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11 artigos · último

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O que se passa com Gonçalo Inácio?

Uma das pedras basilares para o sucesso do Sporting nos últimos anos foi a presença de Gonçalo Inácio no centro da defesa. Mesmo quando se tratava de uma jovem promessa da formação dos leões, o atleta sempre foi encarado como um projeto de jogador de primeira equipa, com uma margem de crescimento brutal, podendo inclusivamente ser adaptado/transformado num lateral esquerdo. Os verde e brancos não são uma máquina de produção de centrais. As grandes promessas do Sporting geralmente jogam mais próximas da linha, como é o caso de Salvador Blopa ou Flávio Gonçalves, recorrendo a exemplos atuais. Contudo, dois dos elementos da posição são formados em Alcochete: Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio. O primeiro, ganhou outra maturidade a muitos quilómetros de Alvalade. O segundo, nunca saiu da casa mãe.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
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A muralha que resistiu ao jogo, o canto que a derrubou | Casa Pia 1-4 FC Porto

O FC Porto venceu em Rio Maior por 1-4 e manteve a liderança da Primeira Liga, mas o resultado final conta pouco daquilo que foi o jogo. Durante uma hora, os dragões defrontaram um adversário que percebeu exatamente onde tinha de fechar o espaço e que esteve a poucos minutos de transformar a memória de fevereiro numa segunda dor. O que separou os dois cenários não foi uma alteração estrutural de fundo nem um momento de inspiração no jogo corrido. Foi a bola parada. Filipe Coelho montou o Casa Pia num 5-4-1 sem bola, com uma ideia muito clara para a zona que mais interessa ao FC Porto: o espaço entrelinhas. Os centrais dos lados, Selvi Clua e David Sousa, não ficaram à espera dentro da linha. Saltavam sobre o portador sempre que a bola entrava nessa zona, procurando condicionar a receção e obrigar o jogador do FC Porto a virar-se para trás. Selvi Clua, em particular, recuava com frequência para compor a última linha e assumia de forma quase permanente a atenção sobre a ligação interior de Gabri Veiga. Numa equipa que tinha sofrido onze golos em cinco jornadas, foi um plano competente e bem executado.

Manuel Nascimento · 7 min de leitura
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Opinião

A paciência de quem espera, a pressa de quem erra | Sporting 3-1 Alverca

Houve uma inversão em Alvalade e ela vale mais do que os três pontos. Nas duas primeiras jornadas, o Sporting foi uma equipa que construía tudo antes do intervalo e depois se desfazia. Contra o Alverca aconteceu o contrário: os leões marcaram cedo, atravessaram uma primeira parte longa e sem brilho, e resolveram a partida em cinco minutos do segundo tempo. Não é um pormenor. É a diferença entre uma equipa que sofre com a vantagem e uma equipa que a sabe empurrar para a frente. O jogo começou pelo fim. Aos dois minutos, numa recuperação a meio-campo, Maxi Araújo arrancou por zona interior e rematou de fora da área para o fundo da baliza de Matheus Mendes. Foi a estreia do uruguaio com a braçadeira de capitão e foi, no cômputo dos noventa minutos, o melhor jogador em campo. Já se escreveu aqui que Maxi vale menos pelo espetáculo do que pela presença: é o homem que aparece na área contrária e, no lance seguinte, corta a transição adversária no corredor esquerdo. Com a braçadeira, essa dimensão apenas se tornou mais evidente.

Manuel Nascimento · 7 min de leitura
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Opinião

Ideias arrumadas, cofre fechado e a cartada decisiva do banco | Braga 2-0 Austria Viena

Numa fase em que a exigência europeia aumenta a cada eliminatória, o Braga deu mais uma demonstração categórica de maturidade ao superiorizar-se ao Austria Viena com um triunfo por 2-0 na Pedreira. Mesmo privados do seu capitão e grande figura, Ricardo Horta (ausente por lesão) e com uma versão renovada no onze inicial, os Gverreiros assumiram o controlo do encontro do primeiro ao último minuto, expondo uma clara diferença de qualidade individual e coletiva perante o conjunto austríaco. Com o jogo sempre sob controlo e sem passar por grandes apertos, a equipa somou mais um jogo sem sofrer qualquer golo na Conference League. Carlos Vicens apostou em Pau Víctor para o lugar de Ricardo Horta, numa posição na qual o espanhol não tem experiência, apesar de possuir todas as ferramentas necessárias e mais algumas para a cumprir. O jovem não só cumpriu essa função, como também assumiu a responsabilidade dos penáltis, acabando por registar uma eficácia de 50%, convertendo o primeiro e falhando o segundo.

Dinis Jacob · 6 min de leitura
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A arte de dominar sem esmagar | Braga 1-0 Dínamo Minsk

Numa eliminatória, a eficácia é a linha que separa a tranquilidade do sobressalto. Frente ao Dínamo Minsk, a turma de Vicens deu uma verdadeira demonstração de domínio, transformando o relvado da Pedreira num monólogo com bola e demonstrando a superioridade individual e coletiva que já esperada. Contudo, a margem mínima de 1-0 ficou longe de traduzir a disparidade de argumentos entre as duas equipas e a hegemonia absoluta que o Braga impôs do início ao fim. O onze inicial minhoto voltou a contar com os reforços Sergio Barcia, Gabriel Silva e Denis Huseinbasic, promovendo ainda a entrada do suíço Adrian Barisic, para o lugar do habitual titular Bright Arrey-Mbi. Do lado bielorrusso, o técnico Aleksandr Shagoyko surpreendeu ao deixar Karen Vardanyan no banco de suplentes, apesar o jovem de 22 anos ser o elemento mais produtivo do ataque, com 8 golos e 5 assistências. Porém, as maiores mudanças relativamente ao último jogo vieram no plano tático, onde as novas nuances posicionais e dinâmicas de ligação desmontaram por completo qualquer tentativa do Dínamo Minsk de manter um bloco defensivo sólido.

