Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Guia LPB: FC Porto #2

Diogo Silva · 4 min

FC Porto
Foto: FPB

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.

Regressamos para o norte, mais concretamente para a cidade invicta, onde levamos até si tudo o que precisa de saber sobre o vice-campeão nacional. Venha daí!

Foto de capa: FPB

FC PORTO

Classificação final época 2020-2021: 2º

Treinador: Moncho López

Moncho irá orientar os azuis e brancos pela 13ª época consecutiva
Fonte: FC Porto

A época passada, se fosse um filme, estaria inserida numa categoria de drama ou terror para o FC Porto, com o técnico espanhol a figurar como o principal protagonista.

A equipa orientada por Moncho López até começou bem 2021 – conquista da Taça Hugo dos Santos em fevereiro – mas, o final da temporada foi um autêntico turbilhão de emoções. Porquê? O último jogo da final dos playoffs entre Sporting CP e FC Porto, que ditou a vitória dos leões, teve uma decisão polémica por parte da equipa de arbitragem no último lance da partida, ao passo que o sucedido motivou muitos protestos por parte dos dragões, e, acima de tudo, um final indesejável e algo controverso.

Na posterioridade fica a ameça da desistência do FC Porto da modalidade (que, felizmente, não aconteceu) e os castigos impostos pela federação aos portistas pelo sucedido.

Ora, independentemente do que aconteceu no passado, os dragões devem olhar para o futuro com serenidade e confiança no trabalho do técnico espanhol.

A prioridade, dentro do modelo de jogo, deverá ser igual à dos últimos anos, ou seja, a defesa. Isto é, antevê-se um FC Porto com uma defesa muito sólida, e que terá, no momento ofensivo, o altruísmo e a gestão meticulosa da posse de bola como os principais traços orientadores para a época 21-22.

AS PRINCIPAIS CONTRATAÇÕES

Brad vai para a sua sexta temporada de FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O FC Porto avançou com várias mexidas no plantel mantendo, no entanto, a mesma base sólida da época transata. Brad Tinsley e Miguel Queiroz, por exemplo, sendo duas das principais figuras atuais do clube na modalidade, renovaram contrato e serão as vozes de liderança no balneário, a par de João Soares, um dos mais experientes dentro do plantel portista.

No que toca a contratações, Rashard Odomes – extremo norte americano de 24 anos – foi uma das principais contratações azuis e brancas para 21-22. Desconhecido para a maioria, é um extremo muito atlético, cumpridor e agressivo no ataque ao cesto. Em suma, um jogador físico e combativo que encaixará bem no modelo de jogo rígido de Moncho López.

Depois, Danjel Purifoy. Um jogador, que pelas características e pela influência dos extremos-postes no plantel portista, também poderá ser bastante utilizado e um dos  jogadores chave ao longo da época.

Na posição de base, para além do regresso de Miguel Correia (esteve emprestado ao Barreirense em 20-21), importante notar a contratação de Charlon Kloof. O base holandês é muito diferente dos restantes bases da equipa, e destaca-se pela capacidade eletrizante de operar no ataque, sendo também muito competente no momento defensivo. Isto, para além do facto que leva uma bagagem interessantíssima, após experiências em Espanha, Grécia e Turquia.

Por fim, de atentar a posição de poste, onde os azuis e brancos investiram na chegada de Mus Barro e Jon Arledge. Ambos com experiência em países tradicionalmente competitivos na modalidade, sendo que vêm com o objetivo de fazer esquecer Eric Anderson JR e Tanner McGrew.

Notar que Barro, apesar de algo deficiente do ponto de vista técnico, é muito forte de costas para o cesto e muito difícil de encarar no 1×1. Arledge, esquerdino e também forte fisicamente, caracteriza-se por ser mais capaz do ponto de vista técnico, porém tem uma tomada de decisão questionável.

A ESTRELA

Charlon Kloof, 31 anos. Eletrizante, driblador nato, difícil de parar, e um dos jogadores mais diferenciados da nossa liga. Terá o papel de organizador de jogo, mas será preponderante na última definição do ataque portista, a par de Max Landis e Brad Tinsley.

Competente nos dois lados do campo, será o game-changer azul e branco para a época que se avizinha.

Diogo Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.