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São os Heróis de…26 | Sporting 5-0 Bodo/Glimt

Cerca de uma semana depois de os jogadores e adeptos do Sporting terem abandonado o gelo norueguês cabisbaixos e incrédulos com a exibição protagonizada pela equipa, as bancadas de Alvalade uniram-se e cantaram em uníssono. Os atletas entraram em campo determinados a fazer daqueles 90 minutos um tempo infindável para o adversário e recompensar a audiência. Com o 3-0 registado no fim do tempo regulamentar, após golos de Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves e Luis Suárez, e consequente empate na eliminatória, já ninguém concebia a hipótese de um final anticlimático. Como tal, Maxi Araújo e, mais tarde, Rafael Nel carimbaram, já no prolongamento, a passagem dos leões aos quartos de final da Champions League, pela segunda vez na história do clube, a primeira desde a temporada 1982/1983. A determinação do Sporting na entrada para este segundo encontro é parte fundamental na passagem à próxima fase da prova milionária. A entreajuda que tantas vezes faltou em Bodo, refletida numa reação à perda imediata e intensa, bem como em transições defensivas estonteantes, foi o principal ingrediente na exibição categórica do conjunto de Rui Borges. Porém, as perspetivas tática e estratégica não podem ser, em momento algum, ignoradas. O treinador mirandelense aprendeu com os erros: adaptou as referências de marcação, pelo que Berg deixou de ter espaço – Trincão parou de ter a responsabilidade de o marcar e Morita encarregou-se de o fazer – e Evjen foi vigiado por Maxi ou Inácio, não havendo inferioridade leonina no meio-campo. Ofensivamente, Borges instruiu os jogadores a variarem os corredores de ataque.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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