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[tps_title]10º Peter Schmeichel[/tps_title]

Já aqui escrevi sobre ele na rubrica “Jogadores Que Admiro”. Um guarda redes que já tinha sido campeão europeu de seleções e de clubes e que chega a Portugal para jogar num clube que não era campeão há dezoito anos. Foi campeão logo na primeira época, com um estilo sempre agressivo, quer com os seus colegas, quer com os seus adversários. Já era assim no Manchester United e assim continuou no nosso país. Um monstro nas balizas, com grande porte físico, excelentes reflexos e uma mentalidade fantástica. Penso que, até agora, nunca vi um guarda redes melhor que ele nos relvados portugueses e está no meu top 5 entre os guardiões internacionais que já vi jogar.
[tps_title]9º Rui Patrício[/tps_title]

Estreou-se nos Barreiros e defendeu logo um penálti, segurando uma vitória pela margem mínima. Era o prenúncio para uma carreira de grandes defesas e de muitos pontos dados ao clube. Lembro-me de vários exemplos. Jogo para a Liga Europa no Etihad Stadium com o Man.City, receção ao Chelsea esta época na Champions, esse penálti defendido nos Barreiros, entre muitas outras histórias. Rui Patrício é atualmente o capitão de equipa e uma das vozes de comando do balneário leonino, bastante bom na defesa de penáltis, tem ótimos reflexos, bom posicionamento entre os postes e muita segurança transmitida aos seus quartetos defensivos, que não têm sido famosos, dificultando ainda mais a sua tarefa. Nos finais de época fala-se sempre que vai sair para o estrangeiro, mas felizmente para os leões, isso ainda não aconteceu. Nesta altura, penso que seria titular em clubes como B.Dortmund, Arsenal, Roma ou Liverpool. Vamos ver o que o futuro lhe traz.
[tps_title]8º André Cruz[/tps_title]

O senhor canhoto que sabia marcar livres diretos de forma fantástica. Depois de jogar vários anos em Brasil, Bélgica e Itália, André Cruz veio para Alvalade, tal como Peter Schmeichel, na época 1999/2000. Constituiu dupla de centrais com o também histórico Beto. Na retina, além da experiência, fica o bom sentido de posicionamento e o respeito que impunha aos dianteiros contrários. Além disso, o brasileiro tinha no seu pé esquerdo uma arma fenomenal. Os seus golos de bola parada eram magníficos. Destaco cinco: um livre direto na época de estreia, em que deixou Vítor Baía parado a olhar; outro em que bateu Iker Casillas na Liga dos Campeões; um golo de canto direto em Leverkusen, também na Champions 2000/01; e, por fim, os mais memoráveis. Os dois livres diretos que apontou no jogo do título em 2000, no terreno do Salgueiros. André Cruz será para sempre um dos melhores marcadores de livres diretos que já vi jogar.
[tps_title]7º Rui Jorge[/tps_title]

O atual selecionador sub-21 foi formado no FC Porto, mas só me lembro dele a jogar no Sporting. Não o recordo como um marcador de golos ou um jogador especialista nalgum capítulo técnico. Lembro-me dele como um jogador aparentemente sereno, mas que dava tudo em campo, um defesa que gostava de ir ao ataque participar nas iniciativas ofensivas da sua equipa e que até fazia algumas assistências. Apesar de não marcar muitos golos, era dono de um forte pontapé. O único exemplo de que me recordava, e que pude ir confirmar ao Youtube, foi um golo apontado ao Benfica num disparo de fora da área. Fora de campo, mantém a capacidade de leitura de jogo que já ostentava dentro das quatro linhas, como fica provado pelo desempenho fabuloso da nossa seleção de esperanças.
[tps_title]6º William Carvalho[/tps_title]

Bem sei que está apenas na sua segunda época como titularíssimo da equipa principal dos “leões”, mas tenho de o colocar nesta lista. É um autêntico monstro à frente da defesa leonina, um jogador que tem tudo para aquela posição: capacidade física (é capaz de jogar várias partidas inteiras de forma sequencial sem ficar de fora), qualidade técnica (as jogadas em que se livra de três, quatro adversários de uma assentada são deliciosas e, além de demonstrarem a sua qualidade, mostram ainda a sua classe e coragem) e leitura de jogo (tanto nos passes em profundidade, como nas “dobras” que faz aos centrais, William é muito bom). Apenas lhe aponto um defeito: acho que William tem de utilizar ainda mais a sua estampa física nos duelos, penso que pode ser mais agressivo nesse aspeto. Tenho pena que ele saia, mas parece-me que será inevitável. Só desejo que saia para um clube que tenha um treinador que o faça evoluir ainda mais, e que não saia para um qualquer “Arsenal” desta vida.
[tps_title]5º Matías Fernández[/tps_title]

