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Que o Benfica é competente na descoberta e na lapidação de pequenos grandes talentos não é novidade. Mas também temos de reconhecer a sua pontaria tão afinada na contratação de algumas (muitas) promessas que, depois de feitas as contas, não passam de flops bem carimbados na memória dos adeptos. E, obviamente, não é pelos brilharetes que fazem ao serviço do Clube, mas, sim, pela quantidade de empréstimos que lhes são adicionados aos currículos, ou por se tornarem nuns bons aquecedores humanos de bancos e bancadas (ou nem isso). Vejamos alguns dos casos mais marcantes.
10.º – César

Chegou à Luz em 2014 e Jorge Jesus deu-lhe algumas oportunidades no eixo da defesa central. Pouco sucesso fez e, na mesma época, chegou até a jogar pela equipa B. Em 2015 rumou ao Flamengo, a título de empréstimo e esta época regressou a Portugal para ser cedido ao Nacional, estando a cargo do Benfica metade do seu salário. Com 24 anos, ainda vai a tempo de regressar aos encarnados ou está destinado a saltar de empréstimo em empréstimo até um desvinculo final?
9.º – Mukhtar

Nele estavam depositadas boas expectativas. Falamos de Hany Mukhtar, que marcou o golo que deu o campeonato europeu de sub-19 à Alemanha, em 2014, na final contra Portugal. No entanto, não teve oportunidades com Rui Vitória e, na época passada, foi logo emprestado ao Red Bull Salzburg. Este ano, veste a camisola do Brondby, clube dinamarquês que pode acionar cláusula de compra sobre o médio. Nada de novo: mais um jogador que veio para ser emprestado.
8.º – Victor Andrade

Victor Andrade era uma das promessas a jogar pela equipa B. Em 2014/2015 calçou mais de 40 vezes. Na época seguinte, fez apenas cinco jogos pela equipa principal e, em 2016, foi cedido ao Vitória de Guimarães, ao serviço da equipa B e da equipa A. Agora encontra-se emprestado ao Munique 1860. As esperanças de que o avançado alguma vez vingue no clube da Luz são basicamente nulas (e não dizer “totalmente” já é ser amiga).
7.º – Sidnei

No Benfica, Sidnei nunca teve a vida facilitada no que à concorrência por um lugar no centro da defesa diz respeito. Ora Luisão e David Luiz estavam bem consolidados no plantel, ora, depois, via o seu lugar ser perdido para Jardel. No seu currículo conta com alguns empréstimos por parte do Benfica: no Besiktas, no Espanyol e no Deportivo de La Coruña, clube espanhol onde acabou por ficar a título definitivo. De águia ao peito não conseguiu impor o seu futebol, mas permitiu que o Benfica realizasse algum encaixe financeiro com a sua venda. Menos mal.
6.º – Franco Jara

O argentino Franco Jara foi contratado pelo SL Benfica em 2010, ao Arsenal de Sarandí. Na primeira época jogou regularmente e ainda marcou alguns golos, mas depressa se viu envolto numa panóplia de empréstimos. Esteve em Espanha, no Granada, e na Argentina representou o San Lorenzo e o Estudiantes. Por fim, foi cedido ao Olympiacos, da Grécia, com opção de compra, que acabou por ser exercida pelo clube helénico. No entanto, este nem é um caso em que a emenda tenha saído melhor que o soneto, porque a venda do avançado (1,75 milhões de euros) nem cobriu o custo da sua compra pelo Benfica (5,5 milhões de euros). Mau negócio …
5.º – Djuricic

Ora, Djuricic… Aquele médio que vestiu a camisola 10, mas que não deixa saudades aos adeptos Benfiquistas. Mais não seja por aquele desentendimento com Rui Costa, com alçadas disciplinares e toda uma controvérsia que em nada beneficiou a imagem do jogador. Sempre foi uma peça prescindível no plantel encarnado. Em três temporadas consecutivas, foi emprestado quatro vezes! O Mainz, o Southampton e o Anderlecht foram os clubes por onde passou sem nunca convencer, mas a Sampdoria acabou por ficar com a totalidade do passe do sérvio, depois de meia temporada a vestir a camisola dos italianos.
4.º – Roderick Miranda

Roderick Miranda foi aquele jogador fraquinho, fraquinho, que me fazia perguntar o que tinha ele para jogar pelo Benfica que eu não tivesse. A sua passividade no Dragão naquele remate do Kelvin que deu o título de campeão nacional ao F.C. Porto ainda hoje me deixa vontade de lhe dar um pequeno empurrãozinho de impulso para fazê-lo sequer tentar a defesa. Novo e inexperiente, nem os anteriores empréstimos ao Servette e ao Deportivo de La Coruña o fizeram conquistar um lugar no plantel do emblema encarnado. Em 2013, acabou por desvincular-se do Benfica e assinou pelo Rio Ave.
3.º – Cristante

Quis colocar o italiano Bryan Cristante no pódio dos maus aproveitamentos do Benfica no que diz respeito a contratações, porque chegou à Luz com boas referências, vindo do Milan, mas as expectativas que os adeptos tinham saíram defraudadas. As suas qualidades nunca foram fomentadas e o médio de 21 anos ficou longe de justificar o investimento de seis milhões de euros. Foi emprestado ao Palermo, onde jogou apenas quatro vezes, e ao Pescara, clube no qual também não convenceu. Seguiu agora para o Atalanta, também de Itália, e por lá vai ficar até ao final da época.
2.º – Taarabt

Não podia deixar passar em branco o nome de Adel Taarabt. Para isso, já basta a sua passagem pelo Benfica. Se esta não foi a pior contratação do clube em mais de 100 anos de história, certamente anda lá perto. É que o médio marroquino não jogou uma única vez pela equipa principal dos encarnados. Fez apenas sete jogos pela equipa B. O que torna a situação ainda mais inacreditável é o ordenado que Taarabt tem auferido: qualquer coisa como a módica quantia de 193 mil euros por mês. Feitas, então, as contas, mais de dois milhões de euros anuais para Taarabt aquecer o sofá lá de casa. Depois de um ano sem jogar oficialmente, fez agora as malas e rumou ao Génova, emprestado. Resta saber como se vai desenrolar esta novela, no final da cedência do Benfica (até ao fim de 2018).
1.º – Nélson Oliveira

Empréstimo atrás de empréstimo. Essa tem sido a sina de Nélson Oliveira durante quase toda a sua carreira. É o campeão dos empréstimos, neste leque de 10 jogadores escolhidos para este TOP. O Benfica foi a sua casa enquanto atuou nas camadas jovens; a partir daí, nunca mais assentou num clube por mais de um ano. Não nos percamos nestas trocas e baldrocas: em 2009/10 foi emprestado ao Rio Ave; no ano seguinte, mudou-se para Paços de Ferreira; depois, seguiu para o Deportivo; em 2013/14, representou o Rennes; um ano depois, foi cedido ao Swansea City; na temporada passada, defendeu as cores do Notthingham Forest. Nenhum destes empréstimos foi sinónimo de uma valorização do avançado de 25 anos, que, esta época, acabou por ser vendido aos ingleses do Norwich City, onde tem dado que falar pela quantidade de golos que tem marcado (foi até considerado o jogador do mês de dezembro do clube). Que esta estabilidade no clube do Championship desperte as qualidades técnicas do português!













