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Polónia 0-1 Itália: A justiça que traz esperança

Gonçalo Miguel Santos · 4 min

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O estádio Slaski, em Chirzow; foi o placo do terceiro jogo de Polónia e Itália a contar para o Grupo 3 da Liga das Nações. Vencer era a única condição para qualquer uma das equipas assegurar o segundo lugar e não ver o sonho de seguir em frente cair por terra, enquanto que a derrota significava não ir além de um terceiro posto. O empate colocava a duas seleções fora da Liga das Nações e era por isso o resultado mais desejado por todos os portugueses.

Ambos os selecionadores procederam a algumas mudanças nos XI iniciais comparativamente aos últimos jogos disputados, tornando os seus conjuntos mais capazes de criar perigo junto da baliza adversária, furto da obrigatoriedade em vencer, e por isso esperava-se um jogo recheado de oportunidades de golo.

Assim foi! Logo aos dois minutos, no primeiro motivo de destaque da partida, Jorginho rematou forte à entrada da área, mas a bola embateu com estrondo na barra.

Assistimos a um primeiro tempo em que a Itália dominou desde início, contrastando com uma equipa da  Polónia impotente perante o caudal ofensivo dos Azzurri.  Mancini montou a sua equipa de forma eximia, contruindo uma defesa sólida e coesa que raramente se deixou enganar pelos polacos e um ataque que embora tivesse pecado na hora de finalizar, conseguia chegar com relativa facilidade à baliza do adversário, colecionando por isso diversas oportunidades de golo com destaque para o minuto 30 quando a baliza de Szczesny voltaou a estremecer, desta feita por intermédio de Lorenzo Insigne.

Até final do primeiro tempo, o guardião da Roma mostrou-se mais três vezes e correspondeu com eficácia ao cabeceamento de Chiellini e aos remates de Jorginho e Florenzi.

A Polónia, à semelhança do que fez contra Portugal, entrou mal na partida e entregou 45 minutos ao adversário muito por força do desconforto dos jogadores no sistema tático apresentado por Brzeczek. A Itália segura na sua defesa, dispôs de diversas oportunidades de golo, mas não conseguiu chegar ao intervalo na frente do marcador.

No segundo tempo, o jogo ganhou um certo equilíbrio e a quantidade e cadência de oportunidades diminuíram. A chave da mudança da toada do jogo foi a dupla alteração efetuada por Brzeczek, ao lançar a jogo Blaszczykowski e Grosicki.

A Itália sem nunca perder a consistência no setor defensivo foi perdendo superioridade nos últimos metros do terreno e por isso diminuíram também as oportunidades de golo. O próprio jogo perdeu um pouco o encanto e os adeptos só tiveram motivos para se animarem nos últimos 20 minutos.

O golo italiano
Fonte: UEFA Nations League

Primeiramente, uma dupla oportunidade para o conjunto da casa, num lance em que Lewandowski, numa das poucas intervenções no jogo de hoje, coloca  Grosicki na cara de Donnarumma, mas o guarda-redes italiano levou a melhor e na recarga Milik atirou para fora. A Itália ainda ameaçou por Bernardeshi aos 76, mas só no último minuto da partida conseguiu colocar alguma justiça no resultado: no seguimento de um canto, Lasagna cabeceou para Biraghi e este ao segundo poste concretizou o único golo da partida, trazendo justiça ao marcador.

Com este desfecho a Itália no último instante mantém vivo o sonho em marcar presença na final four, por outro lado, a Polónia com a derrota desta noite vê confirmada a despromoção à Liga B desta Liga das Nações.

Polónia: Wojciech Szczesny, Jan Bednarek, Arkadiusz Reca (Jedrzejczyk ’87), Kamil Glik, Bartosz Bereszynski, Jacek Goralski, Karol Linetty (Blaszczykowski ’46), Damian Szymanski (Grosicki ’46), Piotr Zielinski, Arkadiusz Milik, Robert Lewandowski

Itália: Gigio Donnarumma, Giorgio Chiellini, Cristiano Biraghi, Alessandro Florenzi (Piccini ’84), Leonardo Bonucci, Marco Verratti, Jorginho, Nicolò Barella, Lorenzo Insigne, Federico Chiesa, Fede Bernardeschi(Lasagna ’81)

A FIGURA

Fonte: Nazionale Italiana di Calcio

Cristiano Biraghi – Como defesa esquerdo não deu muito nas vistas durante a maior parte do jogo, mas contribuiu para a solidez defensiva italiana e nunca comprometeu a sua equipa em nenhum aspeto. Merece a classificação de figura do jogo por ter feito aquilo que nenhum avançado italiano consegui: meter a bola dentro da baliza polaca. A Itália mantém-se em prova graças ao golo do lateral da Fiorentina e a vitória desta noite ficará eternamente associada a si.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Łączy nas piłka

Robert Lewandowski – Sendo o avançado do Bayern, o capitão e principal ativo desta seleção polaca tinha como obrigação fazer muito mais do que apenas uma “aparição” que mereça destaque. Somente aos 72 minutos deu sinais de vida com um excelente passe que deixou o seu compatriota isolado na cara de Donnarumma. Um passe que deixou bem patente a qualidade que lhe é facilmente reconhecida, mas que hoje não teve grande influência em campo e é por aqui que se justifica a escassez de oportunidades por parte da Polónia.

Foto de capa: UEFA Nations League

Gonçalo Miguel Santos

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