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Jonas: 33 anos e 31 golos

João Neves · 2 min

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Há textos que são difíceis de se escrever por ser um tema demasiado vago e há outros, como este, que são difíceis de escrever pois além de não estarmos a contar nada de novo, são já poucas as palavras disponíveis para o escrever. E porquê? Porque trata-se de falar do atual melhor marcador do campeonato nacional, do futebol português e da Europa: senhores e senhoras, apresento-vos Jonas “Pistolas”.

Jonas é, mais uma vez, uma maravilha de surpresa do futebol europeu. Com trinta e quatro anos e a cumprir a quarta temporada ao serviço do Benfica, encontra-se a dois golos de bater o seu recorde de maior número de golos no Benfica, isto na temporada 2015/16 onde marcou na totalidade trinta e seis golos. Nesse mesmo ano, apenas no campeonato, tinha marcado trinta e dois golos (um a mais dos marcados neste campeonato até ao dia de hoje). Agora, numa temporada sem nenhuma lesão até ao momento, Jonas destaca-se a jogar sozinho na frente a ser protagonista num número elevadíssimo de golos dos encarnados no campeonato. Com dois jogos a marcar três golos, muitos são os bis e muitas são as jornadas a marcar um golo e às vezes em jogos consecutivos.

Se no inicio podíamos duvidar das suas capacidades a jogar sozinho na frente, hoje podemos admitir que Rui Vitória acertou em cheio com a sua decisão, na altura na deslocação a Guimarães. Uma decisão que deu mais responsabilidades ao craque de trinta e quatro anos mas que foi a melhor decisão a tomar.

Para mim, e muito me custe dizer pois foram bastantes e bons, Jonas foi e é o melhor avançado ao serviço do Benfica nos últimos dez ou mais anos
Fonte: SL Benfica

Jonas destaca-se não só no campeonato nacional. Na luta pela bota de ouro europeia, o brasileiro está isolado nos melhores marcadores com os tais trinta e um contra os vinte e quatro de… Gomis, Cavani, Kane, Messi e Salah. O brasileiro está em plena forma no campeonato nacional e será muito complicado os concorrentes diretos como Marega e Bas Dost conseguirem bater o atual camisola dez do Benfica. Onde se destaca, no campo, Jonas? A pergunta tem resposta fácil. Em toda a zona do meio-campo para a frente com principal destaque no último terço do terreno.

O facto de ser um falso nove, podemos ver muitas vezes Jonas a dar inicio a jogadas mas a ser sempre ele a tentar finaliza-las da melhor forma. O brasileiro não tem uma grande velocidade mas tecnicamente não há melhor. A facilidade com que finaliza da melhor forma uma bola que chegue aos seus pés inveja qualquer avançado do futebol português e da europa.

A grande questão é: onde e quando vai parar Jonas? A idade já é o que é mas a verdade é que pouco interessa comparando com as surpresas que Jonas tem vindo a dar aos adeptos do Benfica. Será que dura mais um, dois, três, quatro anos? Não sabemos. Mas reforço, desde que continue a “carregar o Benfica às costas” desta forma, por mim podemos quase renovar o contrato de uma forma “vitalícia”.

Foto de Capa: SL Benfica

João Neves

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Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
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