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A estatística que explica a vitória: Argentina teve 88% da posse de bola desde o golo de Inglaterra e foi assim que carimbou a reviravolta

Diogo Ribeiro · 1 min

Lionel Messi Argentina Elliot Anderson Inglaterra 3
Foto: Federação Argentina de Futebol

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A Argentina venceu a Inglaterra por 2-1 nas meias-finais. Depois do golo sofrido, argentinos tiveram 88% da posse de bola.

A Argentina está na final do Mundial 2026, depois de bater a Inglaterra por 2-1. O resultado até começou por ser favorável aos ingleses, mas os argentinos conseguiram a reviravolta… e há um dado que o explica.

Desde que Anthony Gordon marcou, aos 55 minutos, e até ao golo do 2-1 de Lautaro Martínez, já nos minutos de desconto, a seleção albiceleste teve 88% da posse de bola. Os ingleses, tiveram apenas 12%, tendo sido remetidos a um bloco defensivo que não teve resultado.

Na final, a albiceleste defrontará a Espanha, que venceu a França por 2-0 e já tinha assegurado a presença na derradeira partida. A final está agendada para Nova Jersey no domingo, dia 19 de julho.

Diogo Ribeiro

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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