Madjer concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O antigo jogador explicou a vertente técnico-tática do futebol de praia.
Madjer, antigo jogador e coordenador nacional do futebol de praia na Federação Portuguesa de Futebol, foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. A lenda das areias falou da vertente técnico-tática do jogo.
«Nós começámos com a formação de treinadores e acho que foi também um passo importante da Federação Portuguesa de Futebol. Realmente, qualificámos os treinadores existentes, mas que são treinadores que vêm oriundos do futebol e do futsal. Qualificámos com aquilo que são as nossas ideias no futebol de praia. Com esse trabalho, de há um ano para cá, realmente notámos grandes diferenças nos jogadores. Há alguns clubes que já apostavam na formação, mas nós não lhes dávamos a competição. Agora demos a competição e alguns jogadores, no espaço de um ano, já estão num contexto de seleção A. Vemos também a comunicação dos nossos treinadores a ser uma comunicação não a jogarem futebol na praia, mas a jogarem futebol de praia, ou seja, a passarem esta mensagem, a passarem ideias mais concretas daquilo que é a especificidade da modalidade. Acho que isto foi um ponto de viragem importante e estamos a falar de um ano. Notámos isso nas características que um jogador de futebol de praia tem de ter», destacou Madjer, que falou das especificidades técnico-táticas da modalidade.
«Eu também, quando cheguei, jogava futebol na praia, que é diferente. Ou seja, é uma modalidade muito específica. Requer uma técnica completamente diferente daquilo que é um contexto de futsal e de futebol. Eu tive o privilégio de passar pelas três variantes no futebol. A minha formação é no futebol 11, depois joguei futsal numa fase em que havia menos competição no futebol de praia, e então, conjugava o futebol de praia com o futsal. E depois, pronto, dediquei-me a 100% ao futebol de praia. As diferenças são essas. É a parte técnico-tática, apesar de nós, agora, cada vez mais irmos ao encontro daquilo que é a tática do futsal em algum tipo de jogadas e bolas paradas. Bebemos muito do futsal porque tem muito esse conceito tático, mas depois, em tempos técnicos, não tem nada a ver com as três variantes. Nós precisamos de ter um controlo muito mais apurado da bola pelo ar porque a areia tanto pode ser um aliado, como pode ser um adversário. Quando recrutamos do futsal e do futebol 11 para ir para o futebol de praia, é isso que nós fazemos. Primeiro é uma experimentação. Depois é fazer com que os próprios atletas percebam as diferenças com os fundamentos básicos do futebol de praia», explicou o antigo jogador.
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