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Liga Europa 2017/18: O que haverá de novo nesta edição?

Diogo Fresco · 5 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

As equipas portuguesas que disputam a fase de grupos da Liga Europa, excluindo o Braga, costumam ser, em primeira instância, alvos relativamente fáceis. Este ano não foge à regra e, desta vez, até incluo os bracarenses nesta equação. Apesar de o Marítimo se ter batido bastante bem diante do Dínamo de Kiev, tenho a dizer que não é anormal se o Guimarães e o Braga calharem a passar à fase seguinte da prova, mas é difícil. Deslocações, plantéis curtos e preferência pela sedimentação de um bom lugar na Liga Portuguesa deitam por terra ambições mais longínquas, em termos europeus.

O Grupo A, em casos normais, terá o Villarreal como vencedor. Entre Maccabi Tel Aviv, Astana e Slavia Praga, é difícil escolher para segundo posto. Porém, o Astana é uma equipa muito perigosa no seu terreno, como se pôde ver no tão recente embate frente ao Celtic de Glasgow, que, embora tenha ditado o seu afastamento da prova milionária da UEFA, teve uma exibição bem convincente. Para mim, esta equipa, proveniente do Azerbaijão, será a segunda classificada, muito devido ao fator casa. A maioria dos pontos amealhados, muito possivelmente, será obtida em solo azeri.

No final de contas, o único foco de todas as equipas é só um: o troféu da Liga Europa Fonte: Getty Images
No final de contas, o único foco de todas as equipas é só um: o troféu da Liga Europa
Fonte: Getty Images

O grupo B seria o grupo onde o Marítimo se inseriria. Dínamo de Kiev e Young Boys disputarão o primeiro lugar, teoricamente falando. Partizan e Skenderbeu ainda estão a anos luz de equipas capazes de deixar a sua marca em contexto europeu.

O SC Braga calhou no grupo C, junto com Ludogorets da Bulgária, com o empolgante Hoffenheim e com o pouco experiente Istanbul Basaksehir. Este último deixou uma boa imagem, disputando acesamente o apuramento para a Liga dos Campeões contra o Sevilha! Se Ludogorets e Hoffenheim já eram adversários complicados, acrescentando esta prometedora equipa turca às contas, a tarefa do Braga torna-se mais árdua, mas também esta equipa do Minho já demonstrou que é guerreira e que não vira a cara às contrariedades.

Paulinho, proveniente do Gil Vicente, certamente não enchia as medidas dos adeptos bracarenses, mas foi muito importante na chegada da equipa à fase de grupos Fonte: SC Braga
Paulinho, proveniente do Gil Vicente, certamente não enchia as medidas dos adeptos bracarenses, mas foi muito importante na chegada da equipa à fase de grupos
Fonte: SC Braga

Foto de Capa:cjhrsolutions.co.uk

O grupo D é AC Milan e o resto. Estou a brincar. Sem faltar ao respeito às instituições presentes neste grupo, se o Milan  sair do mesmo com menos de 20 golos marcados, é porque algo não está bem com a equipa italiana. Áustria de Viena, Rijeka e AEK de Atenas são equipas sem meios para fazer frente a este ressuscitado Milan.

O nosso tão desejado 9 da seleção vai dar muito que falar, não só nesta competição Fonte: ESPN
O nosso tão desejado 9 da seleção vai dar muito que falar, não só nesta competição
Fonte: ESPN

O Grupo E, segundo os meus parâmetros de análise, é o grupo mais complicado. Lyon, Everton e Atalanta são equipas competentes, que não se deixam levar em cantigas. Principalmente o Lyon, que conta com a motivação extra, pois a final desta edição da Liga Europa vai ser jogada no seu reduto. Atalanta, em relação aos outros dois que apontei, é aquele que tem um pouco menos de recursos, mas trata-se de uma equipa ambiciosa, capaz de realizar boas partidas e de conseguir resultados favoráveis. Apollon Limassol não se enquadrará nestas contas.

