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Portugal 1-0 Marrocos: A um passo dos oitavos num resultado melhor que a exibição

Carlos Ferreira Silva · 3 min

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A segunda jornada do grupo B deste mundial começou com um Portugal-Marrocos, algo que se viria a revelar uma partida interessante. Os campeões europeus a jogar contra a melhor equipa da fase de qualificação de África. Marrocos contou com um registo imaculado de 25 golos marcados e nenhum sofrido. Ou seja, não perdeu um único jogo na fase de apuramento, mostrando, assim, a organização e o poderio defensivo desta equipa marroquina, que conta com Benatia como principal figura deste elenco. No entanto, nenhum destes países somou uma vitória no primeiro jogo e queria somar aqui os três pontos. Sendo que Marrocos era mesmo obrigado a pontuar para manter a possibilidade de apuramento para os oitavos de final.

A partida começou muito viva e com uma intensidade de jogo alta que prometia animação. Não demorou muito para isto se concretizar. Aos quatro minutos da partida, após um canto, o suspeito do costume trouxe a vantagem para Portugal. Cristiano Ronaldo marca de cabeça deixando Portugal com vantagem. Este golo fez com que os planos de Marrocos fossem alterados, sendo que a seleção tinha agora de procurar o golo do empate e abrir espaços no seu estilo de jogo. Foi isso que fez: começou a jogar mais agressivo e assustou por diversas vezes, ora por Benatia de cabeça a obrigar Patrício a uma boa defesa ou mesmo os lances de Boussoufa que apareceu no coração da área portuguesa, mas acabou em falta sobre Moutinho. Mesmo no fim, Benatia muito próximo do golo após mais um cruzamento de Marrocos. Uma partida muito agressiva, com vários lances terminados em falta deixava a indicação de que o jogo ia ser disputado até ao fim em todas as jogadas. Marrocos esteve mesmo melhor do que Portugal na primeira parte, apesar de um jogo bem disputado.

Fernando Santos terá ficado contente com o resultado mas não com a exibição
Fonte: FPF

Começou a segunda parte com Marrocos a dominar Portugal e a jogar no meio campo do nosso país. Amrabat chegou a testar os reflexos de Patrício mas foi Belhanda que teve a melhor ocasião do jogo, aos 56 minutos, quando obrigou Rui Patrício a uma das melhores defesas deste mundial. Patrício foi enorme e conseguiu manter a vantagem da equipa das quinas. Portugal estava completamente encostado a ver Marrocos jogar e a criar oportunidades uma atrás de outra. Fernando Santos, muito pensativo sobre o que poderia fazer para parar este Marrocos, esgotou as substituições, mas o desfecho foi o mesmo, com Marrocos a fazer pressão alta a Portugal mas sem, mesmo após muitos lances perigosos, conseguir marcar o golo que tanto procurou.

Após este resultado, Portugal fica provisoriamente no primeiro lugar do grupo com quatro pontos e Marrocos é eliminado do Mundial com zero pontos somados em duas partidas. Aguardamos agora o desfecho entre Espanha e Irão, mas a verdade é que Portugal já consegue cheirar os oitavos.

Onzes Iniciais:

Portugal: Rui Patrício; Cedric Soares; Pepe; José Fonte; Raphael Guerreiro; Bernardo Silva (Gelson Martins 59’); João Moutinho(Adrien Silva 89’); William Carvalho; João Mário (Bruno Fernandes 69’); Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo.
Marrocos: Munir; Hakimi; Manuel da Costa; Benatia; Dirar; El Ahmadi(Fajr 86’); Boussoufa; Ziyach; Belhanda (Carcela 75´); Amrabat e Boutaib(El Karbi 69’).

Foto de capa: FIFA

A FIGURA

Fonte: FPF

Cristiano Ronaldo – O nosso capitão mostrou ser mais uma vez fundamental na seleção portuguesa. Marcando, assim, o único golo da partida. Golo esse que garantiu três pontos fundamentais para a seleção das quinas se apurar. Num jogo em que Portugal esteve muito apagado, valeu o esforço de Ronaldo, tanto ofensiva como defensivamente. Muito devemos nós a Cristiano.

FORA-DE-JOGO

Fonte: FPF

Bernardo Silva – A fazer lembrar El Rei D. Sebastião, Bernardo Silva completamente desaparecido frente a Marrocos. Foi reduzido o tempo em que esteve com a bola, muitos passes falhados, não procurava jogo. Acabou por ser substituído por Gelson e foi uma lufada de ar fresco para a seleção portuguesa.

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Carlos Ferreira Silva

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