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Bruno Lage

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Os fantasmas de Bruno Lage

Ridículo não é e descabido muito menos será olhar para Bruno Lage e lembrarmo-nos imediatamente, com o sentimento de algo tão óbvio que já o devíamos ter percebido, que ali está Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, de corpo lânguido, não tão simbólico dum conceito, mas com a mesma carga caricatural. Camilo começa-nos a apresentação do Calisto por dizer que tem «hoje quarenta e nove anos, por ter nascido em 1815, na aldeia de Caçarelhos, termo de Miranda». Perguntando ao Google pela data de nascimento de Lage, surgem os mesmos algarismos. O optimismo dos valores positivos do carácter de ambos ao chegar à ribalta contrastou no tempo e no espaço com a envolvência. Riam-se de Calisto, gozavam-lhe os modos e as expressões; a roupa só apimentava o avacalho. A Lage, a sequência de vitórias logo a abrir só adiou o escárnio, que se abateu depois sobre os modos aparentemente ingénuos do treinador-pedagogo que sustentava o sucesso no bom palavrear, na boa vontade com todos, na gentileza dos gestos; o seu futebol, enquanto tão vistoso quanto eficaz, protegeu-o. Era tudo demasiado perfeitinho. Idealizavam-lhe o perfil, que, supostamente, era à inglesa. Assim que a coisa começou a dar para o torto e o tempo permitiu discernir-lhe os inevitáveis e humanos vícios, veio o regabofe. A Igreja Lagiana perdeu o propósito; Lagiola passou a ser dito com um sorrisinho sarcástico.

Pedro Cantoneiro · 6 min de leitura
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Benfica

O primeiro desenho do Benfica em 2025/26

O Benfica apresentou-se aos sócios e adeptos na Eusébio Cup. A homenagem ao maior jogador da história das águias foi também a primeira demonstração para o público de uma equipa renovada em nomes, não tanto em ideias. A base apresentada por Bruno Lage em campo não está muito distante daquela que marcou a tendência da última temporada. Mudaram, essencialmente, os perfis e, como consequência, várias dimensões do jogo do Benfica.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
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