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Rio Ave FC 2-1 Boavista FC: Vinícius mantém vilacondenses junto dos grandes

Pedro Paupério · 4 min

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Num jogo quase de sentido único, o Rio Ave recebeu e bateu o Boavista por 2-1, mantendo-se no pelotão da frente. Vinícius levou os vilacondenses para o intervalo a vencer por 2-0 e os axadrezados, que jogaram uma hora com menos uma unidade e terminaram com nove, só no final conseguiram reagir.

Na estreia de Fábio Coentrão, José Gomes surpreendeu e colocou o internacional português no lado direito do ataque. Já Jorge Simão efetuou três alterações relativamente ao onze que defrontou o Chaves.

Quanto ao jogo, o início foi aguerrido e foi o Boavista a dispor da primeira oportunidade. Rochinha, que vinha sendo o jogador em destaque, isolou Rafael Lopes com um grande passe, mas o remate do avançado saiu frouxo.

Do outro lado, o Rio Ave, que ia tendo mais bola, procurava responder e chegou ao golo aos 15 minutos. Falha incrível de Sparagna, que falhou uma receção de bola em zona proibida, e Vinícius, solto nas costas da defesa adversária, a fintar Helton e a empurrar para o 1-0.

O golo fez bem à equipa da casa e, já depois de Galeno, num disparo de longe, ter ficado perto de ampliar, Vinícius atirou à barra. O avançado brasileiro trabalhou bem sobre Sparagna já na área, mas, frente a Helton, atirou contra o travessão.

As coisas ficaram ainda mais complicadas para o Boavista à passagem da meia hora quando Sparagna viu o vermelho direto. Vinicius apareceu novamente solto nas costas da defesa axadrezada e o central, na procura do corte, acaba por rasteirar por trás o avançado e receber ordem de expulsão.

O cenário já era muito negro para a equipa de Jorge Simão, mas as coisas ainda se agravaram mais quando, perto do intervalo, o Rio Ave ampliou para 2-0. Diego Lopes isolou Vinícius com um toque sublime e o avançado bateu Helton de novo, chegando ao segundo da conta pessoal.

Vinícius fez uma exibição quase perfeita
Fonte: Liga Portugal

Já no segundo tempo, o Rio Ave entrou a controlar com bola e só Galeno, numa arrancada individual, criou perigo, mas Helton respondeu à altura.

Mas, numa altura em que o jogo estava adormecido e os minutos iam passando, o Boavista chegou ao golo de forma algo surpreendente. Leo Jardim escorrega na altura de responder a um atraso de Nadjack e deixa a bola à mercê de Rafael Costa, que dispara contra o guardião da casa. No entanto, na sequência do lance, Carraça bate o canto para Rafael Lopes que, mais alto que toda a gente, cabeceia para o 2-1.

O Boavista animou com o golo e, apenas dois minutos depois, Rafael Costa podia ter empatado de livre direto, mas o disparo do brasileiro bateu com estrondo na barra.

Os axadrezados estavam a crescer no jogo, mas sofreram nova contrariedade em cima do minuto 80. Choque de cabeças entre Rafael Lopes e Buatu e o jogador do Boavista a cair inanimado no relvado, com os jogadores de ambos os conjuntos a pedirem intervenção rápida das equipas médicas.

O avançado acabou por sair de ambulância, depois de assistido pelos bombeiros, e os axadrezados viram-se obrigados a terminar a partida com apenas nove unidades, o que dificultou o assalto final à baliza do Rio Ave.

A FIGURA

Fonte: Rio Ave FC

Carlos Vinícius – Exibição quase perfeita do avançado dos vilacondenses. Muito oportunista no primeiro golo, finalizou também com frieza o segundo, provocou uma expulsão e ainda atirou uma bola à trave.

O-FORA-DE-JOGO

Fonte: Boavista FC
Sparagna – Era impossível fazer pior. O defesa do Boavista entrou completamente desconcentrado, falhou de forma demasiado infantil no lance do primeiro golo e deixou a sua equipa a jogar com dez numa abordagem muito precipitada.

CONFERÊNCIA BnR

Rio Ave FC

BnR: Fábio Coentrão foi defesa esquerdo durante largos anos, hoje surgiu no lado direito do ataque, é essencialmente para essa posição que conta com ele para esta época? Além disso, Gelson Dala e Gabrielzinho têm sido habituais titulares, hoje ficaram no banco. Fábio Coentrão é mais uma boa opção. Como é que se gere tantas opções para esta zona do terreno?

José Gomes: Em primeiro lugar é bom termos jogadores que conseguem jogar com qualidade em várias posições, e o Fábio pode jogar a lateral esquerdo, a extremo esquerdo ou a extremo direito. É evidente que ainda está à procura do seu melhor ritmo, mas é bom para o clube ter um jogador como ele, que ainda por cima cresceu aqui, e que com toda a humildade tem dado o seu contributo no dia-a-dia e, agora, já fazendo parte das opções, tentar ajudar os seus colegas a conseguir o melhor resultado. Relativamente às opções, são as boas dores de cabeça que um treinador tem. O Gelson Dala é um excelente jogador, o Gabrielzinho é um excelente jogador, tal como o Bruno, o Leandrinho ou o Tarantini, mas é esta luta pelo lugar que dá vida ao plantel, e os jogadores têm trabalhado de forma exemplar.

 

Boavista FC

BnR: O Boavista, sobretudo na segunda parte, enfrentou um contexto dificílimo, a perder por 2-0 e com menos uma unidade, depois até com menos duas. O que é que se diz do banco para uma equipa que enfrenta um contexto tão difícil?

Jorge Simão: Nós temos uma identidade já muito vincada, e jogando com 10, a perder por 2-0, fora, tivemos que ajustar algumas coisas. Pela forma como os jogadores se sentiam, frescos, queriam pressionar mais acima do que o que eu acho que é o normal nestas circunstâncias, pelo que depois acabámos por baixar um bocadinho e juntar mais as linhas. O jogo passou para outra tendência, de segurarmos o resultado, não o deixarmos avolumar e, quando tivéssemos a bola, sermos agressivos na procura do golo. O jogo mudou completamente e nós interpretámo-lo muito bem. Fizemos aquilo que tínhamos a fazer e acabámos o jogo com o Rio Ave com o coração nas mãos.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Pedro Paupério

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