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As 10 Figuras de 2016: Futebol Internacional

Jorge Fernandes · 5 min

As 10 Figuras de 2016: Futebol Internacional

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Cabeçalho Futebol Internacional

O ano de 2016 teve tudo no futebol. Portugal campeão, um treinador (Zidane) com um ano de carreira sénior e já com conquistas europeias e mundiais, o Atlético a marcar presença em mais uma final europeia e até uma renúncia (temporária) de Messi. Escolher 10 figuras num ano recheado de histórias é tarefa difícil. Aqui, caro leitor, vai encontrar um top muito discutível, como são todos.

 10º- Jorge Sampaoli

Uma figura caristmática que não deixa ninguém indiferente Fonte: Sevilha F.C.
Uma figura caristmática que não deixa ninguém indiferente
Fonte: Sevilha F.C.

O argentino andou desparecido até ao Verão. O Chile, mesmo sem ele, foi vencedor da Copa América. Treinado por Pizzi, mas, ainda com muito de Sampaoli. Porque a filosofia de Sampaoli é especial. O bom futebol, a perfeição táctica, o entusiasmo no banco, a loucura aproximam-no, e muito, do seu compatriota Marcelo Bielsa. Chegou ao Sevilha, construiu um plantel recheado de bons valores e fez aquilo que sempre faz: criou uma identidade reconhecível a milhas. O Sevilha anda a lutar pelos lugares cimeiros e joga um futebol apaixonante. Paixão. Talvez seja a melhor forma de definir este treinador, que parece vindo doutro tempo.

 

9º- Paul Pogba

Regressado a casa, Pogba foi uma das figuras do ano Fonte: Manchester United
Regressado a casa, Pogba foi uma das figuras do ano
Fonte: Manchester United

Acaba por ser uma das figuras do ano. É verdade, não encantou o Mundo com exibições de encher o olho. Porém, falar de 2016 no mundo do futebol é falar de Pogba. Se até Maio, o francês era apenas um grande jogador conhecido pelo seu bom trabalho na Juve, no Verão toda a gente já sabia quem era este jovem que foi recambiado por um homem que apostou em tantos outros (Alex Ferguson). Transferência mais cara de sempre do futebol para o United. Tem tentado aguentar a pressão. Mourinho saberá fazê-lo crescer da melhor forma. Até porque o potencial está todo lá.

8º- Ibrahimovic

Aos 35 anos, Zlatan ainda mostra pujança física de um jovem Fonte: Manchester United
Aos 35 anos, Zlatan ainda tem a pujança física de um jovem
Fonte: Manchester United

Aos 35 anos este avançado sueco tinha de estar na categoria das figuras de 2016. Terminou o ano como jogador referência em frança, entrando no coração e na história de todos os parisienses. A sua saída do PSG foi bem sentida pelo clube francês – os problemas da equipa, apesar disso, são bem mais profundas. Mais do que isso, chegou ao United de Mourinho e, mesmo num campeonato mais exigente a todos os níveis, continua a brilhar. A experiência vale muito…

7º Kanté

Kanté teve papel fulcral no título do Leicester Fonte: SkySports
Kanté teve papel fulcral no título do Leicester
Fonte: SkySports

Há um elemento que une o Leicester campeão de 2016 e o Chelsea, líder incontestado desta edição da Premier League. Esse elemento diferenciador é Kanté. Depois de uma temporada fantástica no Leicester – o campeão inglês sente a sua falta a cada jogo -, questionava-se a sua capacidade de ser decisivo num clube com outra exigência. A resposta está aí. O Chelsea tem no médio francês – europeu competente – um jogador fiável e regular como poucos. Jogadores destes, que melhoram (de que maneira) as suas equipas, são raros.

6º- Lionel Messi

O génio voltou a soltar-se em 2016 Fonte: F.C. Barcelona
O génio voltou a sair da lâmpada em 2016
Fonte: F.C. Barcelona

Não foi considerado o melhor jogador do planeta, perdeu mais uma final da Copa América e mesmo assim está nas figuras do ano. Só mesmo para Messi. Mais um ano incrível, recheado de momentos mágicos e números impressionantes. De destacar dois momentos. Primeiro, anunciou a sua saída da selecção, provocando uma onda de choque no seu país, fazendo com que todos os argentinos se unissem para pedir o seu regresso. Messi não recusou o acto de compaixão e tenta agora levar a Argentina para o Mundial. Mais recentemente, num jogo frente ao Espanyol, Messi, em poucos metros quadrados, passou por quatro jogadores de uma forma estonteante. Só faltou mesmo o golo. Mais um momento genial da criação do astro argentino. O futebol agradece-lhe.

