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Trubin, Schjelderup e Pavlidis, os pastorinhos do milagre no Estádio da Luz | Benfica

Entidade divina, mera obra do destino, coincidências ou o alinhamento de Vénus com Plutão. Cada um atribuirá a algo ou alguém diferente a responsabilidade pela operacionalização dos milagres e do que parece sobrenatural. Foi, precisamente, uma obra miraculosa o que se passou no Estádio da Luz e permitiu ao Benfica não só vergar o Real Madrid na Champions League, como também garantir, no roteiro mais inacreditável possível, a qualificação para os playoffs. É comum, em conversas com amigos, a criação de cenários imaginários relacionados ao desporto mais bonito. “Puto, imagina que a tua equipa estava com zero pontos a meio do percurso na Champions League, de algum modo conseguia uma réstia de esperança no apuramento. Para isso, é preciso vencer o clube que mais troféus já levantou e esperar que os outros jogos ajudem. Aos 90 minutos, todos os outros jogos estão a acabar e reparas que falta um golo para seres feliz, mesmo estando a vencer por 3-2. O teu guarda-redes, que perdia tempo há uns segundos, sobe para a área e, no último lance do jogo, marca o golo do apuramento em casa, perante os próprios adeptos”. Pois, foi isso que aconteceu. Os deuses do futebol estiveram do lado de Benfica.

Diogo Ribeiro · 8 min de leitura
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