Sérvia 0-2 Brasil: A Canarinha está afinada para as fases a doer

- Advertisement -

Um jogo após o “choque” que foi a eliminação da Alemanha na fase de grupos. O Brasil entrava em campo, na Otkrytie Arena, em Moscovo, sabendo à priori que o trauma do 7-1 não se iria repetir nos oitavos de final, como já se vinha a adivinhar desde a derrota da Alemanha aos pés do México. A Sérvia encarava este jogo, de grande dificuldade, ainda com legitimas aspirações de se qualificar.

As duas equipas possuem sistemas táticos semelhantes, um 4x2x3x1, pelo que seria em campo que se teria uma melhor perceção de como as duas equipas se prepararam para penetrar as linhas defensivas uma da outra. O jogo começou, assim, amorfo e bastante disputado a meio-campo. Notava-se claramente que a Sérvia era a equipa que tinha alguma urgência no processo ofensivo, mas nada que trouxesse preocupação à defensiva brasileira.

Na grande parte do jogo, a bola foi sempre muito disputada a meio-campo
Fonte: FIFA

Preocupados ficaram os adeptos brasileiros e o treinador, Tite, ao ver Marcelo sair do campo em lágrimas, naquilo que parece ser uma lesão muscular. Muito preocupante para a seleção brasileira, dada a importância que Marcelo têm no jogo brasileiro. Felipe Luís é um bom suplente, mas o mesmo já tinha estado em dúvida para o Mundial.

O primeiro aviso à baliza de Stojkovic chegou pelos pés de Neymar após uma excelente combinação com Gabriel Jesus aos 25 minutos de jogo. Do outro jogo chegavam más notícias, a Suíça começava a vencer o seu jogo, frente à Costa Rica, e o Brasil estava apenas a um golo da Sérvia de ficar fora do Mundial, um empate atirava a equipa brasileira para o segundo lugar do grupo.

A Sérvia tentava responder da melhor forma que podia, as bolas em profundidade à procura da altura de Mitrovic, um clássico já desta seleção Sérvia. O mesmo teve a sua primeira oportunidade à passagem do minuto 34, arriscou o pontapé de bicicleta, mas a bola saiu por cima. E foi numa altura em que o empate, ao intervalo, se começava a “cozinhar” que surgiu o golo do Brasil. Excelente visão de jogo do Coutinho, que grande mundial, até agora, do astro brasileiro, que isolou Paulinho, na cara com o guarda-redes o médio brasileiro não facilitou e com um chapéu abriu o marcador do jogo aos 36 minutos.

Imagem curiosa do pormenor técnico de Paulinho e da abordagem de Stojković ao lance
Fonte: FIFA

A segunda-parte trouxe mais do mesmo, daquilo que vimos no inicio da primeira parte. A Sérvia a impor urgência nos seus processos e transições, mas sem conseguir incomodar muito a defensiva brasileira. Com o avançar do tempo e o cansaço dos sérvios com a sua falta de afinação, o Brasil, tal como na primeira parte, começava a aparecer aos poucos. Neymar esteve muito perto de marcar o segundo aos 57 minutos. Entretanto chegava a notícia do empate da Costa Rica, no Nizhny Novgorod, e este golo foi como que uma libertação para a equipa brasileira e um alarme muito sério para a equipa sérvia.

A Sérvia começava, finalmente, a atinar no último terço do campo e esteve muito perto do golo com duas situações aos 62 e 66 minutos. Faltava claramente a bola entrar para impulsionar a equipa sérvia no jogo. Mas como diz o ditado popular “quem não marca, sofre”, e o Brasil iria sentenciar o jogo através da marcação de um pontapé de canto, muito bem marcado por Neymar que teve a excelente correspondência de Thiago Silva. 2-0 no marcador, 68 minutos de jogo, o Brasil fazia a sua melhor exibição neste Mundial e o primeiro lugar do grupo estava mais do que assegurado.

Os sérvios “morreram” psicologicamente aqui, sofrer um golo numa altura em que se está por cima do jogo é cruel. Os brasileiros passaram, assim, a jogar a seu belo prazer. Trocas de bola constantes, controlar o jogo e poupar energias para a próxima fase.

A seleção Sérvia continua sem conseguir passar a fase de grupos do Campeonato do Mundo, desde a separação da Jugoslávia. O Brasil claramente a demonstrar que tem equipa para ganhar este Mundial, apesar de ter sofrido nesta fase de grupos.

Onzes Iniciais:

Sérvia: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Veljkovic e Kolarov; Matic e Milinkovic-Savic; Tadic, Ljajic ( Zivkovic ’75) e Kostic (Radonjic ’82); Mitrovic (Jovic ’89).

Brasil: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo ( Felipe Luís ’10); Casemiro e Paulinho ( Fernandinho ’66); Willian, Philippe Coutinho ( Renato Augusto ’80) e Neymar; Gabriel Jesus.

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Jorge Jesus e o sentimento da estreia como selecionador nacional: «Uma emoção, o meu país, a minha bandeira, o meu povo»

Portugal venceu o País de Gales por 1-0, no Estádio José de Alvalade. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus fez uma análise a alguns acontecimentos do jogo.

Jorge Jesus e a dupla João Neves-Vitinha: «O que fazem nos clubes não me interessa»

Portugal venceu o País de Gales por 1-0, no Estádio José de Alvalade. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus fez uma análise a alguns acontecimentos do jogo.

Jorge Jesus e os assobios a João Palhinha: «Não é problema, o problema é o jogador e o jogo»

Portugal venceu o País de Gales por 1-0, no Estádio José de Alvalade. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus fez uma análise a alguns acontecimentos do jogo.

Jorge Jesus e a saída de Cristiano Ronaldo aos 68 minutos: «Achei que era importante ter um jogador fresco»

Jorge Jesus explicou, em conferência de imprensa, o porquê de ter tirado Cristiano Ronaldo aos 68 minutos da partida frente ao país de Gales.

PUB

Mais Artigos Populares

Gustavo Varela quer aproveitar o bom momento de Portugal: «Nós trabalhamos para isso»

Gustavo Varela quer continuar o bom momento de forma. O internacional sub-21 português analisou o encontro frente à Bulgária relativo à qualificação para o Europeu.

A 1.ª imagem do Portugal de Jorge Jesus

Está aí o Portugal de Jorge Jesus, uma fantasia com dois meses de espera e 90 minutos de aprovação. Dizer que é o Portugal de Jorge Jesus é uma afirmação entre o pleonasmo e o eufemismo.

Craig Bellamy responde ao Bola na Rede: «O João Félix é um jogador perigoso»

Craig Bellamy analisou a derrota contra Portugal em conferência de imprensa. Técnico respondeu ao Bola na Rede.