Publicidade

O Special One de Queluz – Entrevista a Filipe Martins

Emanuel Melo · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

entrevistas bola na rede

Bola na Rede (BnR): Filipe, em primeiro lugar muitos parabéns pela subida. Era o principal objetivo do clube ou foi uma surpresa o primeiro lugar atingido?

Filipe Martins (FM): O objetivo desde o primeiro dia sempre foi a subida, sabendo que era um objetivo difícil de alcançar mas que não tivemos medo de o assumir.

BnR: Como é que classifica esta caminhada? O CPP é um campeonato complicado?

FM: Esta ‘caminhada’ foi a todos os níveis excepcional. Tanto na taça como no campeonato, que é uma prova extremamente difícil, onde 80 equipas lutam por duas vagas e mais duas vão a um play-off com equipas profissionais e onde sabemos que à partida saem em desvantagem. Este ano quase todas as equipas treinavam de dia, o que aumentou ainda mais a qualidade que já existia, quer ao nível de jogadores como de treinadores, tornando principalmente a segunda fase extremamente competitiva.

BnR: O que é que acha que foi preponderante para a equipa atingir o primeiro lugar?

FM: Antes de mais aquilo que é fundamental, ter jogadores de qualidade,como era o caso. E depois formámos um grupo bastante coeso a todos os níveis. Apesar de muito jovens, a qualidade e organização coletiva prevaleceu sobre a maior maturidade de algumas equipas adversárias.

Fonte: Real SC
Fonte: Real SC

BnR: E agora o jogo para o apuramento de campeão. Também discorda do calendário da liga, que coloca este jogo só para daqui a três semanas?

FM: Como é obvio gostaria de jogar logo após o final da segunda fase até porque a 2ª Liga começa muito cedo devido ao início da Taça CTT e os jogadores vão ter menos tempo de férias ma,s se foi a Calendarização que a FPF escolheu, só temos de respeitar a mesma.

BnR: Quais são os pontos fortes do Real?

FM: A qualidade individual dos seus jogadores aliada a um sentido coletivo notável, em torno das ideias da equipa.

BnR: Pretende continuar no clube ou tem propostas para sair?

FM: Estou completamente disponível para o que a direção entender, sei que o meu trajeto tem sido acompanhado mas a minha cabeça está completamente focada no Real SC.

BnR: Acha que este Real tem condições para chegar, no futuro, à primeira liga?

FM: Acho que no futuro terá, mas acima de tudo o que é mais importante no momento é estabilizar a equipa na 2ª Liga.

BnR: Como treinador e expondo um pouco aqui o seu pensamento sobre o jogo, o que defende?

FM : Como treinador defendo que o coletivo tem sempre de prevalecer, desde logo através de uma rigorosa organização defensiva, normalmente a melhor defesa é a campeã. E assim foi este ano. Passando depois para uma organização ofensiva ,onde exijo a todos os jogadores disponibilidade para ter a bola. Comigo, o jogador que se esconde com medo de assumir o jogo não encaixa, e começa logo nos defesas, os centrais têm de ser os primeiros a ter prazer de ter a bola, os primeiros a criar desequilíbrios. Depois, chegado ao ultimo terço, é liberdade com bola e diretrizes bem vincadas para quem está a dar solução ao portador, mas se quiseres partir para cima de três defesas adversários vou aplaudir porque não podes retirar a magia do jogo.

Fonte: Real SC
Fonte: Real SC

BnR: Quais são os jogadores do Real que pensa que podem vir a atingir vôos maiores?

FM: A equipa do Real foi a mais jovem desta fase de campeão (média 23,64 anos) e está recheada de jogadores que foram extremamente bem escolhidos pelo nosso Diretor Desportivo . Já este ano vendemos o Thabo para o SL Benfica e seguramente mais sairão num futuro próximo, para grandes clubes pois há muita qualidade técnica e mental por parte dos meus jogadores.

BnR: Quais são as mensagens que quer deixar para os sócios e adeptos do Real para o próximo jogo e para a próxima época?

FM: Antes de mais obrigado pelo apoio que nos deram mesmo nos momentos menos bons e que continuem a fazê-lo pois o futuro do clube depende do apoio deles em torno da equipa, pois seguramente o Real irá ter uma equipa recheada de qualidade e extremamente comprometida com os objetivos do clube.

 

Foto de Capa: Real SC

Emanuel Melo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.