Seleção Nacional
Cristiano Ronaldo | O “Adeus” do Eterno Capitão
A qualificação para a fase final do Mundial não é apenas mais um carimbo no passaporte competitivo de Portugal. Representa, com grande probabilidade, o prólogo do adeus do maior futebolista que este país, e que o mundo, alguma vez produziu e que o mundo viu crescer num patamar quase inatingível. Cristiano Ronaldo não foi apenas um jogador de futebol. Foi a força quase sísmica que deslocou o eixo do futebol português e que o empurrou definitivamente para o centro do mapa global. Portugal teve génios. Eusébio incendiou plateias inteiras, Futre desafiou gravidades, Chalana espalhou magia em cada toque e Figo ultrapassou fronteiras que pareciam intransponíveis. No entanto, nenhum deles reescreveu o ADN competitivo nacional como Ronaldo. Com Cristiano Ronaldo, Portugal deixou de ser uma seleção que poderia surpreender para se tornar numa seleção que tinha de vencer. A equipa passou de outsider a referência. Nada disto surgiu por acaso; durante quase duas décadas houve alguém a puxar a nossa ambição sempre para cima, sempre contra o impossível.

