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André Villas-Boas analisou o Relatório e Contas do FC Porto, relativo à temporada 2025/26, destacando a evolução competitiva.
A FC Porto SAD apresentou um prejuízo de 21,1 milhões de euros no Relatório e Contas da temporada 2025/26. Como habitual, André Villas-Boas deixou uma mensagem de abertura, na qual fez um balanço de uma época marcada pela conquista da Primeira Liga:
«Vencer faz parte da identidade do FC Porto. Mas vencer de forma consistente exige preparação, competência e capacidade de tomar decisões, mesmo quando estas obrigam a mudar. Foi esse o caminho que procurámos seguir: reforçar a equipa, criar melhores condições para o seu desempenho e elevar os níveis de exigência. Os resultados alcançados validam o trabalho realizado, mas não alteram a nossa perspetiva de longo prazo. No FC Porto, cada conquista renova a responsabilidade de voltar a vencer».
O presidente do FC Porto abordou o forte investimento no plantel:
«A recuperação da competitividade exigiu investimento. Fizemo-lo de forma deliberada, conscientes de que a equipa principal precisava de condições para voltar a lutar pelos principais objetivos. No mercado de verão, investimos cerca de 110 milhões de euros no reforço e reconstrução do plantel, o maior investimento de sempre do FC Porto numa janela de transferências. Esse esforço produziu um retorno desportivo imediato, mas teve igualmente de coexistir com a necessidade de continuar o processo de recuperação económico-financeira iniciado no exercício anterior».
De seguida, André Villas-Boas acrescentou:
«A ambição desportiva do FC Porto não é negociável. Mas essa ambição só será duradoura se for acompanhada por rigor na gestão, disciplina financeira e capacidade de aumentar, de forma consistente, as receitas estruturais. Competir regularmente ao mais alto nível europeu exige hoje uma organização capaz de gerar mais valor, gerir os seus ativos numa perspetiva plurianual e tomar decisões de investimento suportadas por critérios claros de sustentabilidade».
André Villas-Boas refletiu ainda sobre a reorganização estrutural do FC Porto:
«Todos estes desenvolvimentos ocorreram num contexto financeiro que continua a exigir particular atenção. A recuperação económico-financeira do FC Porto é um processo de médio prazo. O investimento realizado permitiu recuperar competitividade e acelerar projetos estruturantes, mas permanecem desafios relevantes, nomeadamente ao nível da liquidez, do equilíbrio entre investimento e geração de receitas e do fortalecimento estrutural do balanço. Temos plena consciência desses desafios. Continuaremos a enfrentá-los com disciplina, rigor e sentido de prioridade, procurando garantir que os recursos investidos reforçam a capacidade competitiva do FC Porto e contribuem para criar valor de forma sustentável. A sustentabilidade financeira não é um objetivo separado da ambição desportiva; é uma condição indispensável para preservar essa ambição ao longo do tempo».
Relativamente aos planos para o futuro, afirmou:
«A época de 2026/27 representa, por isso, um novo patamar de exigência e responsabilidade. O regresso à Liga dos Campeões devolve o FC Porto ao palco onde construiu algumas das páginas mais importantes da sua história e onde ambicionamos estar regularmente. O nosso objetivo é claro: consolidar a posição recuperada no futebol português e voltar a afirmar o FC Porto na Europa. Queremos continuar a fortalecer a equipa e valorizar os nossos jogadores, acelerar o crescimento das receitas comerciais e internacionais, prosseguir a modernização das nossas infraestruturas e continuar a melhorar processos, sistemas e formas de trabalhar. Tudo isto terá de ser realizado mantendo uma gestão rigorosa dos recursos e garantindo que as decisões tomadas hoje reforçam, e não limitam, a capacidade do FC Porto para vencer amanhã».
Por fim, André Villas-Boas não esqueceu o impacto da morte de Jorge Costa:
«A época ficou inevitavelmente marcada pela perda de Jorge Costa, que representou, como poucos, aquilo que significa defender este Clube. Capitão em campo, referência de liderança e caráter e, mais recentemente, elemento fundamental da estrutura desportiva que estávamos a construir, deixou-nos demasiado cedo. A sua exigência, coragem e profundo sentido de pertença permanecerão como exemplo para todos aqueles que têm a responsabilidade de representar o FC Porto».












