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Marco Silva e a vitória do Benfica sobre o Moreirense: «Uma exibição sólida, praticamente sem uma oportunidade de golo para o nosso adversário»

Dinis Jacob · 2 min

Marco Silva no Benfica
Foto: Pedro Figueira/Bola na Rede

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Marco Silva reagiu ao resultado do encontro da terceira jornada da Primeira Liga, entre Moreirense e Benfica.

O Benfica venceu diante do Moreirense, num de dois jogos em atraso da terceira jornada da Primeira Liga. Após o apito final, Marco Silva analisou a partida:

«Começar por dar os parabéns aos nossos jogadores, na minha opinião, uma excelente exibição, uma boa primeira parte, muito boa primeira parte da nossa equipa, aparentemente sendo enganado só nos momentos finais da primeira parte, uma excelente primeira parte, dar os parabéns aos adeptos, grande ambiente nesta noite aqui em Moreira de Cónegos. Um ambiente que puxou a equipa claramente para cima do adversário, que ajudou a equipa e a equipa claramente respondeu desde o primeiro minuto, assumimos o jogo como queríamos, um campo difícil e a equipa sempre a criar oportunidades. Temos jogado praticamente três em três dias e era importante ter a capacidade de gerir alguns, dar minutos a outros, como é o caso do Fredrik e como é o caso do do Jhon também, jogadores que precisam de jogo e precisam de estar dentro do campo, mas uma exibição sólida, praticamente sem uma oportunidade de golo para o nosso adversário, porque nós fizemos bem com bola, fizemos também muito bem sem bola e praticamente uma reação muito forte, quando vejo jogadores como o Como o Pavlidis, como o Rafa recuperarem bolas no nosso meio-campo defensivo, em transição defensiva. Um jogo de futebol é coletivo, mas também todos nós vivemos ligações e conexões que nos ligam uns aos outros. É óbvio que eles não têm que ser os maiores amigos de todos, mas se tiverem ligação fora do campo também ajuda. São dois jogadores que também têm uma relação muito boa. E que se notem muitos momentos do jogo quando estão os dois a jogar no corredor direito, não foi o caso desta noite e, em relação ao Prestiani e ao Andreas, há uma grande ligação também, mas, a mim, importa muito mais, depois, é a ligação dentro do campo e o que todos trabalham em prol da equipa e que jogam em prol da equipa não torna a dizer grandes ligações».

Dinis Jacob

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«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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