Carlos Vicens analisou a vitória do Braga por 2-0 frente ao Austria Viena na Conference League. O treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede.
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O Braga desloca-se a Viena para a segunda mão do play-off de acesso à fase de liga da Conference League, levando uma importante vantagem de 2-0 conquistada há uma semana no Minho. Um resultado confortável, mas ainda traiçoeiro, já que um golo madrugador poderá mudar por completo o rumo da eliminatória. Os austríacos procurarão inspirar-se na extraordinária recuperação dos compatriotas do LASK, que conseguiram reverter uma desvantagem de quatro golos na eliminatória frente ao Celtic no play-off de apuramento da Champions League. O Áustria Viena terá de arriscar e procurar o golo desde cedo, cenário que poderá também proporcionar espaços para o conjunto minhoto explorar.
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Numa fase em que a exigência europeia aumenta a cada eliminatória, o Braga deu mais uma demonstração categórica de maturidade ao superiorizar-se ao Austria Viena com um triunfo por 2-0 na Pedreira. Mesmo privados do seu capitão e grande figura, Ricardo Horta (ausente por lesão) e com uma versão renovada no onze inicial, os Gverreiros assumiram o controlo do encontro do primeiro ao último minuto, expondo uma clara diferença de qualidade individual e coletiva perante o conjunto austríaco. Com o jogo sempre sob controlo e sem passar por grandes apertos, a equipa somou mais um jogo sem sofrer qualquer golo na Conference League. Carlos Vicens apostou em Pau Víctor para o lugar de Ricardo Horta, numa posição na qual o espanhol não tem experiência, apesar de possuir todas as ferramentas necessárias e mais algumas para a cumprir. O jovem não só cumpriu essa função, como também assumiu a responsabilidade dos penáltis, acabando por registar uma eficácia de 50%, convertendo o primeiro e falhando o segundo.
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Iniciavam a construção com 3 centrais que se convertia para um 4-2-3-1
Carlos Vicens analisou a vitória do Braga por 2-0 frente ao Austria Viena na Conference League. O treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede.
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Numa eliminatória, a eficácia é a linha que separa a tranquilidade do sobressalto. Frente ao Dínamo Minsk, a turma de Vicens deu uma verdadeira demonstração de domínio, transformando o relvado da Pedreira num monólogo com bola e demonstrando a superioridade individual e coletiva que já esperada. Contudo, a margem mínima de 1-0 ficou longe de traduzir a disparidade de argumentos entre as duas equipas e a hegemonia absoluta que o Braga impôs do início ao fim. O onze inicial minhoto voltou a contar com os reforços Sergio Barcia, Gabriel Silva e Denis Huseinbasic, promovendo ainda a entrada do suíço Adrian Barisic, para o lugar do habitual titular Bright Arrey-Mbi. Do lado bielorrusso, o técnico Aleksandr Shagoyko surpreendeu ao deixar Karen Vardanyan no banco de suplentes, apesar o jovem de 22 anos ser o elemento mais produtivo do ataque, com 8 golos e 5 assistências. Porém, as maiores mudanças relativamente ao último jogo vieram no plano tático, onde as novas nuances posicionais e dinâmicas de ligação desmontaram por completo qualquer tentativa do Dínamo Minsk de manter um bloco defensivo sólido.
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De um lado, os Belos do Braga, uma equipa capaz de conjugar duas dimensões importantes para uma competição tão característica como a Conference League. Os arsenalistas são, por um lado, uma garantia de competitividade, com presença regular em palcos de outros holofotes e candidatos claros não só a superar todas as pré-eliminatórias, como a sonhar com uma final ou um título, mas, simultaneamente, conjugam um lado alternativo que tão bem é destacado nesta competição. Sem ser uma equipa desconhecida, longe disso, o facto de estar num segundo plano no que toca ao protagonismo português lá fora, continua a dar ao Braga uma misticidade e presença que outros clubes não conseguem ter. Para sonhar mais alto, é preciso manter os pés na terra e, antes dos mais belos adversários, de outro gabarito, superar os Bielos, como quem diz, bielorrussos. Internacionalmente, e alargando o olhar para lá do futebol, a Bielorrússia fugiu do mapa com o apoio de Aleksandr Lukashenko a Vladimir Putin no conflito bélico entre Rússia e Ucrânia. Ao contrário dos russos, responsáveis pela invasão, os bielorrussos continuam nas provas UEFA, algo que já não aconteceu, por exemplo, nos Jogos Olímpicos, competindo por uma bandeira neutra. Ainda assim, o afastamento dos holofotes que continuam a resistir sobre o Leste da Europa, já por si um cenário alternativo, foi ainda mais acentuado depois desta opção política. Caminhando sozinhos numa Europa com outras cores nas bandeiras, os bielorrussos foram vendo o protagonismo no mapa descer. Até por isso, um jogo contra o Braga é um evento.
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Opinião
A noite da primeira grande reunião de família na Pedreira dificilmente poderia ter tido melhor enredo. Depois do triunfo magro por 1-0 no sintético da Sérvia, que deixou no ar uma ponta de incerteza, o Braga regressou a casa para assinar uma prestação categórica e transformar a segunda mão da pré-eliminatória numa autêntica festa do golos frente ao Zeleznicar Pancevo. Perante os seus adeptos, a equipa de Carlos Vicens não se limitou a gerir a vantagem: dominou, goleou e deu as boas-vindas aos vários reforços. Foi o arranque perfeito em solo caseiro, pintado com a ambição de quem quer voltar a ir longe na Europa. A saída iminente de Lukas Hornicek para a Premier League afastou o guardião da partida e poderia ter servido de desculpa, caso os eventos do jogo tivessem sido diferentes. O internacional chéquio foi uma das peças fundamentais da campanha do Braga em 2025/26 e a sua falta será certamente sentida. Para o seu lugar, Vicens apostou no reforço de verão, Bernardo Fontes, que regressou ao Braga depois de brilhar ao serviço do Tondela. Apesar de mostrar bastante nervosismo com bola durante a primeira parte, a confiança do brasileiro foi crescendo ao longo do encontro, acabando por assegurar um clean sheet na sua primeira presença.
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Não mudámos muitas coisas, foi uma questão de assumir um papel na pressão que era exigente
Carlos Vicens analisou o triunfo do Braga na receção ao Zeleznicar Pancevo. O treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede.