Publicidade

E-Prix do Chile: Sam Bird dispara para o topo do campeonato

Luís Manuel Barros · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Três corridas, três vencedores diferentes, de três equipas diferentes. O Campeonato de Formula E está ao rubro, após a corrida mais quente de sempre, onde apenas 14 pilotos terminaram, Sam Bird conseguiu aguentar a pressão de Pascal Wehrlein até ao fim e vencer a corrida pela Virgin Racing.

Com alguns dos favoritos ao campeonato, como Jean Eric Vergne e António Félix da Costa a começar perto do fundo da tabela, pairava a promessa de uma corrida cheia de ultrapassagens. A corrida começou de uma forma muito calma, sem incidentes nas primeiras voltas, algo estranho para a Formula E, mas não demorou muito para que o caos se abatesse sobre a corrida. 

Com os pilotos do meio da tabela muito próximos uns dos outros, começaram os acidentes. Felipe Massa foi apertado contra a parede por Oliver Rowland, Gunther viu o seu carro a parar no meio da pista por falhas mecânicas, Stoffel Vandoorne estava a ter uma corrida bastante boa até que o seu carro decidiu não acabar a curva 2 e embateu contra as barreiras. 

Sebastian Buemi, que começou em pole position após a penalização de Di Grassi, liderava a corrida pressionado por Sam Bird, quando na saída da curva 7 perde o controlo do seu carro e choca contra as barreiras, perdendo a liderança para o britânico, que a partir daqui não saiu mais da primeira posição. Mais atrás, numa luta para tentar recuperar os lugares do cimo da tabela a que estão habituados, o trio de Jean Eric Vergne, André Lotterer e António Félix da Costa decidiram brincar aos carrinhos de choque uns com os outros, o que levou à desistência do francês da DS Techeetah e do português da BMW.

A meio da tabela a corrida foi muito próxima e com bastantes incidentes
Fonte: Jaguar Racing

Mas as coisas estavam a aquecer mais à frente, de forma demasiado literal, a seis minutos do fim, Pascal Wehrlein, apenas na sua segunda corrida na FE, pressionava Sam Bird com o seu Attack Mode ativado, com o britânico a fazer do seu monolugar um autêntico autocarro impossível de ultrapassar, até que as baterias do alemão começaram a  sobreaquecer sob os 40 graus que se faziam sentir em Santiago e assim ele teve de se contentar com  a 2º posição. A fechar as posições do pódio, parecia que a 3º posição seria para Alexander Sims, mas quase no final da corrida foi penalizado e caiu para a 7º posição, dando o bronze a Daniel Abt da Audi.

Foi mais uma corrida de loucos neste campeonato da Formula E, mais uma vez, ainda é extremamente difícil perceber quem é um candidato ao título, pois nas três corridas tem havido pessoas diferentes a ser as mais rápidas. O campeonato da temporada 5 da FE, promete imenso, a luta vai ser muito próxima entre vários pilotos até à última corrida sem sombra de dúvidas.

Piloto do dia: Pascal Wehrlein

Apenas a 2º corrida de Wehrlein e já leva um pódio
Fonte: Mahindra Racing

O ex-piloto de Formula 1, e de DTM, chegou ao Chile para aquela que é oficialmente a sua segunda corrida, mas na verdade é como se fosse a primeira, tendo em conta que se retirou quase no princípio do E-Prix de Marraquexe. Teve a vitória ao seu alcance e, se não fosse o sobreaquecimento das suas baterias, acredito que tinha conseguido ultrapassar Sam Bird e vencia a corrida. O seu talento na Formula 1 sempre foi muito desvalorizado, mas ele tem aqui de provar o grande piloto que é e, quem sabe, lutar pelo título.

Foto de Capa: Formula E

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Luís Manuel Barros

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.