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Cristiano Bacci multado e suspenso por 20 dias após críticas à arbitragem

Diogo Ribeiro · 1 min

Cristiano Bacci Moreirense
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Cristiano Bacci já não é treinador do Moreirense, mas recebeu multa e castigo pelo tempo nos Cónegos. Em causa, críticas à arbitragem.

Cristiano Bacci recebeu o veredicto relativo às duras críticas feitas à arbitragem do FC Porto x Moreirense, depois de ter acusado Gustavo Correia, árbitro do encontro, de favorecer os dragões.

«Fizemos um bom jogo, mas o árbitro tinha a camisola do FC Porto», destacou na altura Cristiano Bacci. Ora, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) puniu o treinador com uma suspensão de 20 dias e uma multa de 3.085 euros.

Foi considerado que Cristiano Bacci infringiu o artigo do Regulamento de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional sobre a «lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa». O processo disciplinar foi instaurado após as queixas da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) e do FC Porto.

Recorde-se que Cristiano Bacci já não está no Moreirense.

Cristiano Bacci Moreirense
Fonte: Moreirense

Diogo Ribeiro

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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