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Emiliano Martínez analisa o percurso no Mundial 2026: «Podíamos ter jogado com Portugal, mas a Colômbia dominou»

Dinis Jacob · 2 min

Emiliano Martínez
Foto: Federação Argentina de Futebol

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Na antevisão ao Espanha x Argentina, Emiliano Martínez refletiu sobre o percurso até à final do Mundial, lembrando que Portugal poderia ter sido um dos adversários.

Na passada sexta-feira, Emiliano Martínez marcou presença na conferência de imprensa de antevisão à final do Mundial 2026, entre Espanha e Argentina. O guardião argentino começou por afastar favorecimento da FIFA, lembrando que poderiam ter enfrentado Portugal nos quartos de final:

«As pessoas dão opiniões relativamente aos rivais, mas não somos nós que os colocamos lá ou que os decidimos. Íamos enfrentar Portugal nos quartos de final, mas a Colômbia dominou o jogo contra Portugal e a Suíça ganhou à Colômbia, então tivemos de jogar contra eles. Contra a Suíça, tivemos um jogo difícil, com muito calor».

De seguida, Emiliano Martínez destacou a resiliência da seleção argentina, reforçando que não há margem para erros:

«No domingo, será uma final com muito calor, temos de adaptar-nos a essa situação, jogar e ganhar. Penso que não há outra seleção que se adapte às situações como a nossa. A margem de erro é muito curta. Cometemos alguns erros defensivos, mas, se tens quem marque um ou dois golos, basta manter a baliza inviolada para nos coroarmos».

O guarda-redes do Aston Villa revelou ainda que esteve perto de falhar o Mundial devido a uma fratura no dedo anelar da mão direita, sofrida durante a final da Europa League:

«Quando, depois de ganhares uma final com um dedo partido, te dizem que tens de ser operado e que vais perder a fase de grupos do Mundial, a verdade é que a tua cabeça se enche de perguntas».

Por fim, Emiliano Martínez explicou como a lesão afetou a sua preparação para o torneio:

«Tive uma preparação totalmente diferente da dos outros. A dois dias do primeiro jogo, atirava-me com uma mão, parecia um coxo. Obviamente, em toda a fase de grupos, não pude treinar com o grupo. Isso afetou-me muitíssimo, porque sou uma pessoa que adora treinar. (…) A partir dos oitavos ou dos quartos, depois do Egito, já treinei normalmente e, sinceramente, sinto-me muitíssimo melhor».

Dinis Jacob

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