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Universo Paralelo | Jorge Jesus não regressa ao SL Benfica

João Pedro Coelho · 2 min

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Após uma época desastrosa, que acabou com a derrota dos encarnados frente ao FC Porto, na final da Taça de Portugal, a direção liderada por Luís Filipe Vieira procurou o regresso de Jorge Jesus de modo a preparar a temporada 2020/2021.

As “águias” sofreram a sua segunda chicotada psicológica num espaço de três anos, com a demissão de Bruno Lage após a derrota por duas bolas a zero frente ao CS Marítimo, em jogo a contar para a 29ª jornada da Primeira Liga.

Até ao fim da época, o adjunto Nélson Veríssimo assumiu o comando da equipa, como técnico interino, sendo que o favorito a ocupar o lugar era Jorge Jesus. O técnico português, que tem encantado no outro lado do oceano, foi sondado – e até abordado – por Luís Filipe Vieira, que tentou, incessantemente, o seu regresso.

No entanto, Jesus recusou o convite por achar que não estão reunidas as condições para que volte aos encarnados. Desde já, o seu nome não é um tema consensual no seio do universo benfiquista, especialmente após a sua ida para o rival da segunda circular, em 2015.

Jorge Jesus decide não regressar a Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Além disso, o técnico está a desfrutar do seu bom momento no Flamengo, ao serviço do qual já conquistou uma Copa Libertadores, uma Recopa Sudamericana, uma Supercopa do Brasil e um Campeonato Brasileiro.

Não obstante, nem tudo são más notícias. Com a nega de Jesus, Vieira pode, agora, escolher um treinador que se identifique com o tão aclamado “projeto da estrutura”, que assenta na valorização e integração de jogadores da casa no plantel principal, algo que com Jesus não seria possível.

Outro aspeto positivo são os milhões que se poupam, porque Jesus, como se sabe, é um técnico caro quer em termos de salários, como a nível de construção de plantel, pois exige uma abordagem agressiva ao mercado de transferências.

A nega de Jesus pode ter sido a melhor escolha para o SL Benfica e para os seus adeptos, que vêm, assim, a garantia da continuidade na aposta da prata da casa, como também a não existência de um all-in financeiro desnecessário, que poderá colocar em causa a estabilidade financeira do clube.

Artigo revisto por Diogo Teixeira 

João Pedro Coelho

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