Que pena que eu tenho de não ganhar o Euromilhões para trazer este mago de volta para o Sporting. Atualmente está na Fiorentina, mas dava um jeitaço que estivesse a jogar com João Mário e William Carvalho esta época. Um talento inacreditável, que além da vida real era uma contratação fantástica no Football Manager 08. Os seus livres batidos no flanco esquerdo desenhavam sempre curvas fabulosas, eram livres apenas ao alcance de predestinados. O golo que marcou ao Everton em Alvalade, em que fintou de forma fenomenal um central e depois sentou Tim Howard, é bestial. O livre que apontou em Manchester ao City é um daqueles golos que levam gente aos estádios, que são a beleza deste magnífico desporto. Matías é chileno (tem o prazer de jogar na seleção com Claudio Bravo, Alexis Sánchez, entre outros) e é especialista na “falsa rabona” (movimento em tudo semelhante à rabona, com a diferença de não ser um chuto, mas sim uma forma de controlo da bola). Se há homem que consegue sair de uma cabine telefónica a fintar adversários, esse homem é Matías Fernández.
[tps_title]4º Pedro Barbosa[/tps_title]

Um capitão, um símbolo do Sporting Clube de Portugal. Nem sei descrever o orgulho que tive quando falei cerca de cinco minutos com Pedro Barbosa. Dono de uma qualidade técnica absolutamente invejável, Barbosa era capaz de quase tudo dentro de campo: fintas, assistências, golos em jeito, golos em força, “caldinhos” e até jogos em que parecia que não se mexia. Dizem alguns que ele apenas jogava bem em anos de renovação de contrato. Isso não me interessa. Era um regalo ver a bola chegar aos pés de Pedro Barbosa e observar a forma como ele a tratava, até parecia que a bola sorria cada vez que chegava aos pés do 8 do Sporting. Uma das melhores lembranças que tenho dele é do golo que apontou na vitória (1-0) no Bessa, na fantástica época 1999/2000. Um disparo fulcral para a conquista desse campeonato, num jogo que foi depois agarrado por Schmeichel. Pedro Barbosa era craque!
[tps_title]3º Nani[/tps_title]

Um astro que regressou esta temporada ao clube para reerguer a sua carreira e ajudar o Sporting. Saiu em glória para o Manchester United após conquistar uma Taça de Portugal mas foi prejudicado em Manchester pela colagem que sempre fizeram da sua imagem à de Cristiano Ronaldo. Começou bem em Old Trafford mas nas últimas épocas eclipsou-se e nada melhor para resolver isso que voltar a um lugar onde é idolatrado e se sente feliz. Tem estado muito bem nesta temporada e foi a principal figura do Sporting na inglória campanha efetuada esta época na maior competição europeia de clubes. Nani já conquistou uma Champions em Moscovo, pelo Man.United. Como principal lembrança, aponto um golo maravilhoso de “chapéu” apontado na Choupana, numa das suas primeiras épocas como atleta do Sporting.
[tps_title]2º Mário Jardel[/tps_title]

Já tinha espalhado terror nos relvados portugueses enquanto jogador do FC Porto. Saiu de lá para a Turquia e em boa hora voltou a Portugal para vir representar o Sporting. Terminou a época 2001/02 com mais de 50 golos marcados e fez com João Vieira Pinto uma das melhores duplas da história do futebol português. Marcava de todas as formas e feitios: golos de “encosto”, pé direito, pé esquerdo, cabeça, etc. Apesar da sua especialidade ser o jogo de cabeça, Mário Jardel tinha qualidade técnica também. Lembro-me de dois golos marcantes: um em Alvalade ao Vitória de Setúbal, em que ele tem uma receção de bola com o peito fantástica, e outro em Paços de Ferreira, em que fez um dos melhores “chapéus” de que me recordo de ver no futebol. Ganhou duas Botas de Ouro enquanto jogou no futebol português (uma no FC Porto e outra no Sporting) e foi um dos melhores avançados da história do futebol mundial. Pena ter terminado a carreira da forma que nós conhecemos.
[tps_title]1º Liédson[/tps_title]

O Levezinho também tinha tudo: marcou golos absolutamente incríveis, tinha um especial fetiche em marcar ao Benfica e em fazer a cabeça em água a Luisão. Teve vários parceiros de ataque (Deivid, Yannick Djaló, Alecsandro, Bueno, Tiuí) mas penso que foi com Derlei que ele constituiu a melhor dupla. O rapaz fininho que veio do Brasil adaptou-se bem ao nosso campeonato e marcou golos decisivos com a camisola verde e branca, como aquele que valeu a Taça de Portugal frente ao Belenenses de Jorge Jesus. Esteve presente na caminhada até à final da Taça UEFA em 2004/05, na única passagem do Sporting à fase eliminatória da Liga dos Campeões e foi terrível a sua saída naquele jogo em casa com a Naval, que deixou muitos adeptos em lágrimas pela saída do Levezinho. O número 31 do Sporting terá sempre história gravada.













