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Revista do Mundial 2018 – Japão

Diogo Grácio · 3 min

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A Seleção Japonesa de Futebol foi fundada em 1932, ocupa o 44ª lugar no Ranking FIFA e foi a anfitriã, juntamente com a Coreia do Sul, do Campeonato do Mundo de 2002.
Os Samurais Azuis, alcunha da seleção, nunca venceram uma grande competição internacional e esperam este ano fazer um Mundial que surpreenda todos os amantes do desporto-rei.

TRIVIA

– A melhor participação num Mundial aconteceu em 2010, no Campeonato do Mundo da Africa do Sul. A Seleção Japonesa chegou aos oitavos-de-final da competição, sendo eliminada pelo Paraguai nas grandes penalidades, por 5-3, depois de empatar sem golos nos 90 minutos.

– O jogador mais vezes internacional pela Seleção do Japão é Yasuhito Endō com 152 internacionalizações.

– O melhor marcador de sempre da Seleção Japonesa é Kunishige Kamamoto, com 80 golos, em 84 partidas.

 

O Percurso

Fonte: JFA

A qualificação da Seleção Japonesa não foi muito difícil. O caminho do Japão até à fase final foi feito em dois grupos: na primeira fase de grupos, o Japão ficou em primeiro, no Grupo E, com 22 pontos conquistados em oito jogos, contando apenas com um empate a zero, frente à seleção da Singapura, no último jogo do grupo. Na segunda fase de grupos, voltou a vencer o seu grupo, o Grupo B, com 20 pontos (mais um que a Arábia Saudita) em dez jogos realizados e garantiram assim a qualificação para a Rússia. Com o ex-técnico, Vahid Halilhodzic, os japoneses tiveram uma campanha acessível, digamos assim, e conseguem a quinta presença num a fase final de um Campeonato do Mundo.

A Estrela da Companhia

Fonte: JFA

Shinji Kagawa-  O médio de 29 que atua nos alemães do Borussia Dortmund é a grande estrela da Seleção Japonesa. Um jogador cheio de experiência, o que permite à sua seleção acreditar numa boa prestação. O jogador que também já esteve no Manchester United, foi quase sempre titular esta época na Alemanha, marcou seis golos e detém uma característica bastante favorável a este tipo de seleções: versatilidade. O craque japonês, à semelhança do “Oliver Tsubasa”, um personagem de um anime japonês, pode jogar em várias posições do terreno com elevada disponibilidade, o que favorece o plano japonês, no Mundial 2018.

A Revelação

Fonte: JFA

 

Maya Yoshida- O defesa-central que joga em Inglaterra, no Southampton e que utiliza o número 22 é aquele que tem vindo a surpreender tudo e todos, quer no clube, quer na seleção e neste Mundial pode continuar a fazê-lo. Um central com uma cultura tática acima da média, que gosta de sair a jogar e que ao memso tempo não dá uma bola por perdida, vai ser fundamental para a estabilidade defensiva do Japão, no torneio. O Yoshida é um verdadeiro líder e já capitaneou a Seleção Japonesa nos jogos olímpicos de 2002. Este jogador pode ainda ajudar a sua seleção com golos, porque é o tal central que gosta e sabe marcar golos, na baliza adversária.

O Treinador

Fonte: FIFA

Akira Nishino é o homem que comandará a seleção japonesa no Mundial 2018, na Rússia. O técnico de 63 anos, treinou as seleções de sub-20 e sub-23 do Japão, entre 1991 e 1996 e também vários clubes da J-League, principal liga japonesa, como o Gamba Osaka e os Kashima Reysol. Antes de ser nomeado selecionador, em abril, Akira treinava o Nagoya Grampus.

O técnico ainda não disputou nenhum jogo ao comando da seleção, e por isso é uma incógnita para todos os adeptos e, principalmente, para os adversários do Japão. Contudo, levou o Gamba Osaka às meias-finais do Mundial de Clubes da FIFA em 2008 e liderou a seleção japonesa sub-23 nos jogos olímpicos de verão, em 1996.

Quão alto pode sonhar?

Fonte: JFA

O Japão não tem uma tarefa muito fácil no Mundial de 2018, a realizar na Rússia. Inserido num dos grupos mais competitivos do torneio, senão o mais competitivo, a seleção asiática terá de passar nos testes frente à Colômbia, ao Senegal e por fim à Polónia, se quiser chegar pela terceira vez à fase a eliminar. Contudo, se conseguir passar neste grupo bastante complicado, os japoneses podem vir a sonhar e quem sabe fazer história (tal como a Islândia fez no Europeu de 2016 e na qualificação para o presente Mundial) na competição e atingir pela primeira vez os quartos de final de um Campeonato do Mundo.

Foto de capa: FIFA

Diogo Grácio

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