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Opinião

O Sevilha e a situação do ‘treinador bombeiro’: um clube longe do que mostrou ser quando era o ‘dono da Europa League’

Em Sevilha voltou a repetir-se um padrão ao qual nos estamos a acostumar nos últimos anos. Dentro do Sánchez Pizjuán, poucos são os treinadores que resistem e Matías Almeyda seguiu o caminho dos antecessores. Contratado no verão, o argentino trazia a esperança da mudança em Sevilha, mas o problema do clube vai bem além do banco de suplentes. Se fosse ‘só’ isso, a situação não era assim tão grave. O Sevilha parte para o nono treinador em apenas quatro anos, seguindo uma lógica: no começo da época, um técnico com uma ideia positiva, com certo renome, com resultados apresentados nos últimos tempos e um futebol agradável à vista. Foi assim com Julen Lopetegui, com Javier García Pimienta e o já citado Matías Almeyda. Nomes atraentes, longe de serem associados a emblemas com objetivos menores, pelo menos na fase em que aterraram na capital da Andaluzia. Já a meio da temporada, dá-se a mudança repentina, trazendo técnicos com conhecimento da La Liga, que cresceram no ‘barro’ e praticam um futebol menos entusiasmante, mas prático e com resultados, em fases em que o Sevilha necessita de pontos. Em suma, um ‘bombeiro’. José Luis Mendilibar (que até venceu uma Europa League e ganhou o presente (envenenado) de manter-se mais tempo no cargo, Quique Sánchez Flores, Joaquín Caparrós e Luis García Plaza, recentemente apresentado, encaixam neste perfil. O regresso de Jorge Sampaoli e a contratação de Diego Alonso foram ‘devaneios’ da direção desportiva e que não encaixam em nenhum destes registos.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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