Rui Borges analisou o empate a uma bola entre Famalicão e Sporting, em conferência de imprensa após o encontro.
Rui Borges marcou presença na sala de imprensa para fazer a análise ao empate entre Famalicão e Sporting (1-1), em jogo da 6.ª jornada da Primeira Liga. O técnico dos leões começou por fazer um comentário sobre o jogo:
«É um jogo simples de analisar. Na primeira parte, entrámos nos primeiros 20-25 minutos com paciência com bola, sabendo que o campo não estava muito bom para o jogo interior, por isso tínhamos de ganhar por corredores. Entrámos bem, atraindo o Famalicão sem deixar que entrassem em contra-ataques. Depois fomos perdendo a paciência, tentámos mais passes longos e fomos deixando o Famalicão entrar em ataque rápido. Na segunda parte entrámos exatamente igual, instalando o jogo no meio-campo do Famalicão e criando várias situações de golo. Na única oportunidade que o Famalicão teve, num lance em que tínhamos de ser mais intensos no corredor esquerdo, fomos infelizes no corte do Inácio e a bola acabou por entrar».
«Arbitragem? Em relação à arbitragem, não vou comentar. Os lances do jogo são subjetivos. No lance do golo, faltou-nos atitude competitiva no único minuto em que não tivemos a energia e intensidade habituais. É algo que não pode acontecer numa equipa como o Sporting. Independentemente de jogarmos com 10 ou 11, o Inácio acabou por ser infeliz e o Famalicão feliz nesse momento. Há coisas que não controlamos».
«Mudança de chip? O chip estava mudado, a equipa teve um compromisso enorme. No único minuto em que desligámos essa atitude competitiva, fomos penalizados. Numa equipa como o Sporting, que quer lutar pelo título, não se pode desligar um segundo que seja. Quanto ao Zalazar, esteve doente nos últimos dois dias e por isso optámos por não o colocar de início».
«Empate na véspera de clássico? Estamos preocupados connosco. Claramente é um resultado que não desejávamos para o nosso caminho, por isso temos de melhorar e crescer ainda mais para o próximo jogo».
«Entrada de Ioannidis? Penso que não. A opção do Ioannidis era precisamente por estarmos a entrar pelos corredores. A ideia era manter o máximo de largura, colocando dois homens na área para atacar a bola e o Zalazar vindo de fora para dentro. Mesmo depois do golo do empate, tivemos três situações claras de cruzamento em que podíamos ter finalizado melhor».

