Europa League, 3.ª pré-eliminatória, 1.ª mão. Quinta-feira, 6 de agosto de 2026, 20h00.
A ANTEVISÃO: BENFICA PROCURA VANTAGEM ANTES DA VISITA A EDIMBURGO
O Benfica entra em campo, esta quinta-feira, para dar continuidade ao percurso europeu, recebendo o Hearts, da Escócia, na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa.
Ora, depois de ultrapassar o St. Gallen na ronda anterior, as águias procuram aproximar-se da fase de liga da prova. De relembrar que a equipa orientada por Marco Silva recuperou da derrota, por 2-1, na primeira mão diante dos suíços com uma goleada, por 5-0, na segunda, garantindo o apuramento com um resultado agregado de 6-2.
Do outro lado, estará um Hearts em busca de inverter um arranque de temporada difícil. A formação de Edimburgo foi afastada da segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões pelo Sturm Graz, com um agregado de 6-0, e também entrou a perder na Liga escocesa, somando três derrotas em três jogos oficiais e apenas um golo marcado.
Apesar do momento menos positivo, o emblema escocês chega motivado pelo crescimento registado na época passada. Recorde-se que os Jambos lideraram o campeonato durante grande parte da temporada, mas perderam o título para o Celtic na derradeira jornada, deixando escapar o troféu nos instantes finais do campeonato. Ainda assim, a campanha permitiu o regresso às competições europeias, embora a equipa tenha sofrido profundas alterações durante o verão, com a saída de várias figuras importantes, incluindo o treinador Derek McInnes, o avançado Lawrence Shankland e o médio Cameron Devlin, todos para o Rangers.
Sob o comando do belga Wouter Vrancken, que veio do Sint-Truiden, o Hearts mantém um sistema em 4-4-2, privilegiando um futebol mais direto e físico, com uma forte utilização das alas e dos lançamentos laterais para criar perigo. No entanto, as dificuldades na construção ofensiva e, sobretudo, na transição defensiva têm sido evidentes nas primeiras semanas da temporada.
Posto isto, o Benfica apresenta-se como claro favorito, muito por força da diferença de experiência europeia e do momento vivido pelas duas equipas. Além disso, convém referir que Benfica e Hearts cruzaram-se apenas uma vez nas competições europeias. Foi na primeira eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1960/61, temporada que terminou precisamente com a conquista da primeira Taça dos Campeões pelos encarnados.
De notar que quem seguir em frente nesta eliminatória irá defrontar o vencedor do duelo entre o Aarhus, da Dinamarca, e o Sabah, do Azerbaijão, no play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa.
Finalmente, a partida será dirigida pelo árbitro romeno Marian Barbu, de 37 anos. Os assistentes serão Mircea Mihail Grigoriu e Imre Laszlo Bucsi, enquanto Radu Petrescu será o quarto árbitro. Na equipa de videoarbitragem, estarão Catalin Popa, como VAR, e Marcel Birsan, como AVAR.
Em suma, a jogar perante os seus adeptos, o Benfica tentará, como é óbvio, construir uma vantagem que lhe permita encarar a deslocação à Escócia com maior tranquilidade. A entrada no play-off da Liga Europa está em jogo, pelo que os encarnados sabem que um resultado positivo na Luz poderá representar um passo importante rumo à fase de liga da competição.
10 DADOS RÁPIDOS
- O Benfica disputou dois encontros na presente temporada, registando um triunfo e uma derrota.
- No ano de 2026, o Benfica realizou 12 jogos em casa e apenas foi derrotado por uma vez, frente ao Real Madrid (0-1), no play-off da Champions League, em fevereiro.
- O Hearts leva três derrotas em igual número de jogos disputados nesta temporada.
- A formação escocesa sofreu oito golos e apontou apenas um, nos três encontros realizados esta época.
- O Benfica empatou os últimos dois jogos realizados em casa frente a equipas escocesas: em 2020/21 e 2023/24, registaram-se duas igualdades frente ao Rangers.
- O Benfica nunca perdeu em casa frente a equipas escoceses: em sete jogos, soma cinco vitórias e dois empates.
- A última deslocação do Hearts a Portugal remonta à temporada 2004/05, ocasião em que empatou 2-2 diante do SC Braga.
- As duas equipas defrontaram-se na primeira eliminatória da Taça dos Campeões 1960/61 – edição que as águias venceram -, com o Benfica a vencer as duas mãos: na primeira mão, na Escócia, venceu por 1-2, enquanto em casa voltou a superiorizar-se, por 3-0.
