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Carlos Vicens

251 artigos

Opinião

Dérbi decidido na eficácia | Vitória SC foi superior, Braga foi letal

Há jogos que se decidem com controlo, outros com inspiração, mas o Dérbi do Minho acabou por ser decidido na eficácia. Depois da polémica à entrada para a Pedreira, ambas as equipas entraram no encontro para vencer e jogar bom futebol. Um Braga confiante e um Vitória SC atrevido resultaram num jogo eletrizante e muito bem disputado desde o primeiro ao último minuto. A formação de Luís Pinto entrou sem medo de pressionar alto e foi colhendo alguns frutos, mas a competência do trio atacante dos gverreiros acabou por falar mais alto. Os vimaranenses voltaram a demonstrar a capacidade de se bater frente-a-frente com o top quatro da Primeira Liga, apesar de não ter os mesmos recursos. Um dos fatores determinantes para o ritmo de jogo ser tão elevado foi claramente as variações do Vitória SC entre uma pressão alta e um bloco mais compacto (mantendo a linha defensiva relativamente subida). Procuraram pressionar os defesas-centrais mais abertos do Braga (Arrey-Mbi e Barisic), procurando manter as marcações apertadas na zona central de forma a forçar passes de maior distância. Esta abordagem foi bem escolhida para este jogo pois nenhum dos três elementos do eixo defensivo bracarense é particularmente dotado na amplitude de passe. O problema, como tem sido para muitas equipas, encontrou-se nas movimentações do trio ofensivo Horta-Pau Víctor-Zalazar, que dificultou as já exigentes marcações numa estratégia tão corajosa.

Dinis Jacob · 7 min de leitura
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Opinião

A Batalha Eterna | Braga x Vitória SC

Continua a eterna batalha entre guerreiros e conquistadores, desta vez com palco na cidade de Braga. Pouco mais de um mês depois, joga-se novamente o domínio pela região do Minho, que marca vantagem tangencial para a equipa de Guimarães, após a vitória na final da Taça da Liga. Tem sido uma época atípica para ambos os clubes. Muitas vezes reconhecidos como “os maiores de Portugal depois dos grandes”, têm encontrado resistência e dificuldades internas no que se pode descrever, para ambos os casos, como um ano zero. Ainda que tenham protagonizado uma final, há o sentimento que, entre treinador e jogadores, podia ser melhor e, enquanto estatuto de clube, tinha que ser melhor.

Rui Gonçalves · 4 min de leitura
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Opinião

Do ruído ao rendimento | Braga domina o Rio Ave e transforma trabalho em resultados

Um mês depois da derrota embaraçosa na Taça de Portugal diante do Fafe, António Salvador proferiu as palavras «Começa a época a partir de hoje para as competições que temos». Foram declarações arrasadoras que refletiam uma inconsistência muito visível dentro das quatro linhas no início da temporada. A verdade é que a recente forma minhota tem dado muita razão ao presidente. O Braga dominou o Rio Ave durante 90 minutos, logo depois de uma exímia goleada ao AVS SAD. Não sendo os adversários mais difíceis do calendário, a turma de Carlos Vicens soube aproveitar as oportunidades para ganhar confiança e, mais importante, estabelecer uma tão necessária identidade. Carlos Vicens trouxe uma filosofia de jogo totalmente nova para o clube, baseada numa ideia de confortabilidade com bola mas muito capaz em transições, com muita liberdade posicional no último terço. São conceitos ambiciosos, mas que encaixam perfeitamente com a qualidade e profundidade do plantel do Braga. Esta experiência trata-se de uma novidade não só para os bracarenses, como também para o próprio técnico espanhol, visto que é a sua primeira oportunidade como treinador principal de uma equipa deste nível. Antes de chegar a Portugal, foi adjunto de Pep Guardiola no Manchester City e treinou vários escalões de formação na academia dos cityzens.

Dinis Jacob · 4 min de leitura
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Opinião

Jejum, pressão e ambição europeia | Go Ahead Eagles x Braga

Desde há muito tempo que o mês de janeiro costuma ser um mês de sobrevivência para todas as equipas, com vista a não se atrasarem rumo aos seus objetivos e a estarem mais bem posicionadas daí para a frente para os atingirem. Mas desde a época passada, em que o formato das competições europeias foi alterado, o mês de janeiro passou a incluir jogos das mesmas e os últimos antes das fases a eliminar. Um fator que alimenta a intensidade do mês de janeiro. O jogo desta quinta-feira envolve duas equipas que não só jogam o futuro na UEFA Europa League, como o seu calendário daqui para a frente em termos de objetivos a disputar. Go Ahead Eagles e Braga irão disputar os três pontos no último jogo da fase da Liga da competição, num duelo que se antevê intenso. A equipa minhota foi dos melhores conjuntos até agora da UEFA Europa League em termos de resultados (cinco vitórias em sete jogos) e classificação (quinto lugar). Se a fase da Liga terminasse no presente momento, a equipa de Carlos Vicens seria uma das oito equipas já presentes nos oitavos de final da competição. No entanto, existe para os bracarenses o último desafio do mês: o carimbar passagem à seguinte fase da UEFA Europa League sem necessitar de disputar um play-off.

Jorge Afonso · 9 min de leitura
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Opinião

Na Pedreira não há Floresta que cresça: Minhotos nunca controlaram mas acabaram por triunfar | Braga 1-0 Nottingham Forest

O Braga passou um teste difícil na passada quinta-feira, ao bater o Nottingham Forest por uma bola a zero. O ruído das eliminações nas taças foi, assim, um pouco abatido e o caminho para as eliminatórias está cada vez mais perto de se confirmar. Ambas as equipas alinharam com onzes pouco habituais, algo que afetou principalmente os ingleses pela falta de avançado, com as lesões de Igor Jesus e Chris Wood. Este foi um fator que mudou por completo o estilo de jogo da equipa de Sean Dyche, como o próprio referiu após a partida. Dan Ndoye foi o homem escolhido para ocupar o eixo do ataque, e a falta de poderio físico e experiência na posição facilitou o trabalho do trio defensivo bracarense. Do outro lado, Carlos Vicens surpreendeu com as escolhas de Gabri Martínez e Diego Rodrigues para o flanco esquerdo. As dinâmicas entre estes elementos confundiram as marcações adversárias, principalmente através de movimentos interiores por parte do brasileiro, surgindo muitas vezes na mesma linha que Gorby Baptiste e Florian Grillitsch. O espanhol oferecia sempre largura e foi em várias ocasiões o desequilibrador, através de arranques no 1v1 contra Nicolò Savona.

Dinis Jacob · 5 min de leitura
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