No grupo seguinte, o F, temos Copenhaga e Lokomotiv de Moscovo como únicos candidatos a prosseguir na competição. Sheriff Tiraspol, da Moldávia, e Zlin, da República Checa, são equipas sem repercussão europeia e parece-se improvável começarem a ter alguma este ano.

Grupo G, talvez o mais equilibrado de todos. Viktoria Plzen, Steua de Bucareste, Hapoel Beer- Sheva e Lugano são equipas medianas, nenhuma delas candidata a ir além dos oitavos de final da prova. Steua e Plzen disputarão o 2º posto, enquanto o Hapoel garantirá o primeiro lugar. Em casos normais, obviamente.

 

Arsenal e mais três? Não sei. É extremamente motivante jogar contra uma equipa como o Arsenal. E no futebol são 11 contra 11… Apesar de ter a perfeita noção de que o Arsenal dá 5-0 a cada um dos outros constituintes do grupo (BATE Borisov, Colónia e Estrela Vermelha), o futebol é muito mais do que lógica e é melhor esperarmos para ver.

No Grupo I está o nosso Guimarães. Uma equipa aguerrida que tem como fazer peito contra Marselha, Red Bull Salzburgo e Konyaspor. Caso passe à fase seguinte, será surpreendente, sem dúvida. Mas se ficar em 3º também não será mau. Penso que o objetivo da equipa vimaranense será jogar jogo a jogo, ir amealhando pontos e, nas duas últimas jornadas, decidir o seu futuro europeu. Contudo, o Guimarães deste ano não me dá segurança. Mas Pedro Martins é um grande técnico e saberá dar volta a isso.

Muito trabalho terá de ter para encaminhar os vitorianos ao seu próprio nome... À vitória! Fonte: Guimaraesdigital.com
Muito trabalho terá de ter para encaminhar os vitorianos ao seu próprio nome… À vitória!
Fonte: Guimaraesdigital.com

O J, com Bilbau, Hertha, Zorya e Ostersunds, julgo que se fosse uma situação de aposta, excluiríamos logo os últimos dois. E é aquilo que deve acontecer. Apesar de o Zorya ter dado uma boa impressão no ano passado diante do Manchester United, não prevejo nada de especial desta equipa este ano.

O Grupo K, com Lazio, Nice, Zulte Waregem e Vitesse também é bastante equilibrado. Mesmo assim, tenho muito poucas dúvidas que alguém a não ser a Lazio de Roma termine na 1ª posição. O Nice este ano não é o mesmo do ano passado; o Vitesse terá uma palavra a dizer; e o Waregem é capaz do melhor, mas também do pior. Um grupo muito imprevisível, de facto.

Por fim, outro grupo deveras equilibrado. Um Zenit menos forte do que aquele dos tempos em que vinha pescar ao mercado português; uma Real Sociedad, que, com este projeto para a área do futebol, é cada vez mais sólida e competente; um Rosenborg muito personalizado, joga bom futebol e com Bendtner a faturar bastante; e o desconhecido Vardar Skopje, da Macedónia, que poderá ser carrasco para as três outras equipas.

O Zenit já e um nome conhecido nas competições europeias, ao contrário do Vardar Fonte: Zenit FC
O Zenit já e um nome conhecido nas competições europeias, ao contrário do Vardar
Fonte: Zenit FC

Acrescendo à glória de erguer a taça, numa competição cada vez mais concorrida, a recompensa de garantir o bilhete para a Liga dos Campeões seguinte, faz com que muitas equipas invistam neste torneio e façam menos poupanças, como tem sido costume. Arsenal, por exemplo, inserido numa Liga difícil, à imagem do United do ano passado, pode apostar nesta competição, caso a sua campanha a nível nacional não corra tão bem como o esperado. Essa “recompensa”, pelos vistos, aumenta o nível competitivo. Muito bom futebol está para chegar, acreditem.

 Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Diogo Fresco

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