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Tribuna VIP

190 artigos

Jogos Olímpicos

João Prates: O desafio de exigir medalhas Olímpicas num país sem Cultura Desportiva

O Desafio de Exigir Medalhas Olímpicas num País sem Cultura Desportiva. Em ano de Jogos Olímpicos, a expectativa por medalhas para Portugal torna-se um tema recorrente nas conversas e nos meios de comunicação. A nação anseia por conquistas que elevem o nome de Portugal no cenário internacional, mas essa expectativa precisa ser ponderada com uma reflexão crítica sobre as condições em que os nossos atletas se preparam para a competição. Portugal, infelizmente, ainda está longe de ser uma nação com uma cultura desportiva enraizada, e isso reflete-se directamente nos resultados alcançados pelos nossos atletas. Portugal é o país da União Europeia onde a maior percentagem da população nunca pratica desporto. Este dado por si só, já seria suficiente para questionar a legitimidade das expectativas de medalhas olímpicas, mas é apenas a ponta do iceberg. O sonho olímpico dos nossos atletas é, na maioria das vezes, um acto de superação individual num contexto que não lhes oferece as condições, infraestruturas, investimento e apoios necessários para competir de igual para igual com a maioria dos seus rivais internacionais.

Redação BnR · 3 min de leitura
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Supertaça Portuguesa

Orlando Costa: Um Superclássico entre Sporting e FC Porto diretamente para a história

Naquele que habitualmente é o jogo de abertura da época oficial em Portugal, tivemos um jogo que irá para os anais do futebol português. Num jogo que todos os adeptos gostam, mas que os treinadores nem por isso, tivemos um desfecho que deu a Supertaça Cândido de Oliveira 2024 ao FC Porto. Rúben Amorim e Vítor Bruno optaram por manter os "onzes" que vinham utilizando ao longo da pré-época. Enquanto o Sporting conseguiu fazer retornar rapidamente os seus internacionais, e permitiu a Rúben Amorim preparar este jogo com todos presentes, Vítor Bruno já não teve a mesma fortuna. Os seus internacionais chegaram mais tarde e acabaram muitos deles por ser preteridos da convocatória.

Redação BnR · 9 min de leitura
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Orlando Costa: A Pré-Época de Benfica, Sporting e FC Porto | Melhorias e novas ideias

Uma pré-época traz sempre grandes expectativas e um novo encanto relativamente à campanha que se aproxima. Os três grandes voltaram ao trabalho e procuram desenvolver e preparar-se da melhor forma para enfrentar os desafios que irão encontrar ao longo da temporada, de modo a cumprirem os seus objetivos. A pré-época tem sido positiva para os três grandes, pelo menos pelo que foi possível observar nos seus jogos, demonstrando todos uma evolução desde o primeiro momento até ao presente. Prova disso têm sido os resultados (que apesar de valerem pouco, vão demonstrando algum acerto e coordenação dentro da equipa), onde nenhuma das três equipas perdeu um jogo.

Redação BnR · 13 min de leitura
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Gonçalo Pereira: Identidade será sempre a melhor tática | Espanha x Inglaterra

Euro 2024. Haverá competição de futebol maior do que uma fase final de Seleções (seja Europeu ou Mundial), capaz de mover nações inteiras unidas pela paixão a este desporto? Escrevo este artigo durante a final do Euro 2024, entre Espanha e Inglaterra. E faço-o porque, como Pep Guardiola referiu, “o maior erro é julgar o trabalho de um treinador pelo resultado”. O que a equipa de Luis de la Fuente apresenta em campo é um regalo para qualquer amante deste desporto e, ainda mais para mim, que faço vida como treinador de futebol. A simplicidade das ações da seleção espanhola, assentes naquilo que é o Juego de Posición, que marca a metodologia de treino espanhola, constituem aquilo que de melhor se pode ter numa equipa de futebol: identidade!

Redação BnR · 3 min de leitura
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Gabriel Silva: O que não ajudou nas prestações da Seleção Nacional | Portugal x França

Ao longo do torneio, Portugal demonstrou dificuldades contra equipas que defendem com o bloco compacto, nomeadamente a República Checa, a Geórgia e a Eslovénia. Contra a Geórgia o apuramento estava garantido e existiu rotatividade de jogadores, mas perceberam-se também dificuldades no equilíbrio defensivo após a perda. A nível ofensivo, apesar de ter muita posse de bola (até ao jogo com a França era a seleção com mais posse de bola do Torneio e uma das melhores na eficácia do passe), Portugal foi pouco incisivo a procurar diferentes soluções para criar situações de finalização. Os poucos golos marcados por Portugal relevam falta de capacidade de criação de oportunidades.

