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Nesta quinta-feira, Omonia e Benfica defrontam-se para a terceira jornada de Liga da UEFA Europa League. O encontro entre os cipriotas e as águias é também marcado por um reencontro. Fabiano Freitas é um velho conhecido dos encarnados, não por ter jogado no clube da Luz, mas por se terem defrontando muitas vezes no passado, quando o guardião brasileiro (também cipriota com dupla nacionalidade) representou o Olhanense e mais tarde, o FC Porto.
Fabiano Ribeiro de Freitas nasceu a 29 de fevereiro de 1988, em Santo António de Jesus na Bahia. Fez a formação no Rio Branco-SP e ainda se estreou pela equipa em 2006. No ano seguinte, mudou-se para o São Paulo onde também acabou por não se impor, embora estivesse ligado ao clube paulista por três anos e tivesse vencido o Brasileirão Serie A no ano de estreia. Durante este período, fez apenas um jogo pela equipa principal, passou pela equipa sub-20 e foi cedido a clubes como Toledo (não jogou), Santo André (realizou um jogo) e América-RN (oito jogos) onde também não se afirmou. No entanto, chamou a atenção em Portugal, nomeadamente ao Olhanense que o contrata em 2011, a custo zero.
Foi na vinda para solo português que se começou a impor, nomeadamente em Olhão. Pelo clube algarvio faz só uma época (2011/12) e participou em 34 dos 36 jogos da equipa, sofrendo 40 golos, mas realizando inúmeras defesas relevantes. A equipa fica no oitavo lugar, tendo jogadores como Dady, Salvador Agra, Wilson Eduardo, André Pinto, Maurício, Rui Duarte ou Ismaily. As exibições em Olhão despertam a atenção dos responsáveis do FC Porto e acaba por se mudar para o Dragão no verão de 2012, a troco de 1,2 milhões de euros.
Acabou por estar sete anos ligado ao emblema azul e branco. Na primeira época (2012/13) foi sempre suplente de Helton, jogando mais vezes pela equipa B, na Taça de Portugal e Taça da Liga, mas ainda fez 16 minutos na jornada oito frente ao CS Marítimo (5-0) que lhe permitiu ser um dos campeões no final da época. Foi um dos jogadores que estava no banco de suplentes quando se deu o mítico golo de Kelvin, frente ao Benfica, muito decisivo na conquista dos dragões essa época. A nível individual, o cenário foi semelhante para Fabiano na época seguinte, até que surgiu uma oportunidade. A 16 de Março de 2014, o FC Porto perdia em Alvalade (0-1) e na sequência de um lance perdido, Helton lesiona-se com gravidade ao começar a correr e sai sob fortes aplausos das bancadas. Fabiano entrou para o seu lugar e nunca mais largou a titularidade durante cerca de um ano.
Foi ainda na época 2013/14 que se defrontou várias vezes com as águias. Esteve na baliza portista quando a equipa foi eliminada pelo Benfica nas meias-finais tanto da Taça de Portugal (segunda mão por 1-3 na Luz, após vitória azul e branca no Dragão 1-0 na primeira mão) e da Taça da Liga (derrota por 3-4 nas grandes penalidades em que ainda defendeu um penálti de André Gomes, após um empate a zero). Na época seguinte assume-se como titular, apesar das contratações de Andrés Fernández (vindo do Osasuna) e Ricardo Nunes (oriundo da Académica OAF), além de Helton a recuperar da lesão. Foi titular durante toda a época, até à segunda metade de abril. Após um brilhante 3-1 em casa frente ao Bayern de Munique, o FC Porto vai a Munique disputar a segunda mão dos quartos de final da UEFA Champions League. A equipa portista, orientada por Julen Lopetegui, é goleada pelos homens de Pep Guardiola por 1-6 e Fabiano fica mal na fotografia de alguns golos.
Depois deste jogo, não voltaria a atuar pelos dragões por muito tempo, perdia o lugar para Helton o resto da época e com a vinda de Iker Casillas para o Porto na época seguinte, Fabiano foi cedido por empréstimo ao Fenerbahçe. Esteve no clube turco por duas épocas e realizou 31 jogos, onde disputou lugar com Volkan Demirel, histórico guarda-redes internacional turco.
Regressou à Invicta pela mão de Sérgio Conceição em 2017/18, embora como quarta escolha para a baliza, atrás de Iker Casillas, José Sá e Vaná Alves. Com o FC Porto já campeão, atuou ainda dez minutos na deslocação a Guimarães na última jornada. A última época de dragão ao peito foi 2018/19, onde fez três jogos pela equipa B e realizou todos os jogos da Taça de Portugal, exceto a final (derrota nas grandes penalidades após 2-2 em tempo regulamentar, frente ao Sporting de Marcel Keizer) em que o titular foi Vaná Alves.
De dragão ao peito, Fabiano Freitas venceu duas Ligas Portuguesas e duas Supertaças. A passagem pelos dragões não deixa de ser marcante para o próprio. Recentemente, Fabiano Freitas partilhou que “Diogo Costa enviou uma camisola à minha filha e ela chorou de emoção”.

Após sair definitivamente do Porto a custo zero, assina pelo Omonia em 2019 e onde permanece até aos dias de hoje. A ligação com o clube e com o país é tão profunda, que fez o guarda-redes ter dupla-nacionalidade. Até ao momento, Fabiano tem 242 jogos pelo emblema de Nicósia e já venceu duas Ligas Cipriotas, duas Taças de Chipre e uma Supertaça Cipriota.
A última vez que Fabiano Freitas e o Benfica se cruzaram foi a 14 de dezembro de 2014, num jogo em que Fabiano e a sua equipa não foram nada felizes. O “seu” FC Porto foi derrotado por 0-2 no Dragão pelos eternos rivais, tendo Fabiano sofrido dois golos do seu compatriota Lima. Foi o sétimo jogo entre as equipas do guarda-redes e as águias, com o histórico a sorrir mais às segundas (três derrotas, dois empates e duas vitórias). Esta quinta-feira será o oitavo confronto e será o 243º encontro em que o guarda-redes brasileiro defenderá o “Omosia”.










