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Jorge Jesus e Bruno Fernandes vão falar com a imprensa a partir das 17 horas, para fazer a antevisão ao Portugal x Noruega.
Jorge Jesus e Bruno Fernandes vão fazer a antevisão ao jogo entre Portugal e a Noruega, a partir das 17 horas. Os dois elementos vão estar na sala de imprensa do Estádio do Dragão de forma abordar o encontro da quarta jornada da Liga das Nações.
Podes acompanhar abaixo as declarações de Bruno Fernandes e Jorge Jesus AO MINUTO:
Jorge Jesus: «O que quero é que possamos ganhar para praticamente estarmos qualificados para os quartos de final. Depois, se conseguimos fazer o que fizemos no jogo com a Dinamarca em Copenhaga, que fizemos um jogo excelente jogo com momentos de jogo com muita qualidade. Essas duas coisas eram aquilo que queria mais, mas no futebol nós nem sempre o que quer consegue. Consegue, não consegue às vezes num jogo. Gostava que Portugal ganhasse, que no nosso país pudesse ficar logo o carimbo da qualificação».
«Disponível para uma reconciliação com Cristiano Ronaldo? O foco tem de ser a seleção, por tudo. A Noruega, aquilo que temos de fazer bem, que o nosso povo também em sintonia com a bandeira e com o objetivo. O Cristiano Ronaldo é um símbolo da seleção, de Portugal. Que fique bem claro. Depois do jogo há muito tempo para se falar sobre isso».
«Impacto mediático nestes dias, papel de jogadores mais experientes e conversa da reconciliação? Neste momento, vou-me focar na equipa, no adversário. A Noruega é uma equipa do top-5 da Europa, com grandes jogadores. Temos de estar focados. Depois temos todos tempo para analisar, até mesmo em relação aos jovens jogadores portugueses. Depois temos mais dois jogos, mas primeiro temos que carimbar a qualificação».
«Carinho que espera das bancadas e se teve contacto com Cristiano Ronaldo nos últimos dias? O carinho que procuro e gostava de ter não passa do símbolo da seleção. O carinho é para a equipa, para os jogadores, não é particularmente para mim. Eu faço parte de uma equipa, sou o comandante de uma equipa. Esse afeto que os adeptos têm pelo país. Antes de ser selecionador também era adepto da seleção ferrenho e doido. Olhava para o país. Não quero estar à parte de nada da Seleção».
«Não me vou desviar… já estamos a ir para 2030. O futebol é dia a dia, jogo a jogo. O jogo amanhã é o mais importante. Um jogo que se espera bem jogado. É para aí que eu quero ir. O problema neste momento chama-se Noruega».
«Situação de João Félix e Francisco Conceição e se podem ser opções? Normalmente temos feito quatro alterações, não quer dizer que possa fazer uma quinta alteração. Tudo depende das condições dos jogadores e indicações que me deram. Vamos para o quarto jogo. Os jogadores que jogam mais minutos começam a estar no risco da lesão. Amanhã, vamos mudar alguns jogadores mais carregados. O Félix recuperou, acho que recuperou… ainda temos de fazer um treino».
Jorge Jesus respondeu a uma pergunta a Bola na Rede:
«Temos vantagens numas coisas e desvantagens noutros momentos. A questão física, aí perdemos. Têm cinco jogadores, dos que jogam, entre 1,90m e 1,88m. Mas depois também temos vantagens, não somos tão grandes mas tecnicamente somos melhores, somos mais rápidos. Isso portanto equilibra. Os nossos médios são todos jogadores com 1,70/75, mas com bola nos pés é difícil pará-los. Tentar que isso entre dentro do jogo. O treinador da Noruega já viu o filme do primeiro jogo».
Pedro Neto? Nestes três jogos, deu indicações. Perdemos o Francisco Conceição e, portanto, isso também lhe deu alguma vantagem, em termos de duração de jogo. Mas amanhã já é o quarto jogo e as campainhas já estão a tocar nele. Vamos ver o treino de hoje».
«O que o Brasil não fez ou deveria fazer, o Ancelotti certamente agora tem uma opinião diferente, porque já passou o jogo. Aquilo que identificámos como estratégia foi fechar alguns momentos de jogo da Noruega, não vou dizer quais são. Três ou quatro momentos com bola que são fortes e conseguimos fazer, por isso é que conseguimos vencer».
«Haaland? Tentamos que sejam as duas coisas: parar o jogo da Noruega para que o jogo não chegue tão fácil ao Haaland e depois, quando chegar, que o central, no um para um, seja tão forte como ele».
Bruno Fernandes
«Teve de saber sofrer também pela qualidade da Noruega, seleção de muita qualidade, jogadores de grande nível e que causam dificuldades. Há que ver e dar valor ao trabalho defensivo que foi feito, porque foi bom. Demos mais oportunidades do que queríamos, mas, ao mesmo tempo, conseguimos ser muito eficazes na maneira como defendemos. Há sempre coisas a melhorar e este não foi diferente, apesar de o resultado ter sido melhor e a exibição falar-se de que foi melhor. É cada vez mais difícil ganhar fora de casa e foram três pontos muito importantes. Que amanhã sejam outros».
