Publicidade

AA Águas Santas 18-34 FC Porto: Visita à Maia vale tricampeonato

Andreia Araújo · 3 min

FC Porto Andebol
Foto: FC Porto

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

modalidades cabeçalho

A CRÓNICA: DEFESA MOLE PERANTE UM FC PORTO CAMPEÃO

Era o jogo decisivo. Depois da vitória no Dragão Arena, faltava apenas um empate ao FC Porto para se sagrar tricampeão nacional. Tinha, pela frente, uma das boas equipas do campeonato nacional: a AA Águas Santas. Esperava-se um jogo duro, mas de bom Andebol.

O encontro começou equilibrado, com a AA Águas Santas a conseguir uma vantagem de um golo, mas o FC Porto voltou para a frente do marcador, aproveitando dois minutos de superioridade numérica. O poder da superioridade passou por aqui, mas, também, a revalidação do título.

Era um jogo sentimental, para além de decisivo. A memória de Alfredo Quintana permanecia bem viva, tendo sido nesse pavilhão o último jogo do extraordinário guarda-redes das fileiras azuis e brancas que nos deixou há pouco mais de um ano.

Ao intervalo, quatro golos de vantagem. Em menos de dez minutos, passou a ter dez golos.  Um verdadeiro festival de Andebol. Diogo Branquinho revelou-se fulcral, principalmente na segunda parte, com golos atrás de golos. Para além disso, Mitrevski não sabia não defender, tal como a defesa portista que estava irrepreensível.

Apesar de António Campos ser uma das figuras incontornáveis da formação maiata, a defesa da equipa de Ricardo Moreira deixava a desejar perante um FC Porto avassalador.

Os adeptos portistas presentes no Pavilhão de Águas Santas gritavam pelo tricampeão ainda a mais de cinco minutos do fim. O rolo compressor que estava a ser a equipa azul e branca levava a isso mesmo. A equipa maiata pouco conseguia fazer e vantagem dos dragões já ultrapassava o dobro dos golos que a formação da casa possuía.

Ataque após a ataque, a história repetia-se. E, pelo terceiro ano consecutivo, também o campeão se repetia. E, pela memória de Alfredo Quintana, o FC Porto sagrou-se tricampeão nacional de andebol no Pavilhão maiato e revalida, mais uma vez, o título.

A FIGURA

Fonte: Bola na Rede

Diogo Branquinho – Irrepreensível. Eficaz. Fulcral. Diogo Branquinho fez uma exibição tremenda frente à AA Águas Santas, sendo mesmo o melhor marcador do encontro.

O FORA DE JOGO

Sete para seis da AA Águas Santas – Foi o jeito de resposta que Ricardo Moreira quis para tentar travar o FC Porto, mas não surtiu o efeito desejado. Os golos não apareciam para a formação da casa, mas a vantagem portista ia alargando sendo que o guarda-redes da AA Águas Santas ia dizendo “presente” na baliza.

ANÁLISE TÁTICA – AA ÁGUAS SANTAS

Sete para seis foi o jeito de resposta que Ricardo Moreira quis para tentar travar o FC Porto, mas viu-se ineficaz.

Defesa individual cerrada era feita por parte dos maiatos, mas bastante “mole” que, mais tarde, se alterou para um 3x2x1.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

António Campos (7)

Miguel Loureiro (6)

Fábio Teixeira (6)

Pedro Seabra Marques (7)

José Barbosa (6)

Mário Lourenço (7)

Francisco Fontes (6)

João Gomes (6)

Miguel Baptista (6)

Ricardo Mourão (6)

Carlos Santos (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto utilizou o sete para seis como forma de atacar com mais eficácia e aproveitou a mesma tática utilizada pela AA Águas Santas para aumentar a vantagem e, consequentemente renovar o título de campeão nacional.

A nível defensiva, os dragões tiravam partido da composição física dos seus jogadores para ganhar no duelos e fazer uma marcação individual aos maiatos.

 

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Nikola Mitrevski (9)

Sebastian Frandsen (8)

Diogo Rêma (6)

Miguel Alves (7)

Djibril M’Bengue (6)

Pedro Cruz (8)

Pedro Valdés (7)

Victor Iturriza (7)

Diogo Branquinho (9)

Rui Silva (7)

Daymaro Salina (7)

Fábio Magalhães (7)

Diogo Oliveira (6)

António Areia (6)

Jesus Hurtado (6)

Leonel Fernandes

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

Andreia Araújo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.