Redação BnR · 3 min de leitura
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Luís Gonçalves: Cristiano Ronaldo não é de ferro e não tem de jogar 120 minutos

Num jogo muito difícil, em que Portugal se apresentou num 4-3-3 híbrido com o mesmo onze do jogo com a Turquia, Cristiano Ronaldo foi um jogador inconformado e esforçado, que lutou muito e tentou de todas as formas alcançar o golo, mas nem sempre com as melhores decisões. A jogar como ponta-de-lança, com Bruno Fernandes como médio mais próximo, Bernardo Silva à direita, fez várias combinações com Rafael Leão (à esquerda) e tentou vários cabeceamentos para golo, respondendo a cruzamentos bem medidos, com destaque para Cancelo, mas sem sucesso. Marcou todos os livres, de várias formas, alguns passaram bem perto, outro foi bem defendido por Oblak.

Redação BnR · 2 min de leitura
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Campeonato da Europa

João Prates: 2 destaques positivos e 2 destaques negativos do Euro 2024

Espanha: O Renascimento da Fúria Roja A Espanha entrou no Euro’2024 sob a liderança de Luis de La Fuente com a tarefa árdua de redescobrir sua identidade e, ao mesmo tempo, renovar a sua equipa com jovens Pedri, Yamal e Nico Williams e com os experientes Nacho, Rodri, Fabian Ruiz. Conseguiu reinventar o seu estilo de jogo, mesclando a tradicional posse de bola com uma abordagem mais dinâmica e vertical. A tática do selecionador mistura o famoso "tiki-taka" com transições rápidas e eficazes na procura do golo, mas consegue manter o equilíbrio defensivo, sendo a única seleção na competição que ainda não sofreu um golo.

Redação BnR · 3 min de leitura
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Campeonato do Mundo

Miguel Valença: Mudar ou não mudar, é a questão do momento | Portugal x Geórgia

Depois do resultado e boa exibição de Portugal, em 4-3-3, frente à Turquia, Roberto Martinez voltou a apostar no 3-4-3. Optar por um sistema com 3 centrais em que nenhum deles sobe para atrair, fixar e soltar, abdicando de uma unidade com capacidade para criar desequilíbrios e vantagens nas zonas mais adiantadas do terreno. Dar minutos aos menos utilizados para fazer descansar os jogadores com mais tempo de jogo é normal e natural, ainda para mais num final de uma época onde muitos dos jogadores fizeram mais de 50 jogos.

Redação BnR · 2 min de leitura
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Gabriel Silva: O segredo da mudança | Portugal x Turquia

Portugal expôs as dificuldades defensivas da Turquia, que procurou abordar o jogo de igual para igual, e acabou por ser ‘castigada’ pela qualidade dos jogadores lusos. O segredo esteve na mudança de Martinez. O selecionador optou por alterar o sistema tático e promoveu a entrada de Palhinha no onze. Estas mudanças foram fundamentais para permitir à equipa pressionar alto com o bloco compacto e as linhas juntas, pois o jogador do Fulham é exímio neste papel de aglutinador de toda a pressão, quer pela sua ocupação e abrangência posicional, quer pela capacidade de recuperação de bola.

Redação BnR · 2 min de leitura
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Campeonato da Europa

Luís Gonçalves: Os 7 jogadores em destaque na primeira jornada do Euro 2024

Na primeira jornada do Europeu destacaram-se vários jogadores nas suas respetivas seleções. Logo no jogo de abertura, gostei muito do jogo do regressado Toni Kroos, mas também do sempre irreverente Musiala. Kroos é o garante do equilíbrio da equipa alemã no seu 4-2-3-1, garantindo sempre que a equipa quando ataca esteja sempre preparada para o momento da perda de bola. Excelente no passe, curto e longo e na sua eficiência (101 passes certos em 102). Foi o verdadeiro comandante da equipa. Jamal Musiala esteve brilhante, criando constantes desequilíbrios sobre a defesa contrária, fletindo da esquerda para dentro, mas também fazendo a diferença no corredor central. Jogador rápido, criativo, muito forte no 1x1, marca e assiste. O futebol precisa de jogadores como ele, que joguem com velocidade e alegria.

Redação BnR · 3 min de leitura
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Paulo Robles: Como jogará Portugal no Euro 2024?

O talento e a experiência de Portugal. A postura habitual ou surpreender? Variar a forma de jogar jogará a favor? Vamos a um exercício extremamente difícil. Vamo-nos colocar na cabeça do selecionador Roberto Martinez antes do Euro 2024. Passada uma fase de apuramento, onde conseguiu algo que já havia conseguido na seleção Belga, um “clean shot”, passada uma etapa de adaptação, de ficar nas boas graças do povo, etc, surge agora um momento crucial. O de corresponder com resultados, com conquistas. Nada mais natural pensar, que o selecionador sabe perfeitamente que convocou 26 jogadores, mas que haveria muitos mais por onde escolher. Que escolheu, baseado num critério fundamental: jogadores habituados a ganhar nos clubes, com boa atmosfera, que entendeu a mensagem do selecionador e que lhe dará garantias de estar protegido no passar da mensagem. Concordo.

