Publicidade

A nova página da carreira de Carmelo Anthony

Vicente Tigre Avelar · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Carmelo Anthony, o extremo de 35 anos, natural de Brooklyn New York, há pouco mais de duas semanas encontrava-se “sem emprego” e fora da liga milionária. Apesar de uma ilustre carreira com várias presenças de All-Star por equipas como os Denver Nuggets e os New York Knicks, a carreira de Anthony estava numa fase descendente, inclusive tendo passado nos últimos dois anos por duas equipas diferentes (Oklahoma City Thunder e Houston Rockets).

O declínio da carreira da super-estrela que, até ao momento, é o 18.º melhor marcador da história da NBA, começou já na época 2017/2018, em que foi trocado para a equipa de Oklahoma. Anthony aceitou ser a 3.ª opção num ataque que incluía o então MVP Russel Westbrook e também Paul George. Essa seria a primeira época em que não obteria pelo menos 20 pontos por jogo (tendo média de 16 pontos por jogo), após 15 consecutivas a obter esse recorde que é detido por grandes nomes como Michael Jordan e LeBron James.

No entanto, a equipa não obteve o sucesso esperado e nesse verão, Anthony não conseguiu uma renovação de contrato. É nesse momento que surge a oportunidade de jogar pelos Houston Rockets, do MVP da época anterior, James Harden. Porém, esta viria a ser a pior experiência da carreira de Carmelo Anthony, que apenas jogou os 10 primeiros jogos da época (tendo ganho 4, numa equipa que tinha obtido o melhor recorde da NBA na época anterior), sendo libertado pela direção e oficialmente trocado em fevereiro dessa época.

Anthony, no entanto, sabia que a sua história na liga ainda não tinha tido um ponto final e que tinha ainda muito para dar! Manteve-se na sua melhor condição física enquanto esperava a tão desejada “chamada” a uma equipa profissional. Vídeos seus a jogar contra outros jogadores da NBA e a treinar a um nível de alta competição foram circulando na internet, mas com pouca atratividade para uma equipa fazer uma proposta.

Até que 15 de novembro chega, e a internet pára. Carmelo Anthony teria assinado um contrato não garantido (o que significa que a qualquer momento poderá ser “despedido”, tendo uma data estipulada para o contrato ficar garantido) com os Portland Trail Blazers de Damian Lillard e CJ McCollum.

Apesar do começo “enferrujado”, Portland tem voltado à coluna das vitórias com Anthony
Fonte: Portland Trail Blazers

Apesar de enferrujado nos seus dois primeiros jogos, Anthony rapidamente entrou no seu ritmo e fez exibições que demonstravam a qualidade que ainda detinha e o seu talento natural. Tendo marcado pontos na casa dos dois dígitos em todos os jogos que jogou, Anthony encontra-se com médias de 17.7 pontos por jogo e 6.0 ressaltos, uma grande mais valia ofensiva para a equipa de Portland.

Encontrando-se a equipa numa fase em que somou três vitórias consecutivas na semana de 25 de novembro a 1 de dezembro, e vitórias essas em que Carmelo Anthony teve médias de 22.3 pontos, 7.7 ressaltos e 2.7 assistências, este ganhou o prémio de melhor jogador da semana da conferência Oeste. Conferência esta que conta com nomes como LeBron James, Kawhi Leonard e James Harden. É verdade, foi mesmo o jogador de 35 anos que até meio de novembro não tinha pisado nenhum campo da NBA que acabou por levar o prémio para casa.

Anthony encontra-se, assim, numa nova página da sua carreira, ajudando uma equipa, que tem passado dificuldades, a encontrar o caminho para a vitória e tirando proveito das situações que lhe são dadas. Carmelo Anthony e os Trail Blazers têm os “ingredientes” para fazer desta uma época especial para ambas as partes!

Foto De Capa: NBA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Vicente Tigre Avelar

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Bélgica | O novo concorrente de Portugal no Ranking UEFA

A Belgica e a Liga Belga já são conhecidas há muito como viveiros de talento. Seja a partir da formação ou do recrutamento de seniores jovens, clubes como Genk, Anderlecht e Gent foram a montra que exibiu vários jogadores de classe mundial. Em anos recentes, os emblemas da Bélgica têm mostrado que sabem vender e, simultaneamente, manter um plantel que lhes permita competir na Europa. Sem o poder financeiro dos três grandes portugueses, os clubes belgas provam que o critério nas negociações e os projetos desportivos coerentes podem dar excelentes resultados.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.