«Novo sistema da Seleção? Começando pela última parte, o mister é que decide isso. Há muita qualidade nesta Seleção e só saímos beneficiados nisso, com jogadores que podem jogar em posições diferentes, que podem estar em campo ao mesmo tempo, como no último jogo. João Neves esteve ao mesmo tempo que o Vitinha, que o Rúben Neves, eu, Félix e somos jogadores que podemos ocupar posições muito similares. Isso é um ponto muito positivo para nós. Estar na Seleção é algo extraordinário e não devia ser visto de forma negativa, independentemente de jogarmos mais ou menos. Todos queremos jogar. Somos todos titulares nos clubes e queremos começar nos jogos e causar dores de cabeça ao mister, para as opções serem mais difíceis de serem tomadas».
«Cristiano Ronaldo? Para finalizar o assunto, não tenho necessidade de falar com os meus colegas de equipa. Sabemos como gerir as nossas próprias situações. Temos uma situação que em nada tem a ver com os jogadores e o papel mais importante que podemos ter é dar resultados em campo. Tive uma conversa com o Cris. O que lhe disse é que o mais importante, independentemente do que aconteça, é que ele nunca deixará de ser o maior símbolo da nossa seleção e país, por tudo o que fez em Portugal e mundo fora. Ele tem um lugar reservado não só nos melhores de todos os tempos, mas no coração de todos os portugueses. O mais importante agora é deixarmos de dividir as águas, a seleção é uma só e todas as casas devem resolver os seus assuntos à porta fechada. Acho que assim será e que tudo acabe a bem de um lado e do outro. Nós estamos fora do assunto, passamos muito tempo a jogar cartas e estamos fora da polémica em torno deste assunto, mas peço que o país não se divida, que não faça escolhas, que respeite e aceite todos os lados. O Cris é e será sempre o maior ícone da nossa seleção, do futebol mundial, e merece o respeito de todos os portugueses, independentemente de quem goste mais ou menos».
«Conversa com Jorge Jesus? Já trabalhei com o mister, foi ele que me trouxe aos grandes palcos de Portugal. Sei da exigência e das duras que é preciso levar de vez em quando, umas com mais ou menos razão, mas a exigência do mister é também pela crença que ele tem na nossa qualidade e no que podemos dar à Seleção. Há pontos a melhorar e as palavras do mister fizeram com que melhorasse na segunda parte».
«Mais alegria? Eu já estou aqui… Na mudança de Fernando Santos para Roberto Martínez, foi a mesma pergunta. Dizia-se que o ambiente era mais positivo, mais leve. Agora, outra vez, essa mudança mais positiva. Cada treinador tem a sua forma de trabalhar, uns mais de acordo com certos jogadores. O facto mais importante é que as ideias estão a ser assimiladas muito rapidamente, principalmente defensivamente, que o mister sempre trabalhou mais próximo. A linha defensiva tem sido muito importante, temos visto os resultados disso, há sempre melhorias, mas a realidade é que os jogadores adaptaram-se muito bem e, quando a equipa ganha, é mais fácil que as ideias sejam mais assimiladas. O mais importante é ganhar, assimilar ao máximo as ideias e passá-las para o campo».
Bruno Fernandes respondeu ao Bola na Rede:
«Acabam por ser duas posições muito similares no que o mister pede ofensivamente. Defensivamente, jogar um pouco mais descaído na esquerda, obriga a acompanhar o lateral, fechar dentro quando a bola está do outro lado, tentar ajudar os médios. Jogando como no último jogo, passa mais por ajudar o avançado nos primeiros momentos de pressão e, nos momentos mais baixos, fazer parte de um trio de médios que ajude a fechar o meio-campo. Essas dinâmicas são importantes de assimilar, mas mais importante é que a equipa tenha as ideias bem definidas para fazermos diferente e não sermos previsíveis».
«Gestão do impacto do tema Cristiano Ronaldo face a outros assuntos? É um processo natural. Nós estamos muito habituados a isso. Eu joguei com o Cris no clube, muitos de nós já jogámos com ele na seleção há anos, e a atenção mediática não nos retira foco. Sabemos que estamos a fazer as coisas bem, o Cris incluído, porque faz parte da equipa e fez parte do primeiro jogo. Sabemos que estamos na direção que queremos estar, mais perto do objetivo, e o importante é sabermos deixar de lado tudo o que possa ser ruído e focar no mais importante dentro de campo. Fora do campo não nos cabe gerir isso. Cabe-nos gerir emoções bem assentes quando entramos em campo».
«Os artistas têm de ter sempre alguma na manga. Amanhã estaremos lá e tentaremos dar ao povo mais uma alegria. Temos muitos jogadores com muita qualidade, que podem criar momentos espetaculares em qualquer altura do jogo, e esperemos que estejamos todos inspirados. Já fomos muito felizes no Dragão, em muitas das últimas qualificações, assegurámos a passagem no Dragão. Que seja um bom presságio».