Redação BnR · 3 min de leitura
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Taça de Portugal

Marco Pedroso: O que podemos esperar da final entre Sporting e FC Porto?

Marco Pedroso, de 45 anos, foi videoanalista na equipa técnica de Jorge Jesus desde 2007 até 2015, transitou para a de Rui Vitória quando este chegou ao Benfica, trabalhando depois com Bruno Lage e Nélson Veríssimo, aí já como adjunto de campo. Com Veríssimo seguiu depois para o Estoril, com quem terminou contrato neste final de temporada de 2023/24. Pelo caminho, aprofundou conhecimentos tendo realizado recentemente o exame UEFA-Pro para treinadores. Sporting e FC Porto vão defrontar-se pela sexta vez na final da Taça de Portugal. Nas cinco decisões anteriores houve muito equilíbrio, tiveram sempre prolongamentos com muitas polémicas à mistura e em nenhuma o vencedor acumulou o troféu com o de campeão nacional na mesma temporada. O saldo está em três vitorias para os leões e dois triunfos para os dragões, que alcançam a terceira final consecutiva.

Redação BnR · 7 min de leitura
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António Barbosa: FC Porto B e Benfica B. O impacto das equipas da formação

Um dos fundamentos da criação das equipas B passa pela intenção de dar maior espaço competitivo ao talento que os clubes portugueses desenvolvem na sua formação, bem como a jovens promessas que estão a surgir em diferentes competições, mas que por diversos motivos, devido ao momento específico seu crescimento, aí encontram o contexto mais adequado para evoluírem e assim chegarem mais capazes às equipas principais. Das equipas B que iniciaram seu percurso na segunda liga, apenas duas ainda persistem: o FC Porto e o Benfica. No FC Porto, contabilizando os jogadores que fizeram parte dos trabalhos da equipa A esta temporada, 15 elementos tiveram presença contínua na academia do clube. Procurando expressar o impacto que a formação tem na equipa principal, em particular no que se refere às zonas de campo mais utilizadas durante a presente época, o setor ofensivo contou com um total de utilização de 4533 minutos, com grande participação de Galeno e Francisco Conceição. Por outro lado, o setor menor representado foi meio-campo, que contou com 214 minutos de utilização de jogadores saídos da formação do FC Porto. 

Redação BnR · 4 min de leitura
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Sporting

Luís Gonçalves: O papel dos pontas de lança em equipas que jogam para o título

Qualquer equipa que queira ser campeã, em qualquer competição, deve ter pontas-de-lança ou avançados, se preferirem, finalizadores. Saber “jogar na área”, dominando os espaços e os “timings” necessários para uma eficaz finalização fazem a diferença. Será esta a única característica de um bom ponta-de-lança? Evidentemente que não. Um ponta-de-lança tem de ser forte no jogo aéreo, ter uma boa orientação espaço-temporal que lhe permita jogar com pouco espaço, fruto das marcações individuais dos adversários diretos, boa velocidade de execução (sem espaço não há tempo), controlo emocional para manter a “frieza” e ser eficaz na tomada de decisão, mas ao mesmo tempo ser rápido e “explosivo”, demonstrando a capacidade de atacar a profundidade se o jogo o exigir e a ideia de jogo do treinador também. Deverá ser capaz de se posicionar para receber a bola, fomentar oportunidades de finalização e atrair defesas para criar espaços para os colegas de equipa. Muitas vezes será o primeiro homem da pressão, quando a sua equipa não tem bola, assumindo ação importante no momento da perda da bola, ajudando a uma transição defensiva mais efetiva.

Redação BnR · 2 min de leitura
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FC Porto

Finalmente um diretor-desportivo no FC Porto

A estrutura do FC Porto nunca valorizou o cargo de drretor-desportivo e só com Antero Henrique essa função ganhou, através da sua competência, alguma notoriedade. Um clube demasiado presidencialista que acaba “por secar” quem rodeia o Presidente ou quem começa a ganhar algum protagonismo. Depois da saída de Antero Henrique a função de diretor-desportivo ficou num limbo e foi sendo desempenhada por Luís Gonçalves e, mais recentemente também, por Vítor Baia, mas sem que ambos sejam identificados como tal e, já agora sem, na minha opinião, competências para tal.

Luís Coelho · 2 min de leitura
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