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Sindicato dos Jornalistas ataca declarações de Roger Schmidt: «Não podem ser toleradas»

Diogo Ribeiro · 3 min

Roger Schmidt Benfica
Foto: BTV

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O Sindicato dos Jornalistas já reagiu às declarações de Roger Schmidt na conferência de imprensa. Treinador do SL Benfica acusou jornalista de ser do FC Porto ou do Sporting CP.

O Sindicato dos Jornalistas já respondeu a Roger Schmidt. Num comunicado intitulado «A liberdade de questionar não tem clube», o órgão defende o jornalista e visou a postura do técnico encarnado.

Recorde-se que Roger Schmidt acusou um jornalista de ser adepto do Sporting ou do Porto depois de realizar uma pergunta sobre a exibição do Benfica no dérbi.

Eis o comunicado do Sindicato dos Jornalistas sobre Roger Schmidt na íntegra:

«O Sindicato dos Jornalistas (SJ) repudia as declarações do treinador Roger Schmidt, após o jogo entre o Benfica e o Sporting, no estádio da Luz, quando questionou, por duas vezes, a preferência clubística de um jornalista presente na sala de imprensa, colocando em causa a sua independência e credibilidade. As declarações do técnico não podem ser toleradas num país em que tem que ser respeitada e garantida a liberdade de fazer perguntas.

A atitude de Roger Schmidt é inaceitável num país em que a Liberdade de Imprensa é uma garantia fundamental e vinda de um protagonista que tem dimensão pública e social e que deve saber ter comportamentos responsáveis e ajustados a essa mesma dimensão.

O Sindicato dos Jornalistas lamenta que, mais uma vez, os jornalistas sejam o bode expiatório para fugir a questões legítimas e que podem e devem ser feitas. Questionar é a essência do exercício do Jornalismo e atitudes como esta colocam em causa a idoneidade de uma classe profissional. Os jornalistas questionam, e vão continuar a questionar. É esse o seu papel. E está garantido na Constituição, no Artigo 38.º e chama-se Liberdade de Imprensa.  

O SJ aproveita para reiterar o apelo às Direções dos órgãos de informação, e respetivos profissionais, para que reajam ativamente a este tipo de atitudes, que atentam contra os jornalistas coletivamente, e tomem posição pública contra as mesmas. Ao jornalista em causa em concreto, o SJ coloca-se à disposição para tomar as ações que considerar convenientes.

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