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Fim de linha para Jorge Braz? Depende do Euro

Eduardo Nunes · 2 min

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Cabeçalho modalidadesNo início desta semana, disputámos dois encontros de cariz particular perante a poderosa formação da Rússia, em solo “inimigo”. O balanço final mostra que a nossa equipa não venceu nenhum dos jogos, mas logrou empatar um deles (2-2) e sair com uma derrota expressiva (7-3) no outro, num jogo em que a formação de Jorge Braz começou bastante bem, a vencer por 2-0 aos cinco minutos.

Ora, ambos os encontros amigáveis demonstraram que Portugal não é inferior ao seu adversário, amplamente considerado um dos grandes favoritos a vencer as fases finais de campeonatos europeus ou mundiais, a par da consagrada seleção espanhola e que, acima de tudo, temos um atleta fora-de-série que consegue aparecer nos momentos decisivos dos encontros a marcar golos de belo efeito.

Atenção que não estou a menosprezar o trabalho de todos os outros jogadores, que são imprescindíveis na manobra tática da seleção, mas o certo é que a presença de Ricardinho na equipa é preponderante no sucesso da nossa formação. Pode até ter um mau jogo e não render o que costuma, mas o simples facto de ele estar em campo e a consequente marcação por parte dos adversários, por vezes mais que um, vai permitir a desmarcação de um colega de equipa e uma desorganização total na defesa contrária.

Ricardinho é, muitas vezes, o “abre-latas” da seleção nacional de Futsal Fonte: UEFA

Ricardinho é, muitas vezes, o “abre-latas” da seleção nacional de Futsal
Fonte: UEFA

A equipa nacional está bem munida em todas as posições, tem executantes muito bons em todas as posições mais importantes, só que tem um treinador que, na minha opinião, tem um teste de fogo neste próximo Europeu. Porque já é o selecionador nacional há alguns anos e, até ao momento, ainda não conquistou qualquer troféu de relevo e, além disso, apesar de boas campanhas em grandes competições, como o Mundial 2016 na Colômbia, a verdade é que, em campeonatos europeus, a prestação tem ficado um pouco aquém do esperado e, como tal, esta pode ser de facto a derradeira oportunidade para mostrar serviço antes de uma eventual mudança na equipa técnica.

Quanto ao jogo propriamente dito, por terras russas, o resultado não é preocupante, o mais importante é perceber os erros cometidos nos golos marcados pelo adversário, para depois no treino os corrigir e tentar evitar que eles sucedam quando vierem os jogos a sério. Individualmente, temos uma das melhores equipas do Mundo, não só da Europa, e coletivamente a equipa tem vindo a crescer – esperemos para ver como corre a nossa aventura por terras eslovenas, no início do próximo ano.

Na minha ótica, Jorge Braz já demonstrou a sua competência à frente dos destinos da seleção principal, mas talvez esteja na hora de dar lugar a outra equipa técnica, para deixarmos de ser a equipa do “quase” e passarmos para o campo o favoritismo e o estatuto com que entramos em cada edição de um Campeonato Europeu ou Mundial.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Eduardo Nunes

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