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Opinião

A Odisseia de José Mourinho: ainda é possível?

Há noites que não são apenas vitórias; são afirmações. Na quarta-feira à noite, na Luz, o Benfica viveu uma dessas raras ocasiões em que a história se escreve a vermelho e branco, com emoção, coragem e ambição. Frente ao Real Madrid, o Benfica venceu por 4-2, num jogo épico, intenso, jogado olhos nos olhos com um colosso europeu e selado perto do fim com o golo de Turbin. Uma vitória histórica, que garantiu o apuramento para os playoffs da Champions League e que não pode, nem deve, ser ignorada. Não foi apenas um bom resultado; foi uma noite à Benfica, daquelas que lembram a Europa quem este clube é. Ainda assim, depois da euforia, impõe-se a lucidez. Estamos no final de janeiro e o balanço da época continua a ser exigente. O Benfica já caiu na Taça da Liga e na Taça de Portugal, ficando pelo caminho em duas competições onde tinha obrigação de discutir o título. No campeonato, a margem de erro esgotou se cedo, fruto de demasiados pontos perdidos numa fase inicial que continua a pesar na classificação. A desvantagem existe e não desaparece com uma grande noite europeia, por muito simbólica que ela seja.

João Francisco Gomes · 3 min de leitura
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