Braga
Ao ritmo dos húngaros | Ferencváros TC 2-0 SC Braga
A deslocação do Braga a Budapeste acabou por ser mais complicada do que aquilo que os minhotos provavelmente antecipavam. Frente a um Ferencváros muito intenso e bem preparado para aquilo que costuma ser o jogo bracarense, a equipa de Carlos Vicens nunca conseguiu verdadeiramente controlar o ritmo da partida. Os húngaros entraram com grande energia, pressionando alto e com referências individuais claras, tentando cortar desde cedo as linhas de construção do Braga. Ainda assim, os minhotos foram conseguindo, a espaços, sair desde trás com alguma qualidade, mas quase sempre sob pressão e sem transformar essa circulação em perigo real perto da baliza adversária. No final, o 2-0 acaba por encaixar bem naquilo que foi o jogo. Taticamente, Vicens manteve a estrutura que tem sido habitual, o 3-4-3, mas com uma nuance que acabou por ter impacto na presença ofensiva da equipa. Os três jogadores da frente surgiam muitas vezes sem posições fixas, recuando para zonas de construção e tentando oferecer linhas de passe entre setores. A ideia passava por ajudar a ultrapassar a primeira linha de pressão do Ferencváros, mas essa movimentação retirava profundidade ao ataque e deixava o Braga muitas vezes sem presença suficiente na frente quando conseguia progredir no terreno. Curiosamente, o primeiro golo nasce precisamente de uma dessas tentativas de ligação vertical, um passe arriscado para um dos avançados que tinha descido no terreno acabou intercetado e deu origem à transição rápida que desbloqueou o marcador.


