Dinis Jacob · 4 min de leitura
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Os pecados de Florentino Pérez

Florentino Pérez surpreendeu o mundo do futebol ao anunciar que realizaria uma conferência de imprensa ao final da tarde da última terça-feira, depois de uma época absolutamente para esquecer do Real Madrid. Se alguns presidentes não têm qualquer problema em falar com a imprensa, apresentando-se aos jornalistas inclusivamente algumas vezes por mês, o líder dos merengues sempre se pautou pelo silêncio, tantos nos momentos positivos como nos negativos. O dirigente sempre contou com intermediários, o que fez com que poucas vezes pisasse os terrenos da sala de imprensa. Quando o fez, mostrou-se assertivo, ponderado e seguro de si. Podíamos não concordar com a mensagem, mas a mesma não era mal transmitida, usavam-se as palavras de uma forma correta, num discurso trabalhado com antecedência. O que vimos em Valdebebas foi o inverso do que se esperava. Previa-se um Florentino Pérez a realizar um resumo da época, retirando ilações negativas, já que positivas há poucas, admitindo que iria contratar um novo técnico e que existiria uma reconstrução do plantel. Quiçá pudéssemos apontar para a convocatória de eleições, tendo em conta a dificuldade que é para alguém poder participar nas mesmas, dadas as condições aprovadas pelos sócios do Real Madrid e apresentadas pela atual direção.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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O Sevilha e a situação do ‘treinador bombeiro’: um clube longe do que mostrou ser quando era o ‘dono da Europa League’

Em Sevilha voltou a repetir-se um padrão ao qual nos estamos a acostumar nos últimos anos. Dentro do Sánchez Pizjuán, poucos são os treinadores que resistem e Matías Almeyda seguiu o caminho dos antecessores. Contratado no verão, o argentino trazia a esperança da mudança em Sevilha, mas o problema do clube vai bem além do banco de suplentes. Se fosse ‘só’ isso, a situação não era assim tão grave. O Sevilha parte para o nono treinador em apenas quatro anos, seguindo uma lógica: no começo da época, um técnico com uma ideia positiva, com certo renome, com resultados apresentados nos últimos tempos e um futebol agradável à vista. Foi assim com Julen Lopetegui, com Javier García Pimienta e o já citado Matías Almeyda. Nomes atraentes, longe de serem associados a emblemas com objetivos menores, pelo menos na fase em que aterraram na capital da Andaluzia. Já a meio da temporada, dá-se a mudança repentina, trazendo técnicos com conhecimento da La Liga, que cresceram no ‘barro’ e praticam um futebol menos entusiasmante, mas prático e com resultados, em fases em que o Sevilha necessita de pontos. Em suma, um ‘bombeiro’. José Luis Mendilibar (que até venceu uma Europa League e ganhou o presente (envenenado) de manter-se mais tempo no cargo, Quique Sánchez Flores, Joaquín Caparrós e Luis García Plaza, recentemente apresentado, encaixam neste perfil. O regresso de Jorge Sampaoli e a contratação de Diego Alonso foram ‘devaneios’ da direção desportiva e que não encaixam em nenhum destes registos.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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Benfica não foi brilhante, mas fez o suficiente para vencer o Vitória SC de uma forma confortável | Benfica 3-0 Vitória SC

Num final de tarde agradável em Lisboa, o Benfica derrotou o Vitória SC por 3-0, num encontro a contar para a 27.ª jornada da Primeira Liga. O conjunto das águias não encantou, mas mereceu o triunfo, contra uma formação minhota que ainda está a viver a mudança de treinador. José Mourinho surpreendeu, colocando Enzo Barrenechea a defesa central, relegando Nicolás Otamendi para o banco de suplentes (o capitão não estava fisicamente a 100%), tal como Gonçalo Oliveira, que viu gorada mais uma oportunidade para se estrear na equipa principal. Quem também foi parar ao banco foi Rafa Silva, que não tem encantado desde o seu regresso à Luz. Sem Aursnes em campo, os encarnados não contavam com o seu elemento mais equilibrado, com maior capacidade de encher o campo e de ajudar ao nível defensivo e ofensivo, o treinador entendeu que o internacional português não era o nome ideal para utilizar, procurando um meio campo quase a três, com um 10 capaz de recuar para ir buscar jogo. Georgiy Sudakov, que fez uma longe do brilhante, acabou por ser o eleito, atuando nas costas de Vangelis Pavlidis, ao lado de Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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Um Clássico de guerrilha e de uma postura aquém | Sporting 1-0 FC Porto

Sporting e FC Porto encontraram-se na noite de terça-feira, no terceiro embate entre os dois emblemas esta temporada. Contudo, esta partida tinha caraterísticas diferentes, em comparação com as outras. O duelo era relativo à primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal. Não é o mesmo jogar para o campeonato ou enfrentar um rival na prova rainha, numa eliminatória a duas mãos. Rui Borges e Francesco Farioli sabiam que esta era apenas a primeira parte, o primeiro frente a frente de um combate que prometia causar faísca. Chegamos à conclusão no final dos 90 minutos, de que o Sporting no seu cômputo global foi superior, merecendo a vitória, ainda que o golo dos leões tenha surgido de uma grande penalidade. Uma partida marcada pelos duelos físicos, pelo pouco futebol jogado e pela má estreia de Cláudio Pereira em Clássicos. O nortenho perdeu rapidamente o controlo do jogo, num primeiro tempo que se arrastou bem para além dos 45’, devido aos pedidos de assistência, principalmente a Jan Bednarek, que sairia mesmo lesionado.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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