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Bê Martins e Jordan Santos entre os finalistas ao prémio de Melhor Jogador do Mundo

Diogo Lagos Reis · 1 min

Bé Martins Portugal
Foto: FPF

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Bê Martins e Jordan Santos foram nomeados para o prémio de melhor jogador do mundo de Futebol de Praia. Portugal tem dois eleitos.

Bê Martins e Jordan Santos foram nomeados para o prémio de melhor jogador do mundo de Futebol de Praia. Portugal tem dois eleitos.

Bê Martins e Jordan Santos estão entre os três finalistas ao prémio de Melhor Jogador do Mundo de Futebol de Praia, revelou esta segunda-feira a Beach Soccer Worldwide. O brasileiro Rodrigo Soares é o concorrente aos internacionais portugueses. Bê venceu em 2023 e Jordan conquistou o prémio em 2019.

O vencedor será anunciado na Gala Beach Soccer Stars 2024. Portugal conta ainda com mais dois nomeados: Mário Narciso está entre os finalistas ao prémio de melhor treinador do mundo e Pedro Mano concorre ao de melhor guarda-redes.

Fonte: FPF
Diogo Lagos Reis

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Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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