O Rio Ave enfrenta o Estrela da Amadora às 18h45 desta segunda-feira, na sexta jornada da Primeira Liga. Eis a antevisão de Sotiris Silaidopoulos e Pepa.
O Rio Ave prepara-se para receber o Estrela da Amadora num encontro da sexta jornada da Primeira Liga, agendado para as 18h45 desta segunda-feira. Na conferência de antevisão da partida, Sotiris Silaidopoulos reconheceu o momento positivo do adversário:
«É um jogo importante para nós. O Estrela começou muito bem, está invicto e vem de um resultado muito bom frente ao Sp. Braga. É uma equipa sólida, com muita mobilidade e boas dinâmicas. Tem três jogadores na frente que estão num momento de grande forma. Mas para nós é importante agir e não reagir. Precisamos de voltar às exibições que tivemos nos três primeiros jogos da época».
Questionado sobre a reação do grupo à derrota pesada frente ao Santa Clara, o técnico do Rio Ave afirmou:
«Claro que, quando temos um resultado como este, um resultado negativo (4-0), são sempre momentos de reflexão, individualmente e enquanto grupo. Acho que todos perceberam que precisamos de subir o nível e fazer mais. Quero ver e transmitir para o jogo de amanhã a energia, a concentração e a intensidade que vi nos treinos desta semana. É disso que precisamos e é algo que todos compreendem. Quando temos um resultado destes, queremos que o próximo jogo chegue rapidamente. Foi essa a sensação que tive dos jogadores e do grupo. Como disse, queremos agir e não reagir. Se analisarmos os jogos que fizemos, os três primeiros jogos da época foram diferentes dos dois últimos. Com o Sporting foi um jogo difícil, mas o encontro com o Santa Clara é uma partida que não pode caracterizar a nossa equipa nem as nossas exibições. Precisamos de voltar ao que éramos, aos princípios básicos, à agressividade e à vontade que temos de mostrar dentro do jogo. Precisamos dessa competitividade que nos pode ajudar a ganhar os jogos. É isso que quero ver amanhã e tenho a certeza de que o vamos mostrar em campo»
Sotiris Silaidopoulos abordou também as recentes lesões e mudanças no plantel:
«Claro que é sempre mais difícil quando temos de falar de lesões e de novos jogadores que chegam nos últimos momentos. Isso cria dinâmicas diferentes dentro da equipa. Mas precisamos de manter os nossos princípios, os nossos valores e mostrar a energia e a concentração que vi durante toda esta semana nos treinos. Temos de levar isso para o jogo, perante os nossos adeptos e no nosso estádio. É uma grande oportunidade para voltarmos ao caminho certo».
Sobre as baixas do Rio Ave para a partida, o técnico referiu:
«Perder o Nascimento e o Ryan é uma grande perda para nós. O Aguilera já está afastado há bastante tempo, mas o Nascimento e o Ryan são dois médios que podem mudar um pouco a forma como queremos jogar, sobretudo nesta posição. Temos de trabalhar agora com os jogadores que temos. Queremos encontrar a melhor dinâmica e a melhor forma de lidar com a situação em que estamos neste momento».
Do lado contrário, Pepa mostrou-se satisfeito com o arranque de temporada invicto do Estrela da Amadora:
«É sempre bom começar melhor, porque é uma maratona por pontos. Mas vai chegar a altura que vai entrar água no barco, vamos apanhar tempestades, situações muito difíceis e quanto mais coesos e mais pontos formos amealhando, maior será a capacidade de não tremer e termos a frieza de manter o nosso caminho. Esse é o grande objetivo, sermos fiéis ao processo».
Questionado sobre o facto de o Estrela não vencer em Vila do Conde há 27 anos, o técnico afirmou:
«Isso tudo é história e nós temos é que escrever a nossa história. E para escrevermos a nossa história, é amanhã».
Pepa destacou também a qualidade individual do plantel do Rio Ave:
«Tem jogadores muito fortes individualmente. Na época passada fez um último terço de campeonato fantástico e a maioria continua. Há mostrou que é uma equipa fortíssima, um treinador que conhece os jogadores. A continuidade ajuda no processo, é uma equipa fisicamente fortíssima, muito acima da média, e depois um estádio que, até pelas condições próprias dos adeptos, do vento, é um jogo muito difícil».
Por fim, o técnico falou sobre a gestão das emoções de um plantel muito jovem:
«É para isso que a equipa técnica e a estrutura cá estão: para apoiar nos momentos bons e ensinar que o futebol tem altos e baixos. Queremos dar continuidade ao processo e manter a nossa identidade bem assente. Ninguém aqui está deslumbrado ou de cabeça no ar; não temos tempo para isso. O discurso é de alerta constante perante a competitividade da liga, onde qualquer equipa pode vencer qualquer outra. Não há espaço para facilitismos nem para festejos antecipados Da mesma forma, quando surgir uma fase negativa, não haverá tempo para nos escondermos ou lamentarmos».

