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Lionel Mpasi, guarda-redes do RD Congo, recebeu autorização da FIFA para participar no Mundial 2026, apesar nunca ter concluído a documentação necessária.
Lionel Mpasi alinhou de forma ilegal pela seleção do RD Congo durante o Mundial 2026, incluindo o empate com Portugal na fase de grupos. Segundo o The New York Times, o guarda-redes recebeu uma autorização da FIFA, apesar de já ter representado as seleções jovens de França.
Após ser afastada pelo RD Congo no playoff de apuramento africano para o Mundial’2026, a 16 de novembro de 2025, a Nigéria apresentou uma queixa à FIFA por utilização indevida de outro jogador. A investigação acabou por desmentir a acusação inicial, mas expôs outra irregularidade: o processo pendente de mudança de federação do guarda-redes Lionel Mpasi.
No entanto, a FIFA acabou por decidir não tomar qualquer medida, argumentando que a Federação Nigeriana tinha apresentado o protesto fora do prazo estipulado.
Em entrevista ao The New York Times, o antigo presidente da Federação Nigeriana de Futebol, Ibrahim Musa Gusau, que foi demitido do cargo após esse jogo, revelou:
«A FIFA simplesmente remeteu-se ao silêncio e não pode contar a ninguém, porque sabe que isso causaria uma crise grave».
Zelkifli Rahman Ngoufonja, antigo responsável camaronês da FIFA, questionou a relação entre Gianni Infantino, presidente do organismo, e Véron Mosengo-Omba, presidente da Federação da República Democrática do Congo:
«Se a FIFA tivesse afastado a RD Congo do Mundial, o apoio de África poderia ter sido prejudicado. Infantino precisa de África para sobreviver. Não se pode dar ao luxo de perder membros em África».









