Fonte: slbenfica.pt
Fonte: slbenfica.pt

Samaris – É quase um caso de falta de comparência, mas o lugar tem de pertencer ao grego. O camisola 7 das águias até rende mais quando joga mais adiantado, como segundo médio, mas a ausência de uma verdadeira alternativa a Fejsa obriga a que Rui Vitória o use diversas vezes como médio mais recuado.

Nos rivais, o cenário não é diferente. Na equipa de Sérgio Conceição, Reyes ocupou o lugar quando Danilo não jogou, mas a verdade é que o mexicano é atualmente titular no eixo. Já do lado do Sporting, Palhinha e Petrović são as alternativas, mas na ausência do imprescindível William Carvalho a solução parece ser baixar Battaglia no terreno.

Médio Centro

Fonte: Facebook Oficial de Óliver Torres
Fonte: Facebook Oficial de Óliver Torres

Óliver Torres – Terceiro caso surpreendente no Dragão, com mais um jogador que em agosto se previa titular na equipa de Sérgio Conceição. Não é fácil explicar o eclipse do espanhol nas opções do técnico azul e branco, mas é indiscutível que o médio apresenta uma qualidade muito acima da média da liga portuguesa.

Com uma capacidade de passe, nomeadamente o passe longo, invejável, e inteligência e visão de jogo de um maestro, Óliver parece ter tudo para vir a ser um terceiro médio de topo no futebol mundial. Falta-lhe, contudo, alguma capacidade física e de chegada à área, o que pode ajudar a explicar a sua condição de suplente.

Extremo Direito

Fonte: slbenfica.pt
Fonte: slbenfica.pt

Živković – É mais uma escolha quase indiscutível. Dotado de uma qualidade técnica assinalável, o extremo sérvio de apenas 21 anos tem ainda muito para crescer mas vai sendo já um elemento muito útil na equipa de Rui Vitória, tendo já na época passada sido titular por várias ocasiões.

O grande concorrente para a posição neste contexto, Iuri Medeiros, parece não agradar a Jorge Jesus e é praticamente uma carta fora do baralho para o técnico leonino, pelo que dificilmente entra na discussão. Já a alternativa do FC Porto, Hernâni, não tem conseguido ser decisivo no reino do dragão e não tem impressionado quando é chamado a entrar.

Extremo Esquerdo

Fonte: slbenfica.pt
Fonte: slbenfica.pt

Rafa – A superioridade do Benfica em termos quantitativos nas alas é evidente. Aos 24 anos, Rafa não vive a melhor fase da carreira, mas continua a ser uma grande mais valia, sobretudo tendo em conta que falamos de um suplente.

Inicialmente utilizado por Rui Vitória atrás do ponta de lança na época de estreia no Benfica, ficou provado que é nas alas que o internacional português rende mais, mas Rafa parece ter perdido a confiança do treinador e é neste momento o último da hierarquia das águias.

Avançado

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Doumbia – É verdade que o costa-marfinense tarda em afirmar-se no Sporting, mas a culpa é mais da concorrência do que propriamente sua. Com 13 golos em 15 jogos e um entendimento notável com os parceiros de ataque, Bas Dost é um indiscutível para Jorge Jesus e Doumbia tem de contentar-se com o lugar de suplente utilizado.

Ainda assim, e apesar de ainda não ter marcado na Primeira Liga, o jogador de 29 anos apresenta uma boa média de um golo a cada 83 minutos, fruto dos sete tentos divididos entre a Liga dos Campeões, a Taça da Liga e a Taça de Portugal.

Quanto à concorrência, Seferović teve um arranque impressionante, mas caiu a pique e denota dificuldades evidentes, especialmente ao nível do posicionamento, somando até, com o dobro do tempo jogado, menos um golo do que o avançado sportinguista.

Avançado

Fonte: fcporto.pt
Fonte: fcporto.pt

Soares – Titular do dragão na segunda metade da época passada, depois de roubar o lugar a André Silva, o avançado brasileiro lesionou-se no primeiro jogo oficial de 17/18 e desde então as grandes prestações de Marega não lhe têm permitido figurar no onze inicial.

Ainda assim, e com apenas 409 minutos jogados, soma já três golos e três assistências esta época, tendo já exibido algumas das qualidades que encantaram os portistas na época passada.

Mais uma vez, além de uma qualidade de jogo superior, apresenta melhores números do que a outra escolha possível, Rául Jiménez, que, para além de somar menos golos e assistências, precisa de mais 200 minutos do que o brasileiro para marcar.

Foto de capa: eco.pt

Pedro Paupério

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