Última horaLyon oficializa saída de Paulo Fonseca para o Sporting e destaca: «Uma decisão inesperada que o clube lamenta profundamente»
Publicidade

Universo Paralelo: E se Paulo Sérgio fosse treinador desde o inicio?

Mário Silva da Costa · 3 min

Paulo Sérgio Capa
Foto: Portimonense SC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Após a retoma do campeonato, temos visto um Portimonense SC bastante diferente. Mas o que teria acontecido se Paulo Sérgio tivesse sido a primeira escolha dos responsáveis pelo emblema algarvio, aquando do início da época 2019/2020? Acompanhe-me, caro leitor, numa viagem a um universo paralelo no qual tal se verificou.

O trabalho de António Folha ficou aquém das expectativas dos dirigentes do Portimonense, pelo que, decidiram contratar um novo treinador. O escolhido foi Paulo Sérgio.

Assim que chegou ao clube algarvio, o mister das sobrancelhas rapadas impôs de imediato novas regras. Uma das principais foi a abolição dos golos mais vulgares. A partir daquele momento, apenas se aceitavam golos candidatos ao Prémio Puskas, ou então golos bastante caricatos. Alguns elementos do plantel, como Lucas Fernandes e Júnior Tavares acataram demasiado bem essa nova regra. O plantel tinha qualidade e estavam reunidas todas as condições para uma época positiva.

Início de época. O futebol praticado pelo Portimonense é de muita qualidade. Jackson Martinez apresenta-se em excelente forma física (recordo o caro leitor de que se trata claramente de um universo paralelo) e tem capitaneado brilhantemente a equipa. Em quase todos os jogos surgem golos de belo efeito, ou então golos caídos do céu, mas enfim, contam igualmente. No entanto, acabou por aparecer uma contrariedade que complicou bastante a boa época que o Portimonense estava a realizar.

No país vizinho, o colosso FC Barcelona estava a passar por muitas dificuldades. O futebol de Ernesto Valverde estava muito longe de agradar os adeptos e em todos os jogos acabava por haver uma coreografia que consistia na exibição de lenços brancos. O principal candidato a ocupar o cargo de Valverde era Quique Setién, nome também pouco apreciado pela massa associativa. Face ao descontentamento dos adeptos, os responsáveis do Barcelona viram-se obrigados a abrir os cordões à bola e a contratar um treinador que agradasse verdadeiramente a toda a gente no clube. Foi então que, no dia 1 de Dezembro de 2019, foi apresentado Paulo Sérgio como novo treinador do Barcelona. O excelente trabalho que estava a realizar no Portimonense fez com que Paulo Sérgio fosse um nome consensual entre plantel, dirigentes e adeptos do Barcelona.

Esta saída viria a trazer graves problemas para o clube de Portimão. Em primeiro lugar, a questão da sucessão. Não havia muitos treinadores disponíveis naquele momento para assumir o cargo. As opções que estavam a ser estudadas pela direção do Portimonense eram os míticos Toni Pereira, Filipe Moreira e Luís Campos, este último tinha a ambição de regressar à sua promissora carreira de treinador. Contudo, nenhum dos três aceitou ir treinar o Portimonense, pelo que tiveram de optar pelo treinador dos sub-23, Bruno Lopes, que não transmitia muita confiança.

Depois, a situação acabou por ficar ainda mais complicada para o conjunto algarvio. Quando Paulo Sérgio chegou ao Barcelona, acabou por constatar que o plantel não era suficiente para as ambições do clube catalão. Então, quando chegou o mercado de transferências, em Janeiro, o técnico natural de Estremoz exigiu as contratações de jogadores da sua confiança. Foi desta forma que Lucas Fernandes, Bruno Tabata, Dener e Hackman acabaram por assinar pelo Barcelona.

O Portimonense viu-se assim desfalcado sem alguns dos jogadores mais influentes e sem o treinador que estava a conduzir a equipa a uma excelente prestação na Primeira Liga. A partir desse momento, a equipa conquistou poucos pontos, e verificou-se uma queda abrupta na qualidade de jogo. Por vezes, observávamos o futebol do Portimonense e quase que parecia que os jogadores tinham vivido alguma pandemia ou algo do género, enfim, nem pareciam os mesmos.

Atualmente, ocupam o penúltimo lugar da Liga, estão, portanto, em zona de descida de divisão. Têm 27 pontos e estão a três do Tondela e do Vitória de Setúbal, os clubes com os quais estão a lutar pela manutenção, faltando apenas duas jornadas para acabar o campeonato.

Curioso que neste universo paralelo em que o caro leitor pôde constatar que a situação pontual do Portimonense é bastante semelhante à atual, sendo que o percurso até aí foi praticamente o inverso. Enfim, é o que acontece quando redatores inexperientes navegam por universos paralelos. Haja paciência!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Mário Silva da Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

O regresso aos três centrais e o velho vício de recuar | Shakhtar Donetsk 0-1 Sporting

As semanas de transição técnica costumam empurrar os treinadores interinos para o caminho do conservadorismo, mas Tiago Fernandes decidiu contrariar a regra na sua segunda passagem por Londres ao comando do Sporting. No tempo entre a saída de Rui Borges e a chegada de Paulo Fonseca ao Sporting, e com apenas um treino para preparar a visita ao terreno emprestado de Stamford Bridge, o técnico leonino promoveu cinco alterações e resgatou o sistema de três centrais, desenhando um 3-4-1-2 que procurava devolver estabilidade defensiva à equipa sem abdicar de peso na frente. Contudo, a grande ironia da noite europeia do Sporting reside no facto de, apesar da revolução no quadro tático, os três pontos terem nascido dos velhos hábitos desta época, tanto no momento de construir o golo como na incapacidade de gerir a vantagem com bola.

Duarte Rêgo · 3 min de leitura
Ler a crónica
FC Porto

Do domínio interno à urgência europeia | FC Porto x Nápoles 

O FC Porto recebe o Nápoles esta quarta-feira, às 20h00, no Estádio do Dragão, para a quarta jornada da fase de liga da Liga dos Campeões. Se a campanha interna dos dragões tem sido praticamente irrepreensível, a história europeia tem sido bem diferente. Três jornadas, três derrotas e zero pontos deixam a equipa de Francesco Farioli obrigada a reagir para não começar a ficar demasiado longe dos lugares que permitem continuar na competição. Manchester City, Real Betis e PSV foram os três primeiros adversários e, apesar de exibições com momentos positivos, o FC Porto acabou sempre derrotado. O contraste com o campeonato é evidente: os dragões venceram as dez primeiras jornadas da Liga Portugal e chegam a este encontro depois de golearem o Estoril por 4-0. Mais do que uma questão de confiança, o desafio passa por transportar para a Europa a consistência que a equipa tem apresentado nas competições nacionais.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.