- O mais recente duelo entre uma equipa portuguesa e uma escocesa aconteceu na época passada, quando, em jogo da fase de liga da Europa League, o FC Porto recebeu e venceu o Rangers, por 3-1, no Estádio do Dragão.
- As equipas portuguesas apresentam um histórico bastante positivo nas receções a equipas escocesas: em 32 jogos, somam um saldo 19 vitórias, oito empates e apenas cinco derrotas.
JOGADORES A TER EM CONTA


Vangelis Pavlidis – O avançado grego continua a assumir-se como a grande referência ofensiva do Benfica e chega ao duelo com o Hearts num momento de elevada confiança. Depois da derrota na Suíça, frente ao St. Gallen, o internacional helénico respondeu da melhor forma ao apontar quatro golos na goleada por 5-0, no Estádio da Luz, resultado que carimbou a qualificação encarnada para esta terceira pré-eliminatória da Europa League. Forte na finalização com ambos os pés, competente no jogo aéreo e muito inteligente nos movimentos de rutura e nas combinações em espaços curtos, o avançado destaca-se ainda pela capacidade de ligar o jogo ofensivo e de arrastar marcações, criando espaços para os colegas. As exibições de Pavlidis continuam, por isso, a despertar o interesse de vários clubes europeus e o nome do ponta-de-lança até tem sido apontado ao Fenerbahçe, nos últimos dias. Ainda assim, o Benfica não parece estar disposto a facilitar uma eventual saída, exigindo um valor elevado para libertar um dos jogadores mais influentes do plantel, o que faz todo o sentido, sobretudo pela qualidade demonstrada e pela importância que tem assumido na equipa. No fundo, o grego será uma peça fundamental para atacar os objetivos da temporada, a começar já por este encontro.


Cláudio Braga – O percurso do atacante luso está longe de ser convencional. Formado em Portugal, passou por clubes como Valadares Gaia, CD Fátima, SC Ideal e Vila Meã, antes de arriscar uma mudança para o Moss, da terceira divisão norueguesa, em 2022. A aposta revelou-se, então, decisiva, permitindo-lhe subir rapidamente na carreira até chegar ao Hearts, onde, na última temporada, venceu mesmo o prémio de melhor jogador da Liga escocesa. Atualmente, Cláudio Braga é, portanto, uma das principais figuras do Hearts. Capaz de atuar tanto como ponta-de-lança como mais descaído sobre a esquerda, destaca-se pela mobilidade, pela velocidade na exploração da profundidade e pela eficácia na finalização, qualidades que lhe permitem criar desequilíbrios em transições rápidas e atacar os espaços nas costas da defesa adversária. Deste modo, depois de uma época de estreia em grande nível, na qual somou 17 golos e três assistências em 44 jogos, chega a esta eliminatória como a principal referência atacante da equipa de Edimburgo. O destino reserva agora um momento especial a Cláudio Braga, que regressa a Portugal com a ambição de mostrar todo o valor que o levou a afirmar-se na Escócia. Assim, na Luz, perante o Benfica, o avançado terá, mais uma vez, a oportunidade de provar que o talento também pode chegar aos grandes palcos por caminhos menos convencionais.
XI´s PROVÁVEIS
Benfica: Anatoliy Trubin; Alexander Bah; Tomás Araújo; Clément Lenglet; Samuel Dahl; Enzo Barrenechea; Leandro Barreiro; Rafa Silva; Georgiy Sudakov; Jakub Kaminski e Vangelis Pavlidis
Treinador: Marco Silva
«Acima de tudo, em termos de ambição, estamos a encarar o jogo da forma que deve ser encarado. Com esta camisola só podemos entrar com atitude similar e é para ganhar. Face à nossa história só pode ser a nossa atitude. Temos de respeitar o adversário porque estamos a disputar competições europeias. Não podemos descredibilizar. Vamos enfrentar adversários que geralmente apostam num jogo mais direto, mas queremos impor o nosso jogo. Se conseguirmos criar uma boa vantagem para o segundo jogo ainda melhor».
Hearts: Beau Reus; Jordi Altena; Stuart Findlay; Oisin McEntee; Harry Milne; Blair Spittal; Laurent Mendy; Alexandros Kyziridis; Calvin Miller; Amadou Ba-Sy e Cláudio Braga
Treinador: Wouter Vrancken
«Conhecemos o Benfica como uma equipa dominadora. É muito forte, tem qualidade com bola, jogadores tecnicamente evoluídos em todo o campo. Mas o facto da outra equipa ser melhor no papel não significa que não possamos ter uma abordagem positiva ao jogo. Temos de encontrar forma de respirar através da posse e mostrar coragem com bola».
PREVISÃO DE RESULTADO: Benfica 3-0 Hearts