5º- Griezmann

Perdeu as finais, mas afirmou-se definitivamente como um dos melhores Fonte: Atlético de Madrid
Perdeu as finais, mas afirmou-se definitivamente como um dos melhores
Fonte: Atlético de Madrid

Dizer que foi o ano do quase para o francês é apenas olhar para o copo…meio-vazio. O avançado do Atlético de Madrid, neste ano, continuou o seu percurso de ascensão meteórica que o tornam hoje, indiscutivelmente, um dos melhores jogadores deste planeta. Levou às costas a sua seleção no europeu – mesmo jogando num sistema que não o protegia – e foi decisivo no ano fantástico do Atlético – só faltou mesmo a Champions. Quando se olha para um jogador com este talento, é um crime não ver o copo…meio-cheio.

4º- Fernando Santos

Santos ergue um troféu cheio de fé Fonte: IFFHS
Santos ergue um troféu cheio de fé
Fonte: IFFHS

Quem diria que o “engenheiro do Penta” (e agora o melhor de 2016 segundo a IFFHS) pudesse levar Portugal ao tão ambicionado título internacional. Foi acusado por muitos como sendo (demasiado) conservador. Porém, acabou por ser o único a assumir a responsabilidade de ter o título como objectivo real. E os jogadores foram atrás do treinador até à morte. Exibicionalmente, Portugal nunca encantou, mas foi eficaz e competente. Fernando Santos não trouxe ideias tácticas revolucionárias. Mas, acabou por trazer aquilo que prometeu: o título europeu para Portugal.

3º- Claudio Ranieri

O timoneiro de um conto de fadas Fonte: Leicester City
O timoneiro de um conto de fadas
Fonte: Leicester City

O italiano, no mundo do futebol, antes do ano de 2016, era olhado como um eterno perdedor. E o palmarés…apoiava esta ideia. Um par de taças e supertaças ganhas e muitos projectos falhados. Chegou ao Leicester para que a equipa tivesse um campeonato tranquilo e…acabou campeão. Um conto de fadas incrível, especialmente num campeonato tão exigente e num futebol tão mercantilizado. Ranieri acabou por vencer num projecto em que ninguém acreditava que isso fosse possível. O seu nome ficará na história do Leicester, para sempre, e na deste ano também.

2º Zinedine Zidane

Em apenas 1 ano de carreira venceu os dois maiores títulos de clubes Fonte: Real Madrid C.F.
Em apenas 1 ano de carreira venceu os dois maiores títulos de clubes
Fonte: Real Madrid C.F.

O seu Real não deslumbra nas exibições e o seu comportamento low profile, não empolga adeptos e observadores. Porém, o ano futebolístico internacional tem o seu nome marcado. Entrou para substituir Benítez quando o Real estava desamparado. Apesar de não ter conquistado o campeonato, venceu a Champions, a Supertaça Europeia e o Mundial de Clubes. Termina o ano bem lançado para vencer, pelo menos, o campeonato espanhol. Aqueles que querem ópera nos galácticos vão ter de esperar. Mas Zidane já conquistou pela simpatia, inteligência e competência.

1º Cristiano Ronaldo

2016 foi o melhor ano da carreira de CR7 a nível colectivo Fonte: FPF
2016 foi o melhor ano da carreira de CR7 a nível colectivo
Fonte: FPF

Num ano de alguma irregularidade exibicional, voltou a ser…extraordinário e decisivo. Vencer campeonato da Europa, Liga dos Campeões, Mundial de Clubes e Supertaça Europeia no mesmo ano é deixar uma marca inigualável. É verdade, não foi herói da fina de Paris – lesionou-se no início do encontro – mas se Portugal esteve lá, deve-lhe a ele – decisivo frente a Hungria e Gales. Termina o ano com a quarta bola de ouro. Não é tão genial como Maradona, Messi ou Ronaldo – o verdadeiro, já dizia Mourinho… -, mas tem lugar marcado na categoria dos imortais.

 Foto de capa: Real Madrid C.F.

Jorge Fernandes